terça-feira, 13 de julho de 2010

Como é causada a hidrocefalia:

- secreção aumentada do líquido céfalo-raquidiano;
- obstrução das vias de circulação e obsorção;
- bloqueio do sistema venoso de drenagem encefálica, ocorrendo uma dilatação ventricular devido as pressões intraven-triculares (tanto a pressão média como as pressões pulsáteis, sincrônicas com a sístole cardíaca estão patologicamen-
te aumentadas: estas dão origem a um gradiente de pressão transmural através do manto cerebral suficiente para causar
uma compressão característica da substância branca adjacente e uma perda de proteína e lipídeo, mas um aumento do conteúdo de água e sódio, devido a essas compressões surgem os diversos sinais e sintomas.
Sinais e Sintomas.

Na congênita ocorre: (uma hipertensão)
a) hipertensão intracraniana, devido à dilatação dos ventrículos ou ao entumecimento a nível de espaço subaracnóideo, com presença de dor;
b) papiledema, que ocorre por uma compressão do nervo optico produzindo obliteração das veias da retina que passam em
seu interior;
c) aumento do perímetro cefálico;
d) separação das suturas cranianas

Os ítens C e D ocorrem pela pressão do líquor e por motivo dos ossos não estarem soldados.
e) fontanela anterior muito aumentada devido estarem separados os ossos;
f) cabeça apresenta-se translúcida, devido a adelgamento do tecido;
g) as veias do couro cabeludo dilatam-se tornando-se proeminente, devido a separação óssea que adelgaça os vasos tornando-os dilatados e proeminentes.
h) deficiência mental, devido a compressão do líquor sobre o córtex, levando-a a ficar como uma fina folha de papel.
i) Diplegia espástica de intensidade variada, devido a pressão exercida sobre os nervos cranianos espinhais.
j) sinal do sol poente, compressão sobre as paredes adelgaçadas das órbitas.
k) sinais cerebelares, como incapacidade incoordenação e equilíbrio precário;
l) perda sensorial e fraqueza nos membros superiores associada a siringomielia.

Na adquirida ocorre:
a) Retração da cabeça, que ocorre por causa do peso aumentado da mesma;
b) vômitos;
c) alteração da consciência (obnubilação)
d) cefaléia;
e) papiledema, devido a compressão do nervo óptico;
f) paralisia dos nervos cranianos, devido à pressão do líquor;
g) debilidade e incoordenação dos membros e reflexos plantares, devido a pressão e lesão nas áreas cerebrais específicas
h) reflexos tendinosos exarcebados ou diminuídos;
i) sinais de hipopituitarismo;
j) pode também ocorrer convulsões epilépticas e espasmos nas extremidades inferiores com “rigidez de descerebração.”

Esses sintomas variam com a idade, progressão da doença e diferenças individuais na tolerância ao FCE. Ex: o crânio da criança (normalmente antes de 3 anos de idade) pode se expandir para acomodar o crescimento do FCE porque as suturas ainda não fecharam. Com isso a criança tolera mais as diferente pressões de FCE do que o adulto.

O ponto mole do bebê (”fontanela”) no topo da cabeça pode estar completo ou tenso. O bebê pode estar irritadiço ou inquieto, apetite fraco e vômitos podem ocorrer.
Na infância, a mais óbvia indicação de hidrocefalia é frequentemente o rápido crescimento na circunferência da cabeça ou um incomum tamanho de cabeça. Outros sintomas podem incluir vômitos, sonolência, irritabilidade, desvio para baixo dos olhos – limitada habilidade de olhar para cima (olhar do sol poente)- os olhos podem estar cruzados, epilepsia e atrasos no desenvolvimento.
Crianças mais velhas e adultos podem experimentar diferentes sintomas, por que seus crânios não se expandem para acomodar o crescimento do FCE. Daí vem: dor de cabeça seguida por: vômito, náuseas, papiledema (inchaço do disco ótico
o qual é parte do nervo ótico), visão borrada, diplopia (dupla visão), olhar do sol poente, problemas de balanço, coordenação pobre, disturbio no caminhar, incontinência urinária, diminuição ou perda de desenvolvimento, letargia, entorpecimento (sonolência), irritabilidade, ou outras mudanças na personalidade ou cognição incluindo perda de memória.

Como é diagnosticada a hidrocefalia?
É diagnosticada através de uma avaliação clínica neurológica e pelo uso de técnicas de imagens craniais, tais como ultrasonografia, TC (tomografia computadorizada), IRM (imagem de ressonância magnética) ou técnicas de monitoramento da pressão. O médico seleciona a ferramente de diagnóstico apropriada baseado na idade do paciente, apresentação clínica, e presença de conhecida ou suspeitada anormalidade do cérebro ou medula espinhal.

