terça-feira, 11 de junho de 2013

LÚPUS - UMA DOENÇA AUTOIMUNE

O que é Lúpus?

Sinônimos: LES, Lúpus eritematoso sistêmico
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune a longo prazo que pode afetar a pele, as articulações, os rins, o cérebro e outros órgãos.
Doença autoimune é uma condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo

Causas

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico do corpo ataca tecidos saudáveis por engano. Isso leva a inflamação a longo prazo (crônica).
O LES é muito mais comum em mulheres do que em homens. Pode ocorrer em qualquer idade, mas aparece mais frequentemente em pessoas entre 10 e 50 anos. Os afro-americanos e os asiáticos são afetados com mais frequência do que pessoas de outras raças.A causa subjacente das doenças autoimunes não é totalmente conhecida.
O LES também pode ser causado por algumas drogas. Para obter informações sobre essa causa, consulte o lúpus eritematoso induzido por drogas

Exames

Para ser diagnosticado com lúpus, é preciso ter 4 dos 11 sinais típicos da doença.
O médico realizará um exame físico e auscultará seu tórax com um estetoscópio. Um som anormal chamado atrito pericárdico ou atrito pleural poderá ser escutado. Um exame do sistema nervoso também pode ser realizado.
Os exames usados para diagnosticar o LES incluem:
  • Exames de anticorpos, incluindo teste de anticorpos antinucleares
  • Hemograma completo
  • Radiografia do tórax
  • Biópsia renal
  • Uranálise
Essa doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:
  • Anticorpo antitireoglobulina
  • Anticorpo microssômico antitiroide
  • Componentes do complemento (C3 e C4)
  • Teste de Coombs - direto
  • Crioglobulinas
  • Taxa de sedimentação de eritrócitos (TSE)
  • Exames de sangue para função renal
  • Exames de sangue para função hepática
  • Fator reumatoide
Esta lista não abrange tudo.

Sintomas de Lúpus

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e podem aparecer e desaparecer. Quase todas as pessoas com LES apresentam dor e edema nas articulações. Algumas desenvolvemartrite. As articulações frequentemente afetadas são as dedos, mãos, punhos e joelhos.
ADAMAlguns dos principais sintomas da doença são feridas na boca, fadiga e febre sem causa aparente
Outros sintomas comuns incluem:
  • Dor no peito ao inspirar profundamente
  • Fadiga
  • Febre sem outra causa
  • Desconforto geral, ansiedade, mal-estar
  • Perda de cabelo
  • Feridas na boca
  • Sensibilidade à luz do sol
  • Rash cutâneo - um rash em forma de "borboleta" sobre as bochechas e a ponte do nariz afetam cerca de metade das pessoas com LES. O rash piora com a luz do sol. O rash também pode ser generalizado.
  • Linfonodos aumentados
Outros sintomas dependem de qual é a parte do corpo afetada:
  • Cérebro e sistema nervoso: cefaleias, dormência, formigamento, convulsões, problemas de visão, alterações de personalidade
  • Trato digestivo: dor abdominal, náuseas e vômitos
  • Coração: ritmo cardíaco anormal (arritmias)
  • Pulmão: tosse com sangue e dificuldade para respirar
  • Pele: coloração irregular da pele, dedos que mudam de cor com o frio (fenômeno de Raynaud)
Alguns pacientes têm apenas sintomas de pele. Esse tipo é chamado de lúpus discoide.

Buscando ajuda médica

Ligue para um profissional da área da saúde se tiver sintomas de LES. Também ligue se você tiver essa doença e seus sintomas piorarem ou ocorrer um novo sintoma.

Tratamento de Lúpus

Não há cura para o LES. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas.
A doença branda pode ser tratada com:
  • Antiinflamatórios não esteroides (AINEs) para artrite e pleurisia
  • Pomadas com corticoides para o rash cutâneo
  • Uma droga antimalárica (hidroxicloroquina) e corticoides de baixa dosagem para os sintomas de pele e artrite
Você deve utilizar roupa protetora, óculos de sol e protetor solar quando estiver ao sol.
Sintomas graves ou que acarretem risco de morte (como a anemia hemolítica, amplo envolvimento cardíaco ou pulmonar, doença renal ou envolvimento do sistema nervoso central) frequentemente necessitam de um tratamento mais agressivo com especialistas.
O tratamento para lúpus mais grave inclui:
  • Alta dosagem de corticoides ou medicamentos para diminuir a resposta do sistema imunológico do corpo
  • Drogas citotóxicas (drogas que bloqueiam o crescimento celular) quando não houver melhora com corticoides ou quando os sintomas piorarem depois de interromper o uso. Esses medicamentos têm efeitos colaterais graves. Você precisará ser rigorosamente monitorado pelo seu médico.
Se você tem lúpus, é importante ter:
  • A psicoterapia e os grupos de apoio podem ajudar a aliviar a depressão e as alterações no humor que venham a ocorrer em pacientes com a doença.Cuidado cardíaco preventivo
  • Imunização atualizada
  • Testes de triagem do afinamento dos ossos (osteoporose)

