terça-feira, 13 de julho de 2010

Como é causada a hidrocefalia:

- secreção aumentada do líquido céfalo-raquidiano;
- obstrução das vias de circulação e obsorção;
- bloqueio do sistema venoso de drenagem encefálica, ocorrendo uma dilatação ventricular devido as pressões intraven-triculares (tanto a pressão média como as pressões pulsáteis, sincrônicas com a sístole cardíaca estão patologicamen-
te aumentadas: estas dão origem a um gradiente de pressão transmural através do manto cerebral suficiente para causar
uma compressão característica da substância branca adjacente e uma perda de proteína e lipídeo, mas um aumento do conteúdo de água e sódio, devido a essas compressões surgem os diversos sinais e sintomas.
Sinais e Sintomas.

Na congênita ocorre: (uma hipertensão)
a) hipertensão intracraniana, devido à dilatação dos ventrículos ou ao entumecimento a nível de espaço subaracnóideo, com presença de dor;
b) papiledema, que ocorre por uma compressão do nervo optico produzindo obliteração das veias da retina que passam em
seu interior;
c) aumento do perímetro cefálico;
d) separação das suturas cranianas

Os ítens C e D ocorrem pela pressão do líquor e por motivo dos ossos não estarem soldados.
e) fontanela anterior muito aumentada devido estarem separados os ossos;
f) cabeça apresenta-se translúcida, devido a adelgamento do tecido;
g) as veias do couro cabeludo dilatam-se tornando-se proeminente, devido a separação óssea que adelgaça os vasos tornando-os dilatados e proeminentes.
h) deficiência mental, devido a compressão do líquor sobre o córtex, levando-a a ficar como uma fina folha de papel.
i) Diplegia espástica de intensidade variada, devido a pressão exercida sobre os nervos cranianos espinhais.
j) sinal do sol poente, compressão sobre as paredes adelgaçadas das órbitas.
k) sinais cerebelares, como incapacidade incoordenação e equilíbrio precário;
l) perda sensorial e fraqueza nos membros superiores associada a siringomielia.

Na adquirida ocorre:
a) Retração da cabeça, que ocorre por causa do peso aumentado da mesma;
b) vômitos;
c) alteração da consciência (obnubilação)
d) cefaléia;
e) papiledema, devido a compressão do nervo óptico;
f) paralisia dos nervos cranianos, devido à pressão do líquor;
g) debilidade e incoordenação dos membros e reflexos plantares, devido a pressão e lesão nas áreas cerebrais específicas
h) reflexos tendinosos exarcebados ou diminuídos;
i) sinais de hipopituitarismo;
j) pode também ocorrer convulsões epilépticas e espasmos nas extremidades inferiores com “rigidez de descerebração.”

Esses sintomas variam com a idade, progressão da doença e diferenças individuais na tolerância ao FCE. Ex: o crânio da criança (normalmente antes de 3 anos de idade) pode se expandir para acomodar o crescimento do FCE porque as suturas ainda não fecharam. Com isso a criança tolera mais as diferente pressões de FCE do que o adulto.

O ponto mole do bebê (”fontanela”) no topo da cabeça pode estar completo ou tenso. O bebê pode estar irritadiço ou inquieto, apetite fraco e vômitos podem ocorrer.
Na infância, a mais óbvia indicação de hidrocefalia é frequentemente o rápido crescimento na circunferência da cabeça ou um incomum tamanho de cabeça. Outros sintomas podem incluir vômitos, sonolência, irritabilidade, desvio para baixo dos olhos – limitada habilidade de olhar para cima (olhar do sol poente)- os olhos podem estar cruzados, epilepsia e atrasos no desenvolvimento.
Crianças mais velhas e adultos podem experimentar diferentes sintomas, por que seus crânios não se expandem para acomodar o crescimento do FCE. Daí vem: dor de cabeça seguida por: vômito, náuseas, papiledema (inchaço do disco ótico
o qual é parte do nervo ótico), visão borrada, diplopia (dupla visão), olhar do sol poente, problemas de balanço, coordenação pobre, disturbio no caminhar, incontinência urinária, diminuição ou perda de desenvolvimento, letargia, entorpecimento (sonolência), irritabilidade, ou outras mudanças na personalidade ou cognição incluindo perda de memória.

Como é diagnosticada a hidrocefalia?
É diagnosticada através de uma avaliação clínica neurológica e pelo uso de técnicas de imagens craniais, tais como ultrasonografia, TC (tomografia computadorizada), IRM (imagem de ressonância magnética) ou técnicas de monitoramento da pressão. O médico seleciona a ferramente de diagnóstico apropriada baseado na idade do paciente, apresentação clínica, e presença de conhecida ou suspeitada anormalidade do cérebro ou medula espinhal.

Infelizmente, raios-X planos da cabeça não são suficiente para diagnosticar a hidrocefalia por que eles podem apenas ” ver” os ossos. Ao invés disso nós precisamos um teste que será capaz de ” ver” dentro da cabeça e visualizar o próprio cérebro. Há 3 possibilidades:

ULTRASOM DE CRÂNIO
Na criança antes da fontanela fechar (”soft spot”), um ultrasom da cabeça pode mostrar os ventrículos alargados. Uma vez fechada a fontanela, entretanto, o ultrasom não mais pode ver dentro da cabeça e nós devemos usar ou um CT ou um MRI para visualizar o cérebro e os ventrículos.

ULTRASOM DE CRÂNIO. Com o aparecimento de novos aparelhos, o US começa a ganhar grande destaque, pois o diag-nóstico é mais rápido, inócuo e de baixo custo, no que diz respeito a rapidez do diagnóstico é que o mesmo pode ser feito de forma precoce ainda no periodo pré-natal, através de medidas no tamanho dos ventrículos bem como a investigação de anomolias associadas, tais como: síndrome de Dandy-Walker, mal formações de Arnold-Chiari, encefaloceles, espinha bífida cística. Além do efeito diagnóstico o ultrasom é utilizado para acompanhamento de pacientes pré-dispostos ao desenvol-vimento de hidrocefalia, tais como crianças prematuras com hemorragia intraventriculares e pacientes portadores de mielo-meningocele ou encefaloceles.

Outra utilização da ultrasonografia está no acompanhamento das alterações ventriculares e possíveis complicações pós-operatórias de derivação. Ele apresenta as seguintes vantagens à tomografia computadorizada:
a) não exposição ao raio-X
b) dispensa sedação ou anestesia geral
c) baixo custo.