Infelizmente, raios-X planos da cabeça não são suficiente para diagnosticar a hidrocefalia por que eles podem apenas ” ver” os ossos. Ao invés disso nós precisamos um teste que será capaz de ” ver” dentro da cabeça e visualizar o próprio cérebro. Há 3 possibilidades:

ULTRASOM DE CRÂNIO
Na criança antes da fontanela fechar (”soft spot”), um ultrasom da cabeça pode mostrar os ventrículos alargados. Uma vez fechada a fontanela, entretanto, o ultrasom não mais pode ver dentro da cabeça e nós devemos usar ou um CT ou um MRI para visualizar o cérebro e os ventrículos.

ULTRASOM DE CRÂNIO. Com o aparecimento de novos aparelhos, o US começa a ganhar grande destaque, pois o diag-nóstico é mais rápido, inócuo e de baixo custo, no que diz respeito a rapidez do diagnóstico é que o mesmo pode ser feito de forma precoce ainda no periodo pré-natal, através de medidas no tamanho dos ventrículos bem como a investigação de anomolias associadas, tais como: síndrome de Dandy-Walker, mal formações de Arnold-Chiari, encefaloceles, espinha bífida cística. Além do efeito diagnóstico o ultrasom é utilizado para acompanhamento de pacientes pré-dispostos ao desenvol-vimento de hidrocefalia, tais como crianças prematuras com hemorragia intraventriculares e pacientes portadores de mielo-meningocele ou encefaloceles.

Outra utilização da ultrasonografia está no acompanhamento das alterações ventriculares e possíveis complicações pós-operatórias de derivação. Ele apresenta as seguintes vantagens à tomografia computadorizada:
a) não exposição ao raio-X
b) dispensa sedação ou anestesia geral
c) baixo custo.

A utilização do ultrasom intra-operatório,tem sido de grande valia no posicionamento ideal do catéter intraventricular, no corno frontal do ventrículo lateral – anterior ao forame de Monroe, pois não apresenta plexo coróide.
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

O TC é um modo rápido, fácil e barato para diagnosticar a hidrocefalia. É suficiente em muitos casos de hidrocefalia. É um exame de alto poder de discriminação e boa inocuidade, substituindo a ven-triculografia e a angiografia cerebral. Ela demonstra claramente tamanho e posição de cada ventrículo bem como do espaço subaracnóideo da base do crânio (cisterna magna). Podemos também identificar edema periventricular, desproporção do crescimento dos ventrículos e presença de alterações atróficas do cérebro.
No acompanhamento pós-operatório de derivação ventricular a TC é de grande valia na visualização exata da posição do catéter vetricular, determina também o tamanho dos ventrículs, as causas de malfuncionamento. Ela não é bem utilizada nos estudos da fossa posterior dando lugar a ressonância magnética.
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Uma IRM toma muito tempo para preparar (e pode requerer sedação ou mesmo anestesia geral para crianças) ; pode ser difí-
cil para pessoas que são claustrofóbicas e mais complexo e caro para preparar.

Frequentemente não é necessário fazer o diagnóstico de hidrocefalia, mas pode ser muito útil em casos onde a causa de hidrocefalia está em dúvida ou se há outras anormalidades do cérebro.. Além do mais, o IRM pode dar informação sobre se o aqueduto cerebral (a passagem entre o terceiro e quarto ventrículo) está bloqueada e pode sugerir uma forma mais nova de tratamento para a hidrocefalia, chamada endoscopia.

ELETROENCEFALOGRAMA. Pode ser normal ou pode demonstrar uma lentidão bilateral de natureza não específica.

ANGIOGRAFIA CAROTIDEANA. Mostrará um deslocamento das artérias e veias que é característica de um aumento ventricular. Na maioria dos casos, os estudos com contraste aéreo são indispensáveis ao estabelecimento do diagnóstico.

VENTRICULOGRAFIA. Através de um buraco de trepanação parietal ou a pneumoencefalografia lombar ou ambas, revelarão
o grau de aumento ventricular, a existência de lesões obstrutivas nas veias do LCE e suficiência dos espaços subaracnóideos em volta do tronco cerebral, base e cérebro.

Tratamento Derivação (”Shunt”).

É a total inserção de um tubo plástico dentro da pele criando uma via alternativa para o líquor, que vai do cérebro até a outra parte do corpo onde deva cair na circulação sanguínea: é o tratamento cirúrgico mais comum para a hidrocefalia. Á medida que drena o excesso de líquor a derivação controla a pressão, minimizando o quadro clínico da hidrocefalia. Essa técnica cirúrgica possui riscos e complicações: pode ser mal-funcionante, está sujeita a infecções, danos mecânicos ao dispositivo, ou mesmo coagulações.