Expectativas

A recuperação do indivíduo depende da gravidade da doença.
O resultado para pessoas com LES melhorou nos últimos anos. Muitas pessoas com LES têm sintomas leves.
As mulheres que sofrem de lúpus e engravidam, geralmente são capazes de manter a gravidez e dar à luz um bebê saudável, desde que não sofram de doença renal ou cardíaca grave e que o LES esteja sendo tratado adequadamente. Entretanto, a presença de anticorpos de LES pode aumentar o risco de perda na gravidez.

Complicações possíveis

Algumas pessoas com LES têm depósitos anormais nas células dos rins. Isso leva a uma doença chamada de nefrite lúpica. Os pacientes com essa doença podem acabar desenvolvendoinsuficiência renal e precisar de diálise ou de um transplante renal.
O LES causa danos em diferentes partes do corpo, inclusive:
  • Coágulos sanguíneos nas pernas (trombose venosa profunda) ou nos pulmões (embolia pulmonar)
  • Destruição dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica) ou anemia crônica
  • Líquido ao redor do coração (pericardite), endocardite ou inflamação do coração (miocardite)
  • Líquido ao redor dos pulmões (derrames pleurais) e danos ao tecido pulmonar
  • Complicações na gravidez, incluindo aborto espontâneo
  • Derrame
  • Contagem muito baixa de plaquetas no sangue (trombocitopenia)
  • Inflamação dos vasos sanguíneos
Fontes e referências:
  • Ruiz-Irastorza G, Ramos-Casals M, Brito-Zeron P, Khamashta MA. Clinical efficacy and side effects of antimalarials in systemic lupus erythematosus: a systematic review. Ann Rheum Dis. 2010;69:20-28.
  • Hahn BH, Tsao BP. Pathogenesis of systemic lupus erythematosus. In: Firestein GS, Budd RC, Harris ED Jr., et al., eds. Kelley's Textbook of Rheumatology. 8th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2008:chap 74.



    Lúpus


    O que é:

    O Lúpus é uma doença auto imune que afeta vários órgãos e sistemas do corpo. Nela, os anticorpos que deveriam combater doenças, atacam as próprias células do corpo e isso pode trazer sérias complicações mas apesar disso, quando o indivíduo é devidamente tratado, pode levar uma vida normal.
    A doença é mais comum em mulheres, têm forte traço genético e um dos seus sintomas é frequentemente é diagnosticada entre os 10 e os 40 anos de idade.

    Sintomas do lúpus

    Os sintomas do lúpus incluem:
    • febre; manchas na pele;
    • vermelhidão no nariz e no rosto, formando um desenho como asas de borboleta;
    • fotossensibilidade; pequenas feridas na boca e no nariz;
    • dor nas articulações; fadiga;
    • dificuldade em respirar; taquicardia;
    • tosse seca; cefaleia; convulsões; anemia; inchaço,
    • pouca urina; mal-estar; perda do apetite; ansiedade;
    • depressão; doenças reumatológicas, renais, do sangue;
    • doenças do aparelho respiratório.