A utilização do ultrasom intra-operatório,tem sido de grande valia no posicionamento ideal do catéter intraventricular, no corno frontal do ventrículo lateral – anterior ao forame de Monroe, pois não apresenta plexo coróide.
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

O TC é um modo rápido, fácil e barato para diagnosticar a hidrocefalia. É suficiente em muitos casos de hidrocefalia. É um exame de alto poder de discriminação e boa inocuidade, substituindo a ven-triculografia e a angiografia cerebral. Ela demonstra claramente tamanho e posição de cada ventrículo bem como do espaço subaracnóideo da base do crânio (cisterna magna). Podemos também identificar edema periventricular, desproporção do crescimento dos ventrículos e presença de alterações atróficas do cérebro.
No acompanhamento pós-operatório de derivação ventricular a TC é de grande valia na visualização exata da posição do catéter vetricular, determina também o tamanho dos ventrículs, as causas de malfuncionamento. Ela não é bem utilizada nos estudos da fossa posterior dando lugar a ressonância magnética.
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Uma IRM toma muito tempo para preparar (e pode requerer sedação ou mesmo anestesia geral para crianças) ; pode ser difí-
cil para pessoas que são claustrofóbicas e mais complexo e caro para preparar.

Frequentemente não é necessário fazer o diagnóstico de hidrocefalia, mas pode ser muito útil em casos onde a causa de hidrocefalia está em dúvida ou se há outras anormalidades do cérebro.. Além do mais, o IRM pode dar informação sobre se o aqueduto cerebral (a passagem entre o terceiro e quarto ventrículo) está bloqueada e pode sugerir uma forma mais nova de tratamento para a hidrocefalia, chamada endoscopia.

ELETROENCEFALOGRAMA. Pode ser normal ou pode demonstrar uma lentidão bilateral de natureza não específica.

ANGIOGRAFIA CAROTIDEANA. Mostrará um deslocamento das artérias e veias que é característica de um aumento ventricular. Na maioria dos casos, os estudos com contraste aéreo são indispensáveis ao estabelecimento do diagnóstico.

VENTRICULOGRAFIA. Através de um buraco de trepanação parietal ou a pneumoencefalografia lombar ou ambas, revelarão
o grau de aumento ventricular, a existência de lesões obstrutivas nas veias do LCE e suficiência dos espaços subaracnóideos em volta do tronco cerebral, base e cérebro.

Tratamento Derivação (”Shunt”).

É a total inserção de um tubo plástico dentro da pele criando uma via alternativa para o líquor, que vai do cérebro até a outra parte do corpo onde deva cair na circulação sanguínea: é o tratamento cirúrgico mais comum para a hidrocefalia. Á medida que drena o excesso de líquor a derivação controla a pressão, minimizando o quadro clínico da hidrocefalia. Essa técnica cirúrgica possui riscos e complicações: pode ser mal-funcionante, está sujeita a infecções, danos mecânicos ao dispositivo, ou mesmo coagulações.

A derivação apenas controla a hidrocefalia não a curando, e se houver dano ao tecido cerebral, esse permanecerá.
Ventriculostomia – Os Ventriculoscópios são aparelhos que permitem criar novos caminhos de acesso para o liquor dentro do cérebro, ou até mesmo reabrir antigos caminhos.

Tratamento
Obs: O tratamento explicitado aqui é meramente informativo (como todo o texto) e qualquer prescrição de medicamentos e diagnósticos deverá ser feito por um médico especialista.
Tratamento Conservador:

Métodos mais utilizados:
a) uso de agentes osmóticos;
b) uso de inibidores de Anidrase Carbônica
A Acetazolamida, inibidora da Anidrase Carbônica, utilizadas em altas doses (50 a 100mg/kg) no tratamento das hidro-cefalias lentamente progressivas, embora estudos de Meeley e Col, mostraram falhas desta droga quando a hidrocefalia es-
tá associada com a mielomeningocele, seus efeitos colaterais são:
- acidose metabólica
- vômitos
- diarréia

A Furizamida age diminuindo a produção do líquor em cerca de 50% e quando associado a Acetazolamida diminui em 75%.
O Isosorbide que é uma droga que altera a osmolaridade plasmática que quando aumentada provoca um redução na formação do líquor. É utilizado nas hidrocefalias leves e moderadas e para controle temporário de hidrocefalias secundárias.
Tratamento Cirúrgico: Derivação (ou “shunt”)
Na maior parte das vezes a hidrocefalia é frequentemente tratada com a colocação cirúrgica de um sistema de desvio (Derivação). Esse sistema desvia o fluxo de FCE de uma região dentro do SNC para outra área do corpo onde ele pode ser absorvido como parte do processo circulatório.

O shunt é um tubo flexível e vigoroso. O sistema consiste do shunt, um cateter e uma válvula. Uma ponta do cateter é colocada no sistema nervoso central, mais usualmente para dentro de um ventrículo dentro do cérebro, mas também potencialmente para dentro de um cisto ou uma região próximo á medula espinhal. A outra ponta do cateter é passado sob a pele para outra parte do corpo.
Obs:
a- a região mais comum para desviar o fluido é a cavidade peritonial (derivação ventrículo-peritonial).
b- se a cavidade peritonial não é apropriada o cirurgião pode escolher colocar o desvio dentro do espaço pleu-ral (derivação ventrículo-pleural)
c- uma terceira região comum para inserir o desvio é dentro da veia jugular no pescoço (derivação ventrículo-jugular,
ou derivação ventrículo-cardiaca ou derivação ventrículo-atrial). O cateter é passado pelo interior da veia jugular e baixado até o coração.
a) derivação Ventrículo-peritoneal (DVP)
Este é o procedimento mais comum para o tratamento da hidrocefalia. O FCE é canalizado através de um implante chamado derivação o qual direciona o fluxo de FCE do ventrículo lateral para o terceiro ventrículo para dentro da cavidade abdominal onde ele é absorvido para dentro da corrente sanguínea.