A derivação apenas controla a hidrocefalia não a curando, e se houver dano ao tecido cerebral, esse permanecerá.
Ventriculostomia – Os Ventriculoscópios são aparelhos que permitem criar novos caminhos de acesso para o liquor dentro do cérebro, ou até mesmo reabrir antigos caminhos.

Tratamento
Obs: O tratamento explicitado aqui é meramente informativo (como todo o texto) e qualquer prescrição de medicamentos e diagnósticos deverá ser feito por um médico especialista.
Tratamento Conservador:

Métodos mais utilizados:
a) uso de agentes osmóticos;
b) uso de inibidores de Anidrase Carbônica
A Acetazolamida, inibidora da Anidrase Carbônica, utilizadas em altas doses (50 a 100mg/kg) no tratamento das hidro-cefalias lentamente progressivas, embora estudos de Meeley e Col, mostraram falhas desta droga quando a hidrocefalia es-
tá associada com a mielomeningocele, seus efeitos colaterais são:
- acidose metabólica
- vômitos
- diarréia

A Furizamida age diminuindo a produção do líquor em cerca de 50% e quando associado a Acetazolamida diminui em 75%.
O Isosorbide que é uma droga que altera a osmolaridade plasmática que quando aumentada provoca um redução na formação do líquor. É utilizado nas hidrocefalias leves e moderadas e para controle temporário de hidrocefalias secundárias.
Tratamento Cirúrgico: Derivação (ou “shunt”)
Na maior parte das vezes a hidrocefalia é frequentemente tratada com a colocação cirúrgica de um sistema de desvio (Derivação). Esse sistema desvia o fluxo de FCE de uma região dentro do SNC para outra área do corpo onde ele pode ser absorvido como parte do processo circulatório.

O shunt é um tubo flexível e vigoroso. O sistema consiste do shunt, um cateter e uma válvula. Uma ponta do cateter é colocada no sistema nervoso central, mais usualmente para dentro de um ventrículo dentro do cérebro, mas também potencialmente para dentro de um cisto ou uma região próximo á medula espinhal. A outra ponta do cateter é passado sob a pele para outra parte do corpo.
Obs:
a- a região mais comum para desviar o fluido é a cavidade peritonial (derivação ventrículo-peritonial).
b- se a cavidade peritonial não é apropriada o cirurgião pode escolher colocar o desvio dentro do espaço pleu-ral (derivação ventrículo-pleural)
c- uma terceira região comum para inserir o desvio é dentro da veia jugular no pescoço (derivação ventrículo-jugular,
ou derivação ventrículo-cardiaca ou derivação ventrículo-atrial). O cateter é passado pelo interior da veia jugular e baixado até o coração.
a) derivação Ventrículo-peritoneal (DVP)
Este é o procedimento mais comum para o tratamento da hidrocefalia. O FCE é canalizado através de um implante chamado derivação o qual direciona o fluxo de FCE do ventrículo lateral para o terceiro ventrículo para dentro da cavidade abdominal onde ele é absorvido para dentro da corrente sanguínea.

A Derivação Básica (SVP) consiste de 3 componentes:
1-Cateter ventricular: um pequeno tubo feito de borracha siliconada, um material bem tolerado pelo corpo , com muitos pequenos buracos em seu bico. Ele é colocado por dentro do cérebro para dentro do ventrículos.
Válvula: um mecanismo especial para regular o fluxo de FCE através da derivação que é direcionado para simular o dreno normal do FCE. A válvula é feita de borracha siliconada ou coberta de borracha siliconada. Ela se situa entre o crânio e o couro cabeludo.
2-Cateter Peritoneal (abdominal): este cateter é também composto de borracha siliconada. Ele é guiado da válvula á cavidade abdominal
Em circunstâncias especiais seu médico pode adicionar um telesensor à derivação.
Às vezes a derivação pode sobrecarregar . Um sifão limitando o dispositivo ou válvulas especialmente preparadas podem ser direcionados para minimizar o excesso de drenagem.
3-Procedimento cirúrgico:
Uma incisão é feita no couro cabeludo. Então um pequeno buraco é feito no crânio. A posição do buraco no crânio pode variar dependendo da escolha do cirurgião. O cateter é então inserido através do tecido cerebral para dentro do ventrículo lateral alargado. Uma válvula é adicionada ao cateter ventricular. A valvula situa-se entre o crânio e o couro cabeludo. O cateter peritonial (abdominal) é então inserido debaixo da pele do pescoço, peito e abdomen e ligado á válvula. Finalmen-
te o cateter peritoneal é inserido dentro da cavidade abdominal que circunda o estômago e intestino. Quando o FCE entra na derivação do ventrículo ele é conduzido através da válvula reguladora e passa para dentro da cavidade abdominal onde o líquido é absorvido de volta para a corrente sanguinea.
b) Derivação Ventrículo-atrial (DVA)
Esta Derivação conduz o FCE do ventrículo do cérebro para o átrio direito do coração (a câmera do coração que coleta o sangue do corpo)
Procedimento cirúrgico:
O cateter ventricular e a válvula são colocados como em um desvio DVA. O cateter da válvula é inserido dentro da veia jugular no pescoço e guiada para dentro do átrio direito do coração (a câmera que coleta o sangue do corpo)
c) Derivação Lombo-peritoneal (DLP)
O shunt é colocado entre o espaço subaracnóideo lombar (espinhal) o qual contém a raiz do nervo que vai para as pernas, e o peritônio.
Procedimento cirúrgico:
A Derivação é composta de um pequeno cateter de borracha siliconada. Normalmente a ponta proximal do cateter é inserida dentro da medula através de uma agulha. O cateter vai constituindo um tunel debaixo abaixo da pele para o abdomen e então inserido dentro da cavidade peritonial. Uma válvula pode ou não ser usada.
d) Terceiro-ventriculostomia (3V)