    Fotos do Lúpus

    Diagnóstico do lúpus

    Para o diagnóstico do lúpus, o médico deverá observar os sinais da doença respeitando os critérios do colégio de reumatologia, que se baseia na presença de pelo menos quatro critérios dos onze citados a seguir:
    1) Eritema malar: mancha característica  plana ou em relevo no rosto;
    2) Lesão discoide: lesão eritematosa, infiltrada, com escamas queratíticas aderidas e tampões foliculares, que evolui com cicatriz atrófica e discromia;
    3) Fotossensibilidade: exantema cutâneo, como reação não usual à exposição à luz solar, de acordo com a história do paciente ou conforme observado pelo médico;
    4) Úlceras orais/nasais
    : úlceras orais ou nasofaríngeas, usualmente indolores, observadas pelo médico;
    5) Artrite: artrite não erosiva envolvendo duas ou mais articulações periféricas, caracterizadas por dor e edema ou derrame articular;
    6) Serosite: pleuris (caracterizada por história convincente de dor pleurítica ou atrito auscultado pelo médico ou evidência de derrame pleural) ou pericardite (documentado por eletrocardiograma, atrito ou evidência de derrame pericárdico);
    7) Comprometimento renal: proteinúria persistente (> 0,5 g/dia ou 3+) ou cilindrúria anormall;
    8) Alterações neurológicas: convulsão (na ausência de outra causa) ou psicose (na ausência de outra causa);
    9) Alterações hematológicas: anemia hemolítica ou leucopenia (menor que 4.000 leucócitos/ml em duas ou mais ocasiões), linfopenia (menor que 1.500 linfócitos/ml em duas ou mais ocasiões) ou plaquetopenia (menor que 100.000 plaquetas/ml na ausência de outra causa);
    10) Alterações imunológicas: anticorpo anti-DNA nativo ou anti-Sm, ou presença de anticorpo anti fosfolípide baseado em: a) níveis anormais de IgG ou IgM anticardiolipina; b) teste positivo para anticoagulante lúpico ou teste falso-positivo para sífilis, por no mínimo seis meses;
    11) Anticorpos antinucleares: título anormal de anticorpo anti-nuclear por imunofluorescência indireta ou método equivalente, em qualquer época, e na ausência de drogas conhecidas por estarem associadas à síndrome do lúpus induzido por drogas.
    Exames que podem ajudar no diagnóstico do lúpus são:
    • Exames de anticorpos
    • Hemograma completo
    • Radiografia do tórax
    • Biópsia renal
    • Uranálise

    Lúpus é contagioso?

    O lúpus não é contagioso pois é uma doença auto-imune, isto é, o sistema imune do indivíduo ataca as células do próprio indivíduo.

    Tipos de lúpus

    Os diferentes tipos de lúpus são:
    • Lúpus discoide: É limitado à pele;
    • Lúpus sintêmico: Afeta todo o corpo;
    • Lúpus induzido por medicamentos tais como: corticosteroides, remédios para malária como cloroquina e anti-inflamatórios em geral.

    Tratamento para lúpus

    O tratamento para o lúpus é feito com medicamentos corticosteroides e imunossupressores. Eventualmente pode ser necessário outros medicamentos para tratar as doenças associadas.

    Alimentos adequados para Lúpus

    Os alimentos adequados para quem possui lúpus são os alimentos anti-inflamatórios como:
    • salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha e truta pois são ricos em ômega 3;
    • chá verde, alho, aveia, cebola, brócolis, couve-flor e repolho, semente de linhaça, soja, tomate e uva, pois são antioxidantes;
    • abacate, laranja azeda, limão, tomate, cebola, cenoura, alface, pepino, nabo, couve, germinados, beterraba, lentilha pois são alimentos alcalinizantes.
    Além disso recomenda-se investir nos alimentos biológicos, integrais e beber bastante água todos os dias.

    Complicações do lúpus

    As mulheres portadoras da lúpus podem engravidar, mas para isso devem seguir corretamente as recomendações do médico e esperar pelo período de remissão das crises, para então iniciar as tentativas de engravidar. Mesmo assim, ela pode ter mais dificuldade em engravidar do que uma mulher que não seja portadora da doença e o risco de aborto espontâneo é maior para elas.
    Recomenda-se aos pacientes com lúpus não consumir bebidas alcoólicas, não fumar, não expor-se ao sol e não tomar anticoncepcionais orais pois podem dar início a uma nova crise da doença. A prática de atividade física tem-se mostrado benéfica no período entre crises.
    Pacientes diagnosticado com Lúpus Eritematoso Sistêmico não podem tomar vacinas que contenham vírus vivo.