A Derivação Básica (SVP) consiste de 3 componentes:
1-Cateter ventricular: um pequeno tubo feito de borracha siliconada, um material bem tolerado pelo corpo , com muitos pequenos buracos em seu bico. Ele é colocado por dentro do cérebro para dentro do ventrículos.
Válvula: um mecanismo especial para regular o fluxo de FCE através da derivação que é direcionado para simular o dreno normal do FCE. A válvula é feita de borracha siliconada ou coberta de borracha siliconada. Ela se situa entre o crânio e o couro cabeludo.
2-Cateter Peritoneal (abdominal): este cateter é também composto de borracha siliconada. Ele é guiado da válvula á cavidade abdominal
Em circunstâncias especiais seu médico pode adicionar um telesensor à derivação.
Às vezes a derivação pode sobrecarregar . Um sifão limitando o dispositivo ou válvulas especialmente preparadas podem ser direcionados para minimizar o excesso de drenagem.
3-Procedimento cirúrgico:
Uma incisão é feita no couro cabeludo. Então um pequeno buraco é feito no crânio. A posição do buraco no crânio pode variar dependendo da escolha do cirurgião. O cateter é então inserido através do tecido cerebral para dentro do ventrículo lateral alargado. Uma válvula é adicionada ao cateter ventricular. A valvula situa-se entre o crânio e o couro cabeludo. O cateter peritonial (abdominal) é então inserido debaixo da pele do pescoço, peito e abdomen e ligado á válvula. Finalmen-
te o cateter peritoneal é inserido dentro da cavidade abdominal que circunda o estômago e intestino. Quando o FCE entra na derivação do ventrículo ele é conduzido através da válvula reguladora e passa para dentro da cavidade abdominal onde o líquido é absorvido de volta para a corrente sanguinea.
b) Derivação Ventrículo-atrial (DVA)
Esta Derivação conduz o FCE do ventrículo do cérebro para o átrio direito do coração (a câmera do coração que coleta o sangue do corpo)
Procedimento cirúrgico:
O cateter ventricular e a válvula são colocados como em um desvio DVA. O cateter da válvula é inserido dentro da veia jugular no pescoço e guiada para dentro do átrio direito do coração (a câmera que coleta o sangue do corpo)
c) Derivação Lombo-peritoneal (DLP)
O shunt é colocado entre o espaço subaracnóideo lombar (espinhal) o qual contém a raiz do nervo que vai para as pernas, e o peritônio.
Procedimento cirúrgico:
A Derivação é composta de um pequeno cateter de borracha siliconada. Normalmente a ponta proximal do cateter é inserida dentro da medula através de uma agulha. O cateter vai constituindo um tunel debaixo abaixo da pele para o abdomen e então inserido dentro da cavidade peritonial. Uma válvula pode ou não ser usada.
d) Terceiro-ventriculostomia (3V)

Este procedimento não insere uma derivação. Pode apenas ser usado quando há um bloqueio dentro dos ventrículos e o espaço subaracnóideo envolta do cérebro. Aqui um novo canal é criado entre os ventrículos e o espaço subaracnóideo restabelecendo o fluxo de FCE. (É um procedimento alternativo que serve apenas para um pequeno número de pacientes.

Procedimento cirúrgico:
Um endoscópio (neuroendoscópio), ou tubo guiado opticamente através do qual o cirurgião pode operar, é inserido dentro de um ventrículo lateral dilatado e guiado para o assoalho do terceiro ventrículo dilatado (o médico pode ver a superfície ventricular usando a fibra optica). O afinado assoalho é perfurado produzindo uma comunicação entre o terceiro ventrículo e o espaço subaracnóideo, permitindo ao FCE contornar (ultrapassar) a obstrução e fluir em direção à região de reabsorção em volta da superfície do cérebro.
Este procedimento, quando vitorioso, evita a necessidade de uma derivação e, desta forma, os problemas que poderiam ocorrer com a falha da derivação.

OBS: Componentes básicos dos shunts:
Variedades de derivações estão disponíveis e todos funcionam de forma igual. O exato tipo de derivação escolhida pelo neurocirurgião é um assunto de escolha pessoal e das circunstâncias do paciente.

Um cateter (ou tubo) o qual é inserido dentro dos ventrículos cerebrais, uma válvula o qual regula o fluxo do fluido espinhal e um longo cateter o qual carrega o FCE da cabeça para onde quer que o FCE esteja sendo desviado. Normalmente há também um reservatório de algum tipo, através do qual a derivação pode ser acessada através da pele se necessário.
A válvula executa 2 funções: primeiro ela deixa o líquido fluir em uma direção apenas, do cérebro para o receptáculo no outro fim da derivação. Segundo: a válvula permite ao liquido fluir apenas quando a pressão na cabeça exceda algum valor (usualmente chamado de ” pressão de abertura” da derivação) isso previne que todo o líquido seja drenado da cabeça.
Quais são as possíveis complicações de um sistema de derivação?
As derivações não são dispositivos perfeitos.
Complicações: falha mecânica, infecções, obstruções, ou necessidade de alongar ou substituir o cateter.
Geralmente o sistema de derivação requer uma monitorização e um acompanhamento médico regular. Quando ocorrerem complicações a derivação necessitará de algum tipo de revisão.