Este procedimento não insere uma derivação. Pode apenas ser usado quando há um bloqueio dentro dos ventrículos e o espaço subaracnóideo envolta do cérebro. Aqui um novo canal é criado entre os ventrículos e o espaço subaracnóideo restabelecendo o fluxo de FCE. (É um procedimento alternativo que serve apenas para um pequeno número de pacientes.

Procedimento cirúrgico:
Um endoscópio (neuroendoscópio), ou tubo guiado opticamente através do qual o cirurgião pode operar, é inserido dentro de um ventrículo lateral dilatado e guiado para o assoalho do terceiro ventrículo dilatado (o médico pode ver a superfície ventricular usando a fibra optica). O afinado assoalho é perfurado produzindo uma comunicação entre o terceiro ventrículo e o espaço subaracnóideo, permitindo ao FCE contornar (ultrapassar) a obstrução e fluir em direção à região de reabsorção em volta da superfície do cérebro.
Este procedimento, quando vitorioso, evita a necessidade de uma derivação e, desta forma, os problemas que poderiam ocorrer com a falha da derivação.

OBS: Componentes básicos dos shunts:
Variedades de derivações estão disponíveis e todos funcionam de forma igual. O exato tipo de derivação escolhida pelo neurocirurgião é um assunto de escolha pessoal e das circunstâncias do paciente.

Um cateter (ou tubo) o qual é inserido dentro dos ventrículos cerebrais, uma válvula o qual regula o fluxo do fluido espinhal e um longo cateter o qual carrega o FCE da cabeça para onde quer que o FCE esteja sendo desviado. Normalmente há também um reservatório de algum tipo, através do qual a derivação pode ser acessada através da pele se necessário.
A válvula executa 2 funções: primeiro ela deixa o líquido fluir em uma direção apenas, do cérebro para o receptáculo no outro fim da derivação. Segundo: a válvula permite ao liquido fluir apenas quando a pressão na cabeça exceda algum valor (usualmente chamado de ” pressão de abertura” da derivação) isso previne que todo o líquido seja drenado da cabeça.
Quais são as possíveis complicações de um sistema de derivação?
As derivações não são dispositivos perfeitos.
Complicações: falha mecânica, infecções, obstruções, ou necessidade de alongar ou substituir o cateter.
Geralmente o sistema de derivação requer uma monitorização e um acompanhamento médico regular. Quando ocorrerem complicações a derivação necessitará de algum tipo de revisão.