Declaração dos Direitos da Criança

Adotada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959.
Preâmbulo
VISTO que os povos das Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla,
VISTO que as Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição,
VISTO que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais, inclusive proteção legal apropriada, antes e depois do nascimento,
VISTO que a necessidade de tal proteção foi enunciada na Declaração dos Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bem-estar da criança,
Visto que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,
ASSIM, A ASSEMBLEIA GERAL
PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as mulheres em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam estes direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:
Princípio 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
Princípio 2º
A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidades e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta, sobretudo, os melhores interesses da criança.
Princípio 3º
Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.
Princípio 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.
Princípio 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.
Princípio 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-á, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
Princípio 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.
Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.
Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.
A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
Princípio 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.
Princípio 9º
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.
Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.
Princípio 10º
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.


sábado, 18 de maio de 2013

DOENÇAS NEUROLÓGICAS


Macrocefalia é uma alteração na qual a circunferência da cabeça é maior que a média correspondente à idade e o sexo do bebé ou do menino. A macrocefalia também pode ser hereditária. Ainda que uma forma de macrocefalia possa relacionar-se ao retardo mental, em aproximadamente a metade dos casos o desenvolvimento mental é normal. A macrocefalia pode ser causada por um cérebro agranulado ou hidrocefalia. Pode ser associada a outros transtornos tais como o enanismo, a neurofibromatose e aesclerose tuberosa.

Tratamento 
Não existe probabilidade clínica de tratamento, pois não há medicamentos específicos. O tratamento clínico, portanto, restringe-se a cuidados com as sequelas que se associam à patologia principal. A opção cirúrgica de tratamento, é a colocação de válvula de derivação quando há hidrocefalia.
Apesar dos avanços na compreensão dos mecanismos patogénicos e fisiopatológicos das hidrocefalias e das melhorias dos materiais actualmente utilizados no tratamento, não se pode aceitar os resultados actualmente obtidos como definitivos. A incidência de complicações decorrentes destes tratamentos ainda é alta.
Os tratamentos alternativos não operatórios precisam de objectividade, de bases fisiopatológicas e de resultados clínicos satisfatórios 


Na microcefalia, a cabeça da criança tem o tamanho (correspondente à distância ao redor da parte superior da cabeça) significativamente abaixo da média, quando comparada a crianças da mesma idade e do mesmo sexo. Isso significa que a cabeça é o equivalente a 3 desvios-padrão menor do que a média, ou seja, tem menos do que 42 cm de circunferência no crescimento completo.

Considerações gerais
A microcefalia se deve, com frequência, à incapacidade de o cérebro crescer em velocidade normal. O crescimento do crânio (o qual se dá ao longo das linhas de sutura) é determinado pela expansão do cérebro, o que acontece durante o crescimento cerebral normal. Condições e doenças que afectem o crescimento do cérebro são responsáveis pela microcefalia. Muitas vezes, ela está associada a algum grau de retardo mental.
Em bebés, a microcefalia pode ocorrer após infecções que causem dano ao cérebro, como a meningite e a meningoencefalite.
   
Causas comuns:
Síndrome de Down
rubéola congênita
Toxoplasmose congênita
CMV congênito
Síndrome do miado do gato
Síndrome de Seckel
Síndrome de Rubinstein-Taybi
Trissomia do 13
Trissomia do 18
Síndrome Smith-Lemli-Opitz
Síndrome de Cornelia de Lange
Fenilcetonúria (PKU) materna não controlada
Envenenamento por metilmercúrio


Etiologia

A microcefalia pode ser congênita, adquirida ou desenvolver-se nos primeiros anos de vida. A microcefalia pode ser provocada pela exposição a substâncias nocivas durante o desenvolvimento fetal ou estar associada com problemas ou síndromes genéticos hereditários.

As teorias sugerem que os seguintes factores podem predispor o feto a sofrer os problemas que afectam o desenvolvimento normal da cabeça durante a gravidez:
Exposição a químicos ou substancias perigosas;
Exposição a radiações;
Falta de vitaminas e nutrientes adequados na alimentação;
Infecções;
Consumo de álcool ou de medicamentos receitados ou ilegais;
Diabetes materna;


Microencefalia é um transtorno caracterizado por umcérebro pequeno, isso pode ser causado por problemas na proliferação das células nervosas.
A microencefalia pode ser associado a problemas maternos tais como o alcoolismo, diabetes, ou sarampo. Em alguns casos, o factor genético desempenha um papel importante. Os recém-nascidos afectados geralmente possuem defeitos neurológicos e apresentem convulsões. É comum que apresentem também retardo mental e problemas de funções motoras que podem ocorrer durante o seu desenvolvimento.