Algumas complicações:
- saída do catéter pela pele ou fístula
- desconexão ou rupturado sistema de derivação
- perfuração das vísceras
- ascite
- cistos abdominais
- cranioestenose (desaparecimento das suturas)
Algumas complicações podem conduzir a outros problemas tais como sobre ou subdrenagem. Sobredrenagem ocorre quando a derivação permite ao FCE drenar do ventrículo mais rapidamente do que ele é produzido. Essa overdrenagem pode fazer o ventriculo colapsar rachando os vasos sanguineos e causando dor de cabeça, hemorragia (hematoma subdural), ou ventrículos parecidos-com-fenda (síndrome do ventrículo em fenda).
Subdrenagem ocorre quando o FCE não é removido rapidamente suficiente e os sintomas de hidrocefalia ocorrem. Em adição aos sintomas comuns de hidrocefalia, infecção de uma derivação pode também produzir sintomas tais como febre de baixa graduação, dor (machucado) dos músculos do pescoço ou ombro e vermelhidão ou amolecimento ao longo do trajeto do shunt. Quando há razão para suspeitar que o sistema de derivação não está funcionando apropriadamente (por exemplo, se os sintomas de hidrocefalia retornam) atenção médica deve ser procurada imediatamente.
Raramente a válvula da derivação fica bloqueada ou pára de funcionar. Defeitos na derivação ocorrem em aproximadamente 30-40% das crianças no ano decorrente a inserção da derivação. Nos próximos 5 anos aproximadamente 60% das crianças terão suas derivações trocados e pelos 10 anos quase 85% terão tido ao menos uma revisão da derivação (estatistica válida para os EU, apenas)
Os sinais de defeito na derivaççao podem incluir febre, enrigecimento da nuca, fotosensibilidade (também chamada fotofobia), dor de cabeça. A derivação pode estar avermelhada ao longo de seu curso sobre a pele, ou os ferimentos podem estar avermelhados e/ou saindo pus.
Qual é o prognóstico?
É difícil de dizer embora haja alguma correlação entre a causa específica da hidrocefalia e o resultado no paciente. O prognóstico é alem disso complicado pela presença de desordens associadas, a ocasião do prognóstico e o sucesso do tratamento. O grau para o qual a descompressão (liberação da pressão do FCE ou crescimento) seguinte a cirurgia de deri- vação pode minimizar ou reverter o dano ao cérebro não é bem entendida.
Indivíduos afetados e sua família devem estar atentos que a hidrocefalia coloca em posição de riscos para ambos os desenvolvimento físicos e cognitivos, entretanto muitas crianças diagnosticadas com a desordem se beneficiam da terapia de reabilitação e intervenção educacional e continuam a conduzir vidas normais com poucas limitações. O tratamento por uma equipe multidisciplinar de profissionais da área da saúde, com especialistas em reabilitação e peritos educacionais é crítico para um resultado positivo. Sem tratamento, a hidrocefalia é , com raras exceções, fatal.
Qual pesquisa está sendo feita?
Dentro do governo federal americano a condução de pesquisas em hidrocefalia é feita pelo NINDS (National Institute of Neurological Disorders and Stroke), que é parte do NIH (National Institute of Health)
Um dos estudos amparados pelo NINDS está examinando o desenvolvimento cognitivo, realização acadêmica e ajustamento comportamental em crianças com hidrocefalia. Procuram desenvolver também um sistema de válvula que possa ajudar a reduzir o número de revisões das derivações entre indivíduos com hidrocefalia.
Obs: a pesquisa desta página foi baseada em estudos americanos, por isso, tanto as entidades, quanto as estatísticas
são norte-americanas.
Por que a hidrocefalia é um problema?
Uma vez que o FCE começe a se acumular dentro da cabeça, uma de duas coisas acontece: se a cabeça é capaz de ex-pandir (o que ocorre em crianças antes dos ossos do crânio se fecharem) a cabeça cresce muito rapidamente (essa é uma das razões por que seu pediatra deve medir o tamanho da cabeça da criança em cada visita até cerca de 3 anos de idade).
Se a cabeça é incapaz de expandir, então o acúmulo de FCE causa o aumento de pressão dentro da cabeça (pressão intracranial). O aumento na pressão pode traumatizar o cérebro e causar uma série de problemas.
Como um defeito na derivação é diagnosticado?
Normalmente com um ultrasom (crianças) ou CT (crianças mais velhas e adultos). O tamanho dos ventrículos são normal-mente comparados com o tamanho da linha de referência ventricular como vista no scan feito previamente (normalmente enquanto o paciente não estava tendo problemas); os ventriculos são normalmente mais largos durante um malfuncionamen-
to da derivação. Entretanto, sem um prévio scan não está disponível para comparar o tamanho ventricular, pode ser muito difícil se certificar que a derivação está trabalhando corretamente. Além disso, os ventrículos podem, em raras circunstân-cias, mudar pouco ou nem um pouco, até mesmo quando a derivação está com defeito. Então, se os sinais de mal-funcionamento da derivação são evidentes ainda que o CT ou ultrasom mostre nenhuma mudança no tamanho dos vetrículos, passos adicionais no diagnóstico devem ser tomados.
Alguns médicos sugerem bombear a derivação (pressionando na pele acima da válvula) para ver se a derivação está funcionando corretamente, entretanto outros acham que há pouca informação nessa técnica e não recomendam isso.
O funcionamento da derivação também pode ser acessado fazendo o TAP. É executado lavando a pele sobre a derivação
com uma solução antibacteriana estéril e colocando uma pequena agulha (igual a de extrair sangue) através da pele dentro da derivação (esse procedimento é tão inconfortável quanto a extração de sangue). A pressão do fluido espinhal pode ser medida da derivação e o fluido extraído para teste de infecção. O fluido também pode ser extraído para ver se os sintomas melhoram temporariamente.
Há outro tratamento para hidrocefalia?
Embora as derivações tenham sido uma maravilha para o tratamento da hidrocefalia, como você pode ver, elas têm seus problemas – cerca de um período de 10 anos, 85% das derivações terão de ter sidos substituídas ao menos uma vez, e 20% desses pacientes terão tido múltiplas operações para revisar ou substituir derivações com defeitos, elas usualmente estão lá com o paciente durante a vida – elas controlam mas não curam a hidrocefalia.
Uma operação nova e muito excitante para hidrocefalia tem tornado-se popular nos últimos 10 anos. Chamada endoscopia, esta operação envolve a inserção de um pequeno endoscopio (similar mas muito menor que o scope usado para cirurgia de bexiga ou a artroscopia) dentro do ventriculo através de uma cuidadosa incisão e um simples pequeno buraco no crânio. O endoscópio é conectado, via uma microcâmera a um monitor de televisão, no qual o cirurgião pode ver dentro dos ventrículos. Usando esses endoscópios, neurocirurgiões podem agora criar um atalho, permitindo ao CFS fluir em torno de certos blo-queios e restaurando o fluxo normal de CFS.
Apenas certos pacientes são elegíveis para a cirurgia de endoscopia e os pacientes devem ser selecionados cuidadosamente. Em particular, pacientes com bloqueios dentro dos próprios ventrículos (aqueles com hidrocefalia obstrutivas) são potencialmente candidatos para cirurgia de endoscopia.

O que é terceiro-ventriculostomia endoscópica?
Dirigindo oo endoscópio abaixo através dos ventrículos, o cirurgião pode fazer um buraco numa membrana muito fina no fundo do terceiro ventrículo para contornar a obstrução e comunicar diretamente o líquido ventricular com o líquido envolta do outro lado do cérebro (isto é chamado terceiro-ventriculostomia endoscópica)
Pode o endoscópio ser usando em outro procedimento?
Em alguns casos: por exemplo:
Um forâme pode ser feito, chamado “fenestração” na lâmina de tecido que separa os 2 ventrículos laterais para comunicá-los em solicitações onde as derivações foram (ou de outra forma teriam de ser) colocados, eliminando a necessidade para uma das duas derivações e reduzindo as complicações (especialmente do mal-funcionamento da derivação).