Algumas complicações:
- saída do catéter pela pele ou fístula
- desconexão ou rupturado sistema de derivação
- perfuração das vísceras
- ascite
- cistos abdominais
- cranioestenose (desaparecimento das suturas)
Algumas complicações podem conduzir a outros problemas tais como sobre ou subdrenagem. Sobredrenagem ocorre quando a derivação permite ao FCE drenar do ventrículo mais rapidamente do que ele é produzido. Essa overdrenagem pode fazer o ventriculo colapsar rachando os vasos sanguineos e causando dor de cabeça, hemorragia (hematoma subdural), ou ventrículos parecidos-com-fenda (síndrome do ventrículo em fenda).
Subdrenagem ocorre quando o FCE não é removido rapidamente suficiente e os sintomas de hidrocefalia ocorrem. Em adição aos sintomas comuns de hidrocefalia, infecção de uma derivação pode também produzir sintomas tais como febre de baixa graduação, dor (machucado) dos músculos do pescoço ou ombro e vermelhidão ou amolecimento ao longo do trajeto do shunt. Quando há razão para suspeitar que o sistema de derivação não está funcionando apropriadamente (por exemplo, se os sintomas de hidrocefalia retornam) atenção médica deve ser procurada imediatamente.
Raramente a válvula da derivação fica bloqueada ou pára de funcionar. Defeitos na derivação ocorrem em aproximadamente 30-40% das crianças no ano decorrente a inserção da derivação. Nos próximos 5 anos aproximadamente 60% das crianças terão suas derivações trocados e pelos 10 anos quase 85% terão tido ao menos uma revisão da derivação (estatistica válida para os EU, apenas)
Os sinais de defeito na derivaççao podem incluir febre, enrigecimento da nuca, fotosensibilidade (também chamada fotofobia), dor de cabeça. A derivação pode estar avermelhada ao longo de seu curso sobre a pele, ou os ferimentos podem estar avermelhados e/ou saindo pus.
Qual é o prognóstico?
É difícil de dizer embora haja alguma correlação entre a causa específica da hidrocefalia e o resultado no paciente. O prognóstico é alem disso complicado pela presença de desordens associadas, a ocasião do prognóstico e o sucesso do tratamento. O grau para o qual a descompressão (liberação da pressão do FCE ou crescimento) seguinte a cirurgia de deri- vação pode minimizar ou reverter o dano ao cérebro não é bem entendida.
Indivíduos afetados e sua família devem estar atentos que a hidrocefalia coloca em posição de riscos para ambos os desenvolvimento físicos e cognitivos, entretanto muitas crianças diagnosticadas com a desordem se beneficiam da terapia de reabilitação e intervenção educacional e continuam a conduzir vidas normais com poucas limitações. O tratamento por uma equipe multidisciplinar de profissionais da área da saúde, com especialistas em reabilitação e peritos educacionais é crítico para um resultado positivo. Sem tratamento, a hidrocefalia é , com raras exceções, fatal.
Qual pesquisa está sendo feita?
Dentro do governo federal americano a condução de pesquisas em hidrocefalia é feita pelo NINDS (National Institute of Neurological Disorders and Stroke), que é parte do NIH (National Institute of Health)
Um dos estudos amparados pelo NINDS está examinando o desenvolvimento cognitivo, realização acadêmica e ajustamento comportamental em crianças com hidrocefalia. Procuram desenvolver também um sistema de válvula que possa ajudar a reduzir o número de revisões das derivações entre indivíduos com hidrocefalia.
Obs: a pesquisa desta página foi baseada em estudos americanos, por isso, tanto as entidades, quanto as estatísticas
são norte-americanas.
Por que a hidrocefalia é um problema?
Uma vez que o FCE começe a se acumular dentro da cabeça, uma de duas coisas acontece: se a cabeça é capaz de ex-pandir (o que ocorre em crianças antes dos ossos do crânio se fecharem) a cabeça cresce muito rapidamente (essa é uma das razões por que seu pediatra deve medir o tamanho da cabeça da criança em cada visita até cerca de 3 anos de idade).
Se a cabeça é incapaz de expandir, então o acúmulo de FCE causa o aumento de pressão dentro da cabeça (pressão intracranial). O aumento na pressão pode traumatizar o cérebro e causar uma série de problemas.
Como um defeito na derivação é diagnosticado?
Normalmente com um ultrasom (crianças) ou CT (crianças mais velhas e adultos). O tamanho dos ventrículos são normal-mente comparados com o tamanho da linha de referência ventricular como vista no scan feito previamente (normalmente enquanto o paciente não estava tendo problemas); os ventriculos são normalmente mais largos durante um malfuncionamen-
to da derivação. Entretanto, sem um prévio scan não está disponível para comparar o tamanho ventricular, pode ser muito difícil se certificar que a derivação está trabalhando corretamente. Além disso, os ventrículos podem, em raras circunstân-cias, mudar pouco ou nem um pouco, até mesmo quando a derivação está com defeito. Então, se os sinais de mal-funcionamento da derivação são evidentes ainda que o CT ou ultrasom mostre nenhuma mudança no tamanho dos vetrículos, passos adicionais no diagnóstico devem ser tomados.
Alguns médicos sugerem bombear a derivação (pressionando na pele acima da válvula) para ver se a derivação está funcionando corretamente, entretanto outros acham que há pouca informação nessa técnica e não recomendam isso.
O funcionamento da derivação também pode ser acessado fazendo o TAP. É executado lavando a pele sobre a derivação
com uma solução antibacteriana estéril e colocando uma pequena agulha (igual a de extrair sangue) através da pele dentro da derivação (esse procedimento é tão inconfortável quanto a extração de sangue). A pressão do fluido espinhal pode ser medida da derivação e o fluido extraído para teste de infecção. O fluido também pode ser extraído para ver se os sintomas melhoram temporariamente.
Há outro tratamento para hidrocefalia?
Embora as derivações tenham sido uma maravilha para o tratamento da hidrocefalia, como você pode ver, elas têm seus problemas – cerca de um período de 10 anos, 85% das derivações terão de ter sidos substituídas ao menos uma vez, e 20% desses pacientes terão tido múltiplas operações para revisar ou substituir derivações com defeitos, elas usualmente estão lá com o paciente durante a vida – elas controlam mas não curam a hidrocefalia.
Uma operação nova e muito excitante para hidrocefalia tem tornado-se popular nos últimos 10 anos. Chamada endoscopia, esta operação envolve a inserção de um pequeno endoscopio (similar mas muito menor que o scope usado para cirurgia de bexiga ou a artroscopia) dentro do ventriculo através de uma cuidadosa incisão e um simples pequeno buraco no crânio. O endoscópio é conectado, via uma microcâmera a um monitor de televisão, no qual o cirurgião pode ver dentro dos ventrículos. Usando esses endoscópios, neurocirurgiões podem agora criar um atalho, permitindo ao CFS fluir em torno de certos blo-queios e restaurando o fluxo normal de CFS.
Apenas certos pacientes são elegíveis para a cirurgia de endoscopia e os pacientes devem ser selecionados cuidadosamente. Em particular, pacientes com bloqueios dentro dos próprios ventrículos (aqueles com hidrocefalia obstrutivas) são potencialmente candidatos para cirurgia de endoscopia.