   
   A plagiocefalia resulta da fusão unilateral prematura (a junta lateral) das suturas coronal ou lambdóide. A sutura lambdóide une ao osso ocipital (osso que une à cabeça com a coluna vertebral) com os ossos parietais do crânio. Pode ser o resultado de uma má formação cerebral, um ambiente intrauterino restritivo ou de uma tortícole(um espasmo ou rigidez dos músculos do pescoço). Esta deformação é produto de uma postura prolongada numa só posição, causada geralmente por uma tortícole posicional ou congênita . Produz orelhas desalinhdas, assimetria facial.



   A holoprosencefalia, denominada anteriormente como arinencefalia, consiste numa gama de defeitos ou malformações do cérebro e da cara. Existe malformações tão graves que são incompatíveis com a vida e com freqüência causam a morte intrauterina espontânea. No outro extremo do espectro estão os indivíduos com os defeitos faciais que podem afetar os olhos, o nariz e o lábio superior-e o desenvolvimento normal ou quase normal do cérebro. Podem ocorrer convulsões ou atraso mental. O mais grave dos defeitos (ou anomalias) faciais é a ciclopia, caracterizado pelo desenvolvimento de um só olho, que se localiza geralmente no área ocupada normalmente pela raiz do nariz, e a ausência do nariz. A etmocefalia consiste na ausência do nariz e microftalmia (tamanho anormalmente pequeno de um ou ambos olhos). A cebocefalia é outra anomalía facial caracterizada por um nariz pequeno e aplastada com um único orifício nasal situada embaixo de uns olhos e muito juntos. A anomalía facial menos grave é o lábio leporino, também chamado agenesia premaxilar.



   Causas

   Existem três classes de holoprosencefalia:
   - A holoprosencefalia alobar é o tipo mais grave, na qual o cérebro não consegue se separar e se associa geralmente a anomalias faciais severas.
   - A holoprosencefalia semilobar, na qual os hemisférios do cérebro têm uma leve tendência a se separar, constitui uma forma intermedia da doença.
   - A holoprosencefalia lobar, na qual existe uma evidência considerável de separação dos hemisférios do cérebro, é a forma menos grave. Em alguns casos de holoprosencefalia lobar, o cérebro do paciente pode ser quase normal.
   Holoprosencefaliaé caracterizado pela ausência do desenvolvimento do prosencéfalo (o lóbulo frontal do cérebro do embrião). A holoprosencefalia é causada pela falta de divisão do lóbulo frontal do cérebro do embrião para formar os hemisférios cerebrais bilaterais (as metades esquerda e direita do cérebro), causando defeitos no desenvolvimento da cara e na estrutura e o funcionamento do cérebro.
   Deve-se a causas cromossómicas (dos cromossomos). As anomalias cromossómicas, tais como o síndrome de Patau (trissomia 13) e o síndrome de Edwards (trissomia 18) podem se associar à holoprosencefalia. Os filhos de mães diabéticas têm um risco maior de padecer o trastorno.


   Tratamento

   Não existe tratamento para a holoprosencefalia. Para os meninos que sobrevivem, o tratamento é sintomático (isto é, alivia só os sintomas e não as causas do trastorno). É possível que uma melhora no monitoramento da gravidez de mães diabéticas possa ajudar a prevenir a holoprosencefalia.



   Hidrocefalia está associado ao aparecimento de Spina Bifida. Pode ser caracterizado, de forma genérica, pela acumulação de líquido cefalorraquidiano (LCR) no interior da cavidade craniana. O líquido cefalorraquidiano passa, no cérebro, de um ventrículo para o seguinte (existem, ao todo, quatro) através de canais relativamente estreitos, circulando depois na superfície do cérebro e sendo, finalmente, absorvido pela sistema sanguíneo. Existe ainda uma parte do líquido que circula ao longo da medula espinhal.
   Possíveis sinais de bloqueio agudo da derivação podem incluir vómitos, dores de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz e outros distúrbios visuais. Possíveis sinais de bloqueio crónico da derivação podem incluir fadiga, mal estar geral, problemas percepto-visuais, mudanças de humor e diminuição do rendimento escolar.