Certos cistos dentro do cérebro e/ou ventrículos podem causar problemas e poderem requerer a inserção de umaderivação para controlar o crescimento do fluído dentro do cisto. Alguns destes cistos podem similarmente ser perfurado fazendo buraco em suas paredes usando o endoscopio e comunicando-os com o resto dos ventrículos. Isto pode eliminar a necessidade para uma derivação dentro do cisto.
Finalmente, embora não diretamente relacionado à hidrocefalia, o endoscopio pode ser usado para fazer biopsia ou remover pequenso tumores dentro dos ventrículos do cérebro. A vantagem do endoscópio é que como outros ramos da medicina os endoscópios são extremamente pequenos e operações podem ser executadas através de pequenas incisões e aberturas muito pequenas no crânio, fazendo a operação menos dolorosa para o paciente e reduzindo a necessidade de longas estadias no hospital.
Recuperação pós-cirurgia
Após a cirurgia o paciente será cuidadosamente observado em uma unidade de cuidados neurológicos ou em outro lugar por enfermeiras especialmente treinadas. Alguns sintomas tais como dor de cabeça podem desaparecer imediatamente devido ao alivio do crescimento do excesso de pressão. Geralmente o paciente tem permissão para levantar-se e andar a volta e um retorno gradual à atividade normal será encorajado.

O tempo de estadia do paciente no hospital será determinado pela sua taxa de recuperação e avaliabilidade de apoio em casa.
Quando da sua visita pós-operatória ao cirurgião você pode ter notado algum melhoramento adicional e as incisões podem estar menos doloridas (inflamadas). Seu cirurgião removerá as suturas da pele (pontos) que não são absorvidos e examinará a incisão. Poderá também ser avaliada a função neurológica.
Se um problema neurológico permanecer, a reabilitação pode ser necessária para maximizar os melhoramentos do paciente. De qualquer forma, a recuperação pode ser limitada pela extensão do dano já causada pela hidrocefalia ou condição associada e pela habilidade limitada do cérebro para curar-se. Se uma cirurgia adicional for necessária para remover um tumor do cérebro ou corrigir um defeito de nascimento, isto pode ser agendado para uma operação subsequente.

Testes de acompanhamento podem ser requeridos, incluindo ultrasom, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou raios-X planos para certificar-se que a derivação está trabalhando direito. Você e sua família serão instruidos para notificar o neurocirurgião se problemas ocorrerem. Não exite em contatar seu médico se algum dos seguintes sintomas ocorrerem:
- vermelhidão, amaciamento, dor ou inchaço da pele ao longo do tubo ou incisão;
- irritabilidade ou sonolência
- náuseas, vômitos, dor de cabeça ou diplopia
- febre
- dor abdominal

Se você é o paciente, seu cirurgião ajudará a determinar quando você poderá retornar ao trabalho e com que limitações. Se
um relaxamento no trabalho for necessário, será providenciado durante a visita pós-operatória..
Dirigir um veículo motorizado será possível uma vez que seu cirurgião determine que você está completamente recuperado. Não dirija após tomar medicação narcótica para dor.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

SUPERAÇÃO E FÉ!

GABRIELA NUTRICIONISTA
SILVIA, DIZ Q É MINHA NOIVA...QUERO VER QUANDO EU CRESCER...

PRISCILA, MINHA LINDA E FIEL AMIGA, ESSA FAZ TUDO QUE EU QUERO E PRECISO.



DRA. ANDREZA, LINDA FOFA, MEIGA... MAS É NAMORADA DO MEU NEUROCIRCURGIÃO.... SINAL QUE ELE É BOM DE CABEÇA, DR. PEDRO COURI.







Minha Missão neste mundo é superar barreiras através de demonstrações de fé e coragem.


Semana passada minha válvula obstruiu, fui internado, tive várias crises convulsivas.

Mas minha fé e minha coragem me levaram a superar mais essa batalha que venci através da oração.
O médico passou às 12 horas e marcou cirurgia para as 18horas, quando foi 14horas minha mãe me deu meu terço cheio de medalhas, e pediu para que eu fizesse uma oração. Eu fiz a oração, segurando meu terço com muita fé e vontade de sarar.

Para surpresa de todos, as 15 horas voltei ao normal. A dor de cabeça passou, as crises convulsivas, e acredito que foi Deus que desobstruiu minha válvula.

Mas tudo isso foi acompanhado pela minha família que nunca me abandona, e pelos médicos, principalmente pelo neurocirurgião: Dr. Pedro Couri, sem o apoio dessas pessoas seria impossível sobreviver.

Quero agradecer a Deus toda proteção que tem comigo e pedir a ele que proteja e ilumine a todos que cuidam de mim.


QUANDO SE TEM FÉ, PODE-SE VENCER TUDO.

GUSTAVO LOPES CARDOSO (GUGU)



quarta-feira, 2 de junho de 2010

SALA DE RECURSO DA E.E. PROFESSORA NEIVA MARIA LEITE



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Inclusão é lei e Direito dos portadores de necessidades especiais é dever de cada cidadão deficiente ou não fazer acontecer esses direitos.
O Governo de Minas implantou o Projeto Incluir para melhorar a Inclusão em nosso Estado.
A E. E. Professora Neiva Maria Leite, recebeu verbas para a implantação da sala e aquisição de materiais pedagógicos adequados para a educação das crianças do nosso município.
Por falta de espaço físico, a sala de recurso está montada no Centro Infantil Criança Feliz, com o apoio do Prefeito José Geraldo Franco Martins.
A União entre Estado e Município é o primeiro passo para realmente fazer acontecer a inclusão.
Como mãe, posso afirmar que a sala é um sucesso.
As aulas estão sendo ministradas pela professora Aldaisa Helena marques Helluany que além de desenvolver um ótimo trabalho com as crianças, despertam nelas o desejo de aprender.
Inclusão não é um assunto fácil de entender ou aceitar, por isso a dificuldade de muitos profissionais em entender que o objetivo da sala de recurso é oferecer oportunidade aos portadores de necessidades especiais à chance de alcançar a sua cidadania, melhorando o convívio social através do desempenho escolar.
Mas para chegar a essa conclusão às vezes é necessário sentir na pele.
O que eu já passei com o Gustavo eu não desejo para ninguém, portanto peço à Deus que faça os seres humanos a serem mais humildes e aceitarem as diferenças.
O Gustavo entrou na escola e só se adaptou agora em 2010, tudo tem o seu tempo e a sua hora.
Como profissional da educação estou sempre disposta a estudar e aprender a lidar com a realidade de cada momento.
Ninguém é mais inteligente que o outro, cada um tem saberes diferente.
Para o Governo facilitar a Inclusão, deveria ser oferecidos cursos de Capacitação para todos os profissionais da escola, na própria escola, já que o grande problema em praticar a inclusão É A FALTA DE CAPACITAÇÃO PARA LIDAR COM CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS. O curso deve ser na escola, pois se for oferecido em outro município ou local, muitos profissionais não terão a oportunidade de participar.
Nós mães nunca fizemos cursos de capacitação para aceitar um filho portador de necessidades especiais, o aprendizado vem do coração e do convívio no dia a dia.
Posso afirmar que meu filho me ensina muito. Obrigado Papai do Céu por me conceder o privilégio de ser Mãe do Gustavo.
Fabiana