O que é terceiro-ventriculostomia endoscópica?
Dirigindo oo endoscópio abaixo através dos ventrículos, o cirurgião pode fazer um buraco numa membrana muito fina no fundo do terceiro ventrículo para contornar a obstrução e comunicar diretamente o líquido ventricular com o líquido envolta do outro lado do cérebro (isto é chamado terceiro-ventriculostomia endoscópica)
Pode o endoscópio ser usando em outro procedimento?
Em alguns casos: por exemplo:
Um forâme pode ser feito, chamado “fenestração” na lâmina de tecido que separa os 2 ventrículos laterais para comunicá-los em solicitações onde as derivações foram (ou de outra forma teriam de ser) colocados, eliminando a necessidade para uma das duas derivações e reduzindo as complicações (especialmente do mal-funcionamento da derivação).

Certos cistos dentro do cérebro e/ou ventrículos podem causar problemas e poderem requerer a inserção de umaderivação para controlar o crescimento do fluído dentro do cisto. Alguns destes cistos podem similarmente ser perfurado fazendo buraco em suas paredes usando o endoscopio e comunicando-os com o resto dos ventrículos. Isto pode eliminar a necessidade para uma derivação dentro do cisto.
Finalmente, embora não diretamente relacionado à hidrocefalia, o endoscopio pode ser usado para fazer biopsia ou remover pequenso tumores dentro dos ventrículos do cérebro. A vantagem do endoscópio é que como outros ramos da medicina os endoscópios são extremamente pequenos e operações podem ser executadas através de pequenas incisões e aberturas muito pequenas no crânio, fazendo a operação menos dolorosa para o paciente e reduzindo a necessidade de longas estadias no hospital.
Recuperação pós-cirurgia
Após a cirurgia o paciente será cuidadosamente observado em uma unidade de cuidados neurológicos ou em outro lugar por enfermeiras especialmente treinadas. Alguns sintomas tais como dor de cabeça podem desaparecer imediatamente devido ao alivio do crescimento do excesso de pressão. Geralmente o paciente tem permissão para levantar-se e andar a volta e um retorno gradual à atividade normal será encorajado.

O tempo de estadia do paciente no hospital será determinado pela sua taxa de recuperação e avaliabilidade de apoio em casa.
Quando da sua visita pós-operatória ao cirurgião você pode ter notado algum melhoramento adicional e as incisões podem estar menos doloridas (inflamadas). Seu cirurgião removerá as suturas da pele (pontos) que não são absorvidos e examinará a incisão. Poderá também ser avaliada a função neurológica.
Se um problema neurológico permanecer, a reabilitação pode ser necessária para maximizar os melhoramentos do paciente. De qualquer forma, a recuperação pode ser limitada pela extensão do dano já causada pela hidrocefalia ou condição associada e pela habilidade limitada do cérebro para curar-se. Se uma cirurgia adicional for necessária para remover um tumor do cérebro ou corrigir um defeito de nascimento, isto pode ser agendado para uma operação subsequente.