  
   Consequências
   Podem surgir dificuldades de aprendizagem associadas à hidrocefalia tais como problemas de concentração, raciocínio e de memória de curto prazo. A hidrocefalia pode ainda resultar em problemas mais subtis como problemas de coordenação e na capacidade de motivação e organização.
   Efeitos físicos como problemas de visão e puberdade precoce também podem ocorrer. Muitos  destes efeitos podem ser compensados através de estratégias de ensino ou tratamento adequado.
   O aparecimento de Spina Bifida que, como já se referiu, está normalmente associado ao aparecimento de Hidrocefalia.
   A  grande prematuridade dos bebés que, ao nascerem antes do tempo considerado normal, correm o risco de desenvolver esta patologia. 




   Na hidranencefalia os hemisférios cerebrais não estão presentes e são substituídos por sacos cheios de líquido cerebroespinhal.


    Diagnóstico
   Um bebé  com hidranencefalia pode parecer normal ao nascer. O tamanho da cabeça e os reflexos espontâneos do menino tais como aspirar, engolir, chorar e o movimento dos braços e as pernas podem parecer todos normais. No entanto, numas semanas depois o menino começa a sentir-se irritavel e mostra um aumento na tonicidade ou firmeza do músculo (hipertonia). Após vários meses de vida podem começar as convulsões e a hidrocefalia (acumulação excessiva de líquido no cérebro). Outros sintomas podem incluir problemas visuais, ausência de crescimento, surdez, cegueira, paralisia e retardo mental. Pode ser causado por problemas ou lesões vasculares, infecções ou transtornos traumáticos após a 12ª semana de gravidez. A transiluminação é uma prova na qual passa luz através dos tecidos do corpo e geralmente serve para confirmar o diagnóstico. Alguns meninos podem ter anormalidades adicionais no nascimento incluindo convulsões, mioclonias (movimentos involuntários rápidos e repentinos) e problemas respiratórios.


   Tratamento
   O tratamento é sintomático e de apoio. A esperança de vida para os meninos com hidranencefalia é mínima. A morte ocorre geralmente dantes do primeiro ano de idade. No entanto, em raros casos, podem sobreviver durante vários anos.

   
   A Acefalia é uma má formação do feto, em que este não possui, literalmente, cabeça. O feto acéfalo tem corpo mas carece de cabeça e de coração. Sem o irmão gémeo, este não sobrevive, pois a circulação do sangue do feto acéfalo é proporcionado pelo coração do irmão, ao qual está unido pelo pescoço, ficando, então, dependente do mesmo. De todas as más formações cefálicas congénitas, a acefalia é a menos comum.

   As más formações cefálicas congénitas são causadas pelo desenvolvimento anormal do sistema nervoso central ou por danos no mesmo. Estas não são causadas necessariamente por um único factor, podendo ser provocadas por condições hereditárias ou genéticas, ou ainda por exposições ambientais durante a gravidez, tais como medicamentos que a mãe tenha tomado, infecção maternal ou exposição a radiações. As más formações ocorrem, geralmente, devido a um problema que ocorre nas primeiras etapas do desenvolvimento do sistema nervoso fetal.

   Os danos sofridos pelo sistema nervoso em desenvolvimento podem afectar a mente e o corpo, com diferentes níveis de gravidade, que no caso da Acefalia é a falta de cabeça, tendo assim um elevado nível de gravidade. Muitas incapacidades são suficientemente leves e permitem que os pacientes afectados possam viver normalmente, o que não acontece na Acefalia.








Doenças convulsivas


Uma convulsão é a resposta a uma descarga eléctrica anormal no cérebro.
O termo crise convulsiva descreve várias experiências e manifestações do comportamento e não é o mesmo que convulsão, embora os termos se utilizem, às vezes, como sinónimos. Qualquer coisa que irrite o cérebro pode produzir uma convulsão. Dois terços das pessoas que experimentam uma convulsão nunca têm uma segunda. Um terço tem convulsões recorrentes (uma doença denominada epilepsia).
Precisamente, o que acontece durante uma convulsão dependerá de qual a parte do cérebro que foi afectada pela descarga eléctrica anormal. Essa descarga pode afectar uma pequena zona do cérebro e fazer com que a pessoa só sinta um odor ou sabor estranho, ou então pode incidir numa área ampla do cérebro e causar uma convulsão (contracções e espasmos dos músculos de todo o corpo). A pessoa pode também experimentar ataques breves de uma alteração da consciência, perder o conhecimento, o controlo muscular ou o controlo da bexiga urinária (incontinência urinária) e sofrer um estado de confusão. Geralmente, as convulsões são precedidas de auras (sensações estranhas de odores, sabores ou visões, ou um forte pressentimento de que a crise vai piorar). Por vezes, tratar-se-á de sensações agradáveis e, outras vezes, extremamente desagradáveis. Estas auras manifestam-se em 20 % das pessoas afectadas por epilepsia.
O ataque costuma durar de 2 a 5 minutos. Quando termina, a pessoa pode ter dores de cabeça, dores musculares, sensações estranhas, confusão e fadiga extrema (conhecido como estado pós-crítico). Habitualmente, a pessoa não se lembra do que aconteceu durante o episódio.