domingo, 25 de abril de 2010

Fisioterapia angelina

terça-feira, 20 de abril de 2010

Deficientes: Veja como e quem tem direito ao desconto na compra do carro

Portadores de deficiência têm direito a descontos na hora de comprar um carro; o problema é a burocracia. Além de precisar reunir muitos documentos, a dificuldade de conseguir informações torna o acesso a esse benefício ainda mais complicado. Para tentar facilitar o procedimento, reunimos, aqui, algumas informações. Confira:
QUEM TEM DIREITO AO DESCONTO NA COMPRA DO CARRO?
Existem dois grupos de deficientes que têm direito ao desconto. O primeiro, classificado como ?Condutores?, permite que o solicitante (mesmo com seu problema de saúde) dirija o carro. Estas pessoas, quando compram um veículo, são isentas das seguintes taxas: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e liberação do rodízio na cidade de São Paulo.
O outro grupo, chamado de ?Não-Condutores?, permite que terceiros (indicação de no máximo 3 motoristas) possam dirigir o automóvel, já que a deficiência impede essa tarefa. Neste caso, os deficientes só conseguem a isenção do IPI e a liberação do rodízio da capital paulista.
QUE TIPOS DE DEFICIÊNCIAS TÊM DIREITO AS ISENÇÕES?
Para se enquadrar no grupo dos ?Condutores?, é preciso ter uma das deficiências abaixo:
- paraplegia (paralisia de ambos os membros inferiores e, geralmente, da região dorsal inferior);- paraparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo dos membros inferiores que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento);- monoplegia (paralisia de um só membro ou grupo muscular);- monoparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de um só membro que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento);- triplegia (paralisia de três membros);- tetraparesia (paralisia ?parcial? dos quatro membros, pois há um pouco de força em alguns deles)- triparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de três membros que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento)- hemiplegia (paralisia de uma parte do corpo; exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho da função);- hemiparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de um dos lados do corpo que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento);- amputação ou ausência de membro;- paralisia cerebral;- membros com deformidade congênita adquirida;- câncer de mama (nos casos comprovados por médicos que a pessoa perdeu a força nos membros)
As deficiências que fazem parte dos ?Não-Condutores? são:
- visual;- mental severa e profunda (ex. Síndrome de Down);- física (qualquer tipo, como tetraplegia, paralisia dos quatro membros);- autista
COMO OBTER A ISENÇÃO?
Caso o deficiente se enquadre no grupo dos ?Condutores?, ele deverá:
1º) tirar ou mudar o tipo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O interessado deve conseguir a carta especial no Departamento de Trânsito do seu Estado -a única diferença em relação a carteira de habilitação normal é uma junta de médicos que examina a extensão da deficiência e desenvoltura do candidato. Deverá, então, passar por perícia médica (credenciada ao Detran). Em seguida, com o resultado do laudo, terá que se matricular em um Centro de Formação de Condutores (CFC) para fazer a prova teórica. Para a realização do teste prático, o candidato precisa procurar uma autoescola (que tenha um carro adaptado). Na carteira ficará discriminado o tipo de veículo que o condutor está apto a guiar.
2º) Para obter isenção do IPI e do IOF, o deficiente deve procurar a Receita Federal e montar um processo (reunir documentos e laudo da perícia médica) para cada tipo de imposto que requisitar o não-pagamento. Não há nenhuma taxa para pedir o benefício. O formulário pode ser encontrado no site da instituição: http://www.receita.fazenda.gov.br . (Clique aqui para ter acesso ao documento) .
3º) Quando já estiver com o documento da Receita, que libera a isenção do IPI, o solicitante vai até uma loja de carros e escolhe o modelo adaptado no valor de até R$ 70 mil. (Clique aqui e veja reportagem sobre o desconto). A concessionária dará uma carta, relatando o modelo selecionado pelo consumidor. (Clique aqui e veja os modelos automáticos disponíveis no mercado).
4º) Com a carta da loja em mãos, o consumidor pode dar entrada na Secretaria da Fazenda (de seu Estado) e pedir a anulação da taxa do ICMS.
5º) Com todos os documentos, o deficiente já pode comprar o carro.
6º) Depois é necessário passar pelo Detran, para que no documento do veículo tenha a seguinte observação: ?intrasferível?. Para não pagar o IPVA, o consumidor também deve pedir a isenção da taxa no local ou lembrar o despachante, que vai cuidar de seu caso.
7º) Para conseguir a liberação do rodízio, é preciso pedir o benefício no Departamento de Operação do Sistema Viário de São Paulo (DSV).
Para o grupo dos ?Não-Condutores? é necessário:
1º) Passar por perícia de um médico credenciado no SUS (Sistema Único de Saúde). É importante levar o formulário da Receita Federal (para cada deficiência há um tipo) ? o documento está disponível no site: www.receita.fazenda.gov.br. Atenção: para o grupo dos ?Não-Condutores? não é preciso que o deficiente tenha habilitação para dirigir, já que o motorista será uma outra pessoa indicada por ele.
2º) Quando o deficiente tem autismo, Síndrome de Down ou problema mental, mas tem até 16 anos, os representantes legais podem recorrer ao benefício da isenção do IPI por ele. Porém, se o deficiente tiver mais de 16 anos, os responsáveis terão que entrar na Justiça para pedir por esse direito.
3º) Neste grupo, o automóvel com desconto sai no nome do deficiente. No entanto, os representantes legais dirigem ou podem indicar até três condutores para esse veículo.
DEPOIS DE QUANTO TEMPO O CARRO PODE SER VENDIDO?
Caso o deficiente tenha pedido só a isenção do IPI, ele não poderá vender o veículo até 2 anos depois da compra. Porém, se tiver conseguido a liberação de outra taxa, fica impedido de vender o automóvel durante 3 anos após a compra.
Se o deficiente tiver alguma dificuldade para conseguir o processo sozinho, ele pode procurar empresas especializadas no assunto. Em São Paulo, por exemplo, a “Névia Isenções” faz esses procedimentos. O endereço é rua Dr. Neto de Araújo, 320 - cj 205, na Vila Mariana. Mais informações pelo telefone (11) 5082-3111. Há também empresas especializadas em adaptações de automóveis para deficientes. Uma das opções no mercado é a Cavenaghi. O site é http://www.cavenaghi.com.br/.

