14/01/2013 12:30 - Portal Brasil
A vacina, disponível somente
em clínicas particulares de saúde, já era usada também para prevenir o
câncer de colo de útero, vaginal e verrugas genitais
EBC
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- De acordo com o Inca, foram registradas 274 mortes por câncer anal no Brasil em 2010, sendo 98 em homens e 176 em mulheres
Foi divulgado nesta segunda-feira (14), pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovação para indicação da vacina contra
o papilomavírus humano (HPV) também para prevenir o câncer anal. A
aplicação é recomendada para ambos os sexos, na faixa etária de 9 a 26
anos.
A vacina, disponível somente em
clínicas particulares de saúde, já era usada também para prevenir o
câncer de colo de útero, vaginal e verrugas genitais.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram
registradas 274 mortes por câncer anal no Brasil em 2010, sendo 98 em
homens e 176 em mulheres. Os tumores aparecem no canal e nas bordas
externas do ânus. A doença no canal do ânus é mais frequentes em
mulheres, e nas bordas, nos homens. É uma doença considerada rara e com
grande possibilidade de cura quando detectado em estágio inicial.
Representa 1% a 2% de todos os tumores do cólon e de 2% a 4% de todos os
tipos de câncer do intestino grosso.
Alterações intestinais, presença de sangue nas fezes, dor, coceira,
secreções incomuns são os sinais mais comuns. Segundo o Inca, exames que
avaliam o reto e o ânus (como o toque retal) são eficazes para
identificar a doença precocemente. As pessoas com mais de 50 anos,
fumantes, infectadas pelo HPV e com feridas no ânus são as mais
suscetíveis à esse tipo de câncer. De acordo com o Inca, os tumores
anais estão relacionados a doenças sexualmente transmissíveis, como HIV,
gonorreia e clamídia.
HPV (Papiloma vírus humano)
HPV
é a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Os HPV são vírus da
família Papilomaviridae, capazes de provocar lesões de pele ou mucosa.
Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e
habitualmente regridem espontaneamente.
Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados
em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de
alto risco estão relacionados a tumores malignos. Os vírus HPV de tipo 6
e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas
genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de
progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena
proporção em tumores malignos.
Estudos comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão
infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas.
Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida
espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres
mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos
(que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre são capazes de
eliminar os vírus.
Transmissão
A transmissão é por contato direto com a pele infectada. Os HPV
genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar
lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. Também existem estudos
que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas
vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no
colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou
subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro.
Prevenção
O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de
transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por
isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual,
mesmo naquela entre casais estáveis.
Como podem ser diagnosticadosAs
verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em
qualquer área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico
(pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Já o diagnóstico
subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas
pelos papilomavírus, é feito por meio do exame citopatológico (exame
preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico é confirmado por exames
laboratoriais.
Mais informações
podem ser obtidas no portal do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Mas, o mais aconselhável é, procurar um médico e manter sua prevenção em
dia.
Fonte:
Agência BrasilInstituto Nacional do Câncer