Causas de crises convulsivas
Febre altaGolpe de calor
Infecção
Infecções do cérebro
SIDA
Paludismo
Meningite
Raiva
Tétano
Sífilis
Toxoplasmose
Encefalite viral
Alterações do metabolismoHipoparatiroidismo
Valores elevados de açúcar ou de sódio no sangue
Valores reduzidos de açúcar, de cálcio, de magnésio ou de sódio no sangue
Insuficiência renal ou hepática
Fenilcetonúria
Oxigenação insuficiente do cérebroIntoxicação por monóxido de carbono
Irrigação sanguínea inadequada do cérebro
Asfixia parcial
Sufocação parcial
Icto
Destruição de tecido cerebralTumor cerebral
Traumatismo craniano
Hemorragia intracraniana
Icto
Outras doençasEclampsia
Encefalopatia hipertensiva
Lúpus eritematoso sistémico
Exposição a drogas ou a substancias tóxicasÁlcool em grandes quantidades
Anfetaminas
Cânfora
Cloroquina
Sobredose de cocaína
Chumbo
Pentilenotetrazol
Estricnina
Abstinência depois de uma utilização excessivaÁlcool
Medicamentos para dormir
Tranquilizantes
Reacções adversas a medicamentos de prescrição médicaCeftazidima
Clorpromazina
Imipenem
Indometacina
Meperidina
Fenitoína
Teofilina









quinta-feira, 16 de maio de 2013

14 ANOS

SAUDADES

Gustavo Lopes Cardoso,,
Hoje o céu está em festa comemorando seu aniversário!!! E esse anjo continua em nossos corações! Me lembrei de como sorria e sorri. Me lembrei de como falava e falei. Me lembrei de como olhava, e fechei os olhos...
Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.




MEU ANJO, QUE SUA FESTA NO CÉU SEJA LINDA...
SINTO SUA FALTA.
MAS AO MESMO TEMPO TE SINTO DENTRO DE MIM.
QUERIA TANTO TE ABRAÇAR E BEIJAR HOJE.
QUERIA VER SEU SORRISO, SEU JEITO ALEGRE DE SER.
MAS UM SER COM A ALMA TÃO ELEVADA, NÃO PODERIA FICAR NA TERRA POR MUITO TEMPO.
SEI QUE JESUS E MARIA ESTÃO CUIDANDO DE VOCÊ.
TE AMO GUGU.
PARABÉNS CELESTIAL E MUITAS FELICIDADES DIVINAS.


ESTAMOS DISTANTES, MAS UNIDOS PELO AMOR.
SEU ANIVERSÁRIO VAI SER SEMPRE UMA DATA MUITO ESPECIAL.
TENHO DE AGRADECER A DEUS DE TER ME DADO A OPORTUNIDADE DE COMEMORAR 12 ANOS COM VOCÊ.
HOJE VOCÊ COMPLETA 14 ANOS.
MAS SEU ANIVERSÁRIO AGORA É CELESTIAL.
SEMPRE COMEMORAMOS DA MANEIRA QUE VOCE DESEJAVA.
BOLO, AMIGOS.
HOJE EU NÃO TENHO VOCÊ AQUI PARA ABRAÇAR E DESEJAR FELIZ ANIVERSÁRIO.
MAS PEÇO A MARIA QUE ABRAÇE, BEIJE E CUIDE MUITO BEM DE VOCÊ.
NÃO SEI O QUE FAZER NEM O QUE DIZER, "VOCÊ FAZ MUITA FALTA".
MUITAS FELICIDADES MEU ANJO, HERÓI.
NÓS TE AMAMOS.
Fabiana Lopes E. Donato Cardoso








quinta-feira, 2 de maio de 2013

Epilepsia


Sintomas