INCLUSÃO SOCIAL DOS DEFICIENTES

INCLUSÃO SOCIAL
UM TEMA ATUAL QUE DEVERIA DEFINEIR COMO AS PESSOAS DEVEM SER INCLUIDAS NA SOCIEDADE.
A SOCIEDADE SEGUE LEIS, MUITAS FORAM CRIADAS PARA INCLUIREM OS DEFICIENTES NA ESCOLA E NA SOCIEDADE.
NOSSOS GOVERNANTES ESQUECERAM DE PREPARAR OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE PARA LIDADREM COM ESSAS CRIANÇAS, QUE SÃO MUITO MAIS EFICIENTES QUE MUITOS PROFISSIONAIS EXISTENTES.
A DEFICIÊNCIA ESTÁ EM COMO TRATAM OS DEFICIENTES...
É NECESSÁRIO SABER FAZER A DIFERENÇA E NÃO SER DIFERENTE.
MUITOS POLÍTICOS, MEMBROS DA SOCIEDADE, SIMPLESMENTE IGNORAM ESSE SERES TÃO ESPECIAIS.
ELES DEVERIAM APOIAR A FAMÍLIA E VIABILIZAR A INCLUSÃO SOCIAL MELHORANDO E TORNANDO MAIS FÁCIL A VIDA DE TODOS.
EU ACHO QUE SE TODOS ACEITACEM O PRÓXIMO TAL QUAL É, NÃO SERIA NECESSÁRIO LEIS PARA A INCLUSÃO EXISTIR, ELA ACONTECERIA NORMALMENTE, NO COTIDIANO DE TODOS.
SEM FALAR NO PRECONCEITO QUE FALA MAIS ALTO.
QUE TAL SE COLOCAR NO LUGAR DE UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA POR UM DIA, UMA HORA, SERÁ QUE VOCÊ SERIA CAPAZ DE VER A VIDA IGUAL ELA VÊ.
ENFRENTARIA O PRECONCEITO, VENCERIA BATALHAS NO DIA A DIA PARA SE IMPOR NA SOCIEDADE?
NÃO. O PROBLEMA NÃO É MEU. TEM ASSISTÊNCIA SOCIAL, PREVIDENCIA SOCIAL, A FAMÍLIA OU RESPONSÁVEIS PARA LIDAR COM ISSO.
PASSAR A BOLA PRA FRENTE AO INVÉS DE AJUDAR.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

INCLUSÃO UM DESAFIO A SER SUPERADO.

Faz anos que ouço falar em inclusão, e também do preconceito.
Minha luta pela inclusão começou em 2005, quando meu filho Gustavo teve que ser matriculado no pré-escolar. O que pra muita gente é uma rotina, pra mim virou uma batalha conquistada aos poucos.
Meu filho foi matriculado, todos o receberam bem e o trataram com muito respeito e carinho.
Mas a escola em si, não estava e nem está preparada para receber crianças especiais.
Ele estava na sala de uma ótima professora, mas ela não tinha curso para trabalhar com essas crianças, e nem é por falta de interesse e sim, falta de oportunidade.
Como atender uma criança especial no meio de 25 outras crianças. Uma criança especial ocupa lugar de no mínimo 10 crianças.
É fácil para os governantes criarem leis, o difícil é praticá-las.
Antes de criar a Lei da Inclusão de crianças com necessidades especiais em escolas normais, deveria ter capacitado os profissionais da educação.
Ele sentiu que não tinha a atenção que merecia, e saia da sala sempre, ela o buscava, mas ele voltava.
Ele gostava de ficar na secretaria picando cartão de ponto...
Fazia isso até se enjoar, depois pedia as funcionárias que sempre tiveram muita calma e paciência para me ligar para buscá-lo.
E foi assim 2 semanas, até que nada fez ele ir pra escola.
Tentei de tudo, dar prêmio. Mas a família toda falava: “ele está muito novo, ao no que vem ele vai.”
Chegou o ano de 2006, e o governo de minas criou a Lei do ensino fundamental de nove anos.
Mais uma vez, matriculei-o. Fui atendida pela Diretora da época que me atendeu muito bem e foi apresentá-lo a possível professora.
Ela foi muito sincera “Eu não posso ficar com o Gustavo na minha sala, estou com 23 alunos, não tenho condições de atender as necessidades dele.”
Eu sabia que ela estava falando da falta de estrutura e de formação.
Então a Diretora pediu para ele vir à tarde, a professora era a mesma do ano anterior.
Eu entrava para sala de aula com ele e sentava ao seu lado. Tinha outro pai que fazia a mesma coisa.
Sentia-me incomodada, parecia que tirava a liberdade da professora. Mas essa situação só durou duas semanas. Ele falava que não aprendia nada, sua cabeça doía com o barulho de tanta criança.
Desisti mais uma vez.
Em 2007 após longas conversas com toda família e psicólogas, matriculei-o novamente.
Desta vez parecia que ia dar certo, ele ia pra sala de aula da professora que El adora até hoje, só que eu tinha que ficar sentada para ele me ver.
Ele não sentava, mesmo com esforço da professora que sempre foi muito carinhosa, ele não fazia nada.
Essa situação durou três semanas.
Eu havia pedido auxilio na Superintendência de Ensino e tinha sido avisada que aquele dia o pessoal responsável pela inclusão iria visitar a escola para ver como ele estava indo.
A supervisora me abordou e perguntou “O que você ta achando do Gustavo?”