Testes de acompanhamento podem ser requeridos, incluindo ultrasom, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou raios-X planos para certificar-se que a derivação está trabalhando direito. Você e sua família serão instruidos para notificar o neurocirurgião se problemas ocorrerem. Não exite em contatar seu médico se algum dos seguintes sintomas ocorrerem:
- vermelhidão, amaciamento, dor ou inchaço da pele ao longo do tubo ou incisão;
- irritabilidade ou sonolência
- náuseas, vômitos, dor de cabeça ou diplopia
- febre
- dor abdominal

Se você é o paciente, seu cirurgião ajudará a determinar quando você poderá retornar ao trabalho e com que limitações. Se
um relaxamento no trabalho for necessário, será providenciado durante a visita pós-operatória..
Dirigir um veículo motorizado será possível uma vez que seu cirurgião determine que você está completamente recuperado. Não dirija após tomar medicação narcótica para dor.

12 comentários:

aldeniris disse...

adorei, tudo que li, me esclareceu em muitas coisas, tenho um filho que a sete anos e meio passou por esse procedimento ele vive bem adora jogar bola, só fico com medo da blola bater em sua barriga,mas naõ posso priva-lo de suas atividadesele estuda e ia muito bem na escola, só que há dois anos ele teve uma crise convulssiva ai ele regrediu um pouco na escola, mas não me importo o importante éque ele vive bem nós o amamos muito, se puder me mande mais emails.

elida disse...

Gostei muito do artigo.
Minha filha nasceu com mielominigoceli e teve a hidrocefalia. Colocou a valvula com 20 dias, outra com 1 ano e 4 meses e agora teve que trocar novamente com 7anos e 10 meses.
Achei varias coisas que não conhecia em seu artigo.
agradeço.

Elida

Anônimo disse...

Você é uma pessoa iluminada,pois aqui esclarece muitas dúvidas de leigos como nós que se vê passando por essa situação,minha sobrinha tem 30 dias e foi feito a cirurgia e colocada a válvula ainda se mantém internada.

josiane machado disse...

Obrigada por esse site,aqui esclarece dúvidas que todos nós temos, e me ajudou a entender melhor.Pois tenho um filho de 2 meses que esta na UTN e após o nascimento adquiriu hidrocefalia,pois nasceu prematuro estamos esperando ele conseguir respirar sozinho para sabermos que procedimento será adotado.

Anônimo disse...

Muito bom esse post...sou pai de um menino "Gustavo" que tem hidrocefalia, foi diagnosticado a hidro com 17 semanas de gestação e com 26 semanas de gestão foi realizado uma cirurgia intra-uterina para aliviar a pressão....Aos 33 semanas de gestação ele teve que nascer devido o aumento da cabeça...foram duas tentativas de (neuroendoscopia) e sem sucesso....sempre voltava......foi colocado a valvula com 4 meses e ficou mais ou menos 1 anos sem complicação....A valvula parou de funcionar e então foi trocada...mas logo depois de trocado ele começou a apresentar diversos problemas. O que antes era somente espasmos, passou a ser convulsões, ficou internado 10 dias na UTI devido uma convulsão e o medico passava e dizia que estava tudo bem....porém, começamos a notar que o trajeto da DVP estava bem dura (celulite) e avermelhada e ainda assim o medico dizia que estava normal. Abaixou a pressão da valvula para 110 e nada, agora abaixou para 70 e segundo o medico a TC está melhor...mas mesmo assim ele ainda teve 2 episodios de convulsão...Hoje está internado na enfermaria e o medico diz que ele está com uma virose....
Ai eu pergunto...Será que se o medico tivesse o filho nessa situação ele daria esse diagnostico?? Virose! Visto que o proprio medico falou que teve dificuldade para passar o trajeto, não poderia ter infeccionado nesse vai e vem do trajeto??? Enfim....nos (Gustavo e familia) estamos nesta luta e crendo que é possivel melhorar essa situação...Confiando em nosso Deus.

Sandra disse...

tenho 47 anos aos 21 tive pseudo tumor cerebral que os médicos conseguiram tratar com medicação e internação,só que aos 41 anos voltei a ter o mesmo problema,só que desta vez não adiantou nanhum tratamento,decidiram me operar e colocaram a derivação lombo peritoneal,tive uma melhora muito significativa,parei de ter perda visual,mas fiquei limitada a algumas coisas como não poder ficar na masma posição por muito tempo,como sentar ou ficar de pé,dormir só com v´rios travesseiros senão acordo com muita dor de cabeça,hoje ja não sofro muito com esses problemas pois aprendi como aconselhou meu neuro a conviver com isso,espero que meu relato possa ajudar alguem que asteja na mesma situação que a minha,parabens pelo site esta muito bom,abraços sandra

luciana disse...

minha subrinha manuela esta no quinto dia de vida lutando na utn com hidrocefalia severa,tem informação no artigo que até conforta a gente e outras que assustam fico de mãos atadas ao ver minha cunhada sofrendo em desespero e a gente não pode fazer nada,uma hora a médica responsavel da UTN fala que minha subrinha quase não tem cerebro e esta tendo hemorragias outra hora fala com ar de não ter muitas esperanças no tratamento. parece que tem que esperar cessar a hemorragia para poder fazer o procedimento,mas o que conforta mesmo é a fé em jesus que é inabalavel como ele abençoa as mãos de médicos e da sabedoria para invenção de procedimentos extraordinário no tratamento da hidrocefalia,mas ainda tenho dúvidas sobre a válvula. a mãe pode exigir no hospital entre a nacional ou a importada? ouvi comentarios que a nacional tem falhado muito e se é para o bem da minha sobrinha é bom optar pelo o melhor.agradeço as pessoa que passaram e estão passando ainda por esta prova pelos comentários positivos é uma forma de nos mostrar mais ainda a nossa fé e nos fortalecer cada vez mais,parabens pelo seu site, é divino extraordinário... abraços Luciana

Anônimo disse...

Li aos depoimentos e me emocionei , pois sei ao menos um pouco do quanto estão sofrendo . Meu filho também nasceu com hidrocefalia , foi colocada a Vávula na cabecinha dele com 2 dias de vida .Ele teve algumas convulsões ate os 3 anos de vida . Ficou internado na UTI na ultima vez que teve a convulsão, ele teve uma virose, e em consequencia disto ocorreu a convulsão.a ultima convulsão agora depois dos 6 anos foi decorrente a um simples esforço muito grande que ele fez ao empurrar algo pesado. ele otma um medicamento para o controle das convulsões. Hoje ele tem 8 anos , está Otimo , nunca trocou a Válvula , mas sei que talvez logo ele precisará trocar porque usa a mesma desde quando era recem-nascido. So levamos ele ao neurologista que colocaou a valvula nele uma vez por ano .Levaremos agora pra saber se ele precisará trocar , e quando , porque sinto muito medo de quando este dia chegar , mas Deus sempre esteve comigo , ele ouve nossas preces , Tenhamos muita Fé que tudo vai dar certo.O neurologista que fez a cirurgia em meu filho é o único à quem confio , só levo meu filho nele , ele é incrivel. Dr Sergio Cavalheiro.Rua Botucatu ,591 Vila Mariana-SP TEL;55759466

Anônimo disse...

ola. aos 21 anos de idade descobri que tinha idrocefalia porquausa das forte dor de cabeça que eu tinha no ano de 2000 fiz a cirurgia e coloquei a valvula ate hj graças a deus ta td bem sou caminhoneiro des dos 19 anos graça a deus essa cirurgia salvo minha vida

Anônimo disse...

quero ler mas essa cor usade rosa com letras vermelha esta muito dificíl por favor mude a cor da letra , achei muito interesante mas não da pra ler os comentarios .

Filipe R. de Castro disse...

Encontrei o blog e vejo como há pessoas em situações difíceis e semelhantes. É mesmo essa partilha que nos dá forças para superarmos tudo. Minha filha (Rafaela), nasceu com uma série de defeitos na base do crânio e o líquor vaza pelo nariz ao se deitar. Ela tem o que chamam de fístulas liquóricas e o risco de meningites é alto e o problema é muito perigoso. Depois de um tempo até descobrir o que era, encontramos em São Paulo um tratamento. Ficamos no hospital santa catarina em SP por 4 meses. Foram duas cirurgias endonasais, depois colocamos uma DVP e aí teve que retirar por causa de uma meningite. Em seguida, já em dezembro teve que ser submetida a uma craniotomia e ficou com uma DVE por 15 dias para tentar cicatrizar as fístulas. Tivemos alta em janeiro de 2012 e agora o problema está voltando. Vamos fazer alguns examos mais específicos para tentar localizar a fístula que não cicatrizou e é provável que a equipe médica decida instalar uma derivação permanente em função de uma hipertensão liquórica que pode estar atrapalhando no fechamento das fístulas. Mas seguimos na luta, assim como muitos de vocês com problemas até mais graves do que o nosso. Fiquem com Deus e um grande abraço!

Anônimo disse...

eu tenho 28 anos e como a Sandra, coloquei a derivação lombo peritoneal... estou tendo dores de cabeça ao ficar em pé ou sentada e acordo com muita dor. é uma dor diferente da que eu sentia antes da válvula, é similar a dor de logo após de uma PL... dói a nuca, principalmente. alguém sabe se isso vai passar e poderei ter uma vida normal? muito bom esse blog... obrigada desde já.

Postar um comentário

FICAREI MUITO FELIZ SE DEIXAR UM COMENTÁRIO!

 
© Template Scrap Gabriel|desenho Templates e Acessórios| papeis Bel Vidotti