Respondi: “esse ano ele está bem melhor, mas nem sentar na carteira ele senta. O pessoal da inclusão deve estar chegando e vai nos orientar melhor”.
Ela na tentativa de ajudar entrou na sala e disse “GUSTAVO, SE VOCÊ NÃO SE SENTAR EU VOU MANDAR SUA MÃE EMBORA.”
Pronto, foi o necessário para perder mais um ano de escola, ele começou a chorar e gritava: “VOCÊ NÃO MANDA AQUI, A ESCOLA É PÚBLICA, SE VOCÊ FIZER ISSO EU TE MATO.” Ela saiu muito triste e transtornada com aquela situação.
Fui encontrar com ele e a professora que estava super nervosa com a situação, ele dava vômitos de raiva.
Acalmei-o, ele falou “EU NUNCA MAIS VOLTO PRA ESCOLA.” Senti que estava falando o que estava sentindo.
Levei-o para conversar com a supervisora, ambos pediram desculpas. Mas ele continuou afirmando que não voltava mais pra escola e não voltou.
Em 2008, falei pra ele, “este ano você vai estudar, vai recuperar o tempo perdido”.
Ele concordou falou que queria aprender a ler.
Antes do ano letivo começar, o destino nos pregou uma peça. A válvula de drenagem de liquor encefalorraquidiano do seu cérebro parou de funcionar e ele teve que ser internado em Franca-SP.
ESTUDAR É PRECISO, MAS VIVER É NECESSÁRIO.
Começou um longo sofrimento, meu filho trocou a válvula, mas pegou infecção e a cirurgia se repetiu por 12 vezes.
Ele chegou a vir pra casa com Derivação Externa. Já sofremos muito, ele sofreu dores horríveis e eu sofri por não poder fazer nada a não ser rezar e acreditar em Deus acima de tudo.
Fez a última cirurgia em 20 de janeiro de 2009, teve alta no dia 27 de janeiro.
Em novembro de 2009, uma pessoa de alma generosa se ofereceu para ensinar o Gustavo a ler, eu e ele aceitamos. Ela vinha na minha casa de três a quatro vezes na semana. E o Gustavo foi aprendendo as primeiras palavrinhas com esse anjo que Deus me enviou chamado Lúcelia.
Mas ficou proibido de ficar no meio de muita gente por um ano.
Finalmente 2010, ele está bem, e freqüentando a escola.
O primeiro dia foi difícil, chegou em casa nervoso.
Está estudando na Escola Municipal Cônego Marinho e sua professora é a muito querida, ela o trata com imenso carinho e atenção, está sempre preocupada para que ele não se canse muito.
Eu fico na escola tempo integral de aula, mas longe de sua vista. Só o vejo na hora do recreio e da sopa, não se mistura com as outras crianças, tem medo de se machucar.
Mas já fez vários amigos e eu fico feliz com isso. Ele precisa ser criança, o sofrimento amadurece-o muito cedo.
Tem um coleguinha que vem aqui em casa, nós o adoramos, é o Cesinha.
Agora está se adaptando, não escrevia nada na sala de aula, trazia os trabalhos todos para casa. Os dois últimos dias até a tarefa ele fez na sala de aula.
Posso estar enganada, mas dessa vez vai ser diferente. Ele vai permanecer e continuar aprendendo.
Dificuldades, existem algumas:
• O prédio não é adaptado para cadeirante.
• Não existe um professor de apoio para atender melhor essas crianças.
• É necessário um vestuário adaptado, onde possa trocar fraldas ou até mesmo tomar banho
• Sala de recursos
• Material pedagógico adaptado
• Curso de capacitação para funcionários
Para inclusão acontecer basta realização e aceitação.
Perto do que muita mãe passa, me sinto tão abençoada por Deus.
Tenho que agradecer a Deus e pedir pra que faça o que for melhor para meu filho e para todos que me ajudam a cuidar dele.

Fabiana Lopes de Olvieira Cardoso
Delfinópolis, 01 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

VAGA LEGAL: A INCLUSÃO DO DEFICIENTE FÍSICO NO MERCADO DE TRABALHO.


VAGA LEGAL: A INCLUSÃO DO DEFICIENTE FÍSICO NO MERCADO DE TRABALHO.


Olá, como vai? Tudo bem?


Bem, como foi prometido no final do artigo anterior (sobre o perdão), hoje vamos falar sobre o deficiente físico e sua inclusão no mercado de trabalho.


Vamos falar sobre a chamada vaga legal para os deficientes físicos. Você já ouviu falar dela?


Pois bem. O nome é vaga legal, porque é uma vaga que a lei disse que é obrigatória.


Por isso, os deficientes físicos têm direito à vaga legal nas condições estabelecidas na lei.


Vamos juntos entender o que isso significa?


Para início de conversa, a lei maior do nosso país, que é a Constituição Federal de 1988, diz que a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos (valores básicos) da nossa República Brasileira.


Mas, afinal o que é dignidade humana?


Bem, uma das definições diz que a dignidade da pessoa humana é o atributo imanente ao ser humano para exercício da liberdade e de direitos como garantia de uma existência plena e saudável.


E, para garantir a dignidade da pessoa humana, ainda a nossa Constituição Federal diz que:


a) são objetivos fundamentais do nosso Brasil:


· construir uma sociedade livre, justa e solidária

· promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação,

· e erradicar a (...) marginalização e reduzir as desigualdades sociais;


b) a União, dos Estados e Distrito Federal e dos Municípios podem fazer leis sobre a saúde, a assistência pública, a proteção e a garantia das pessoas portadoras de deficiência.


c) a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de admissão.


Aí o Congresso Nacional editou a Lei 8.213/91 (Plano de Benefícios da Previdência Social) e que trata também da vaga legal dos deficientes físicos no setor privado.


Esta lei determinou que a empresa, com 100 (cem) ou mais empregados, está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:


I - até 200 empregados...................................................................2%;

II - de 201 a 500..............................................................................3%;

III - de 501 a 1.000..........................................................................4%;

IV - de 1.001 em diante. ..................................................................5%.


E no setor público como fica?


Também nesse setor foi criada a vaga legal dos deficientes físicos. E isto foi feito pela Lei 8.112/90, que é o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais


Ora, essa lei diz que as pessoas portadoras de deficiência têm garantido o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.


E, para melhorar ainda mais a situação do deficiente físico, a Lei 11.788/08 (que cuida do Estágio) garantiu às pessoas portadoras de deficiência o percentual de 10% (dez por cento) das vagas oferecidas pela parte concedente do estágio.


Por último, a Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) determinou que “ao0 adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido.”


Concluindo, como você deve ter notado, o deficiente físico tem garantido acesso ao mercado de trabalho, através da chamada vaga legal, em várias oportunidades.



Bem, essa é uma das formas de a Lei preservar a dignidade da pessoa humana do deficiente físico. Mas, a lei é apenas um caminho. Há outros caminhos que podem e devem ser trilhados por nós, sociedade civil organizada. E um deles é o caminho do coração. O caminho do Amor. Do Amor pelo ser humano, independentemente de cor, raça, credo, condição financeira, classe social etc.


Para encerrar, eu deixo algumas perguntas para reflexão:


Existe realmente deficiência ou trata-se apenas de necessidade especial?


Será que a deficiência, apontada nas várias leis, é realmente física ou será também emocional na medida em que a nossa capacidade de amar ainda é pequena para aceitar normalmente os que são diferentes, deficientes ou não?


Por fim, se ainda somos daqueles que ainda ficamos na dúvida se somos capazes de sonhar e tentar realizar os nossos sonhos, assistamos o vídeo de Tony Melendez no seguinte endereço na internet:


http://www.youtube.com/watch?v=GF9wo9sVn2c


E aprendamos a força da expressão 'QUANDO VOCÊ QUER, VOCÊ PODE, VOCÊ CONSEGUE!'

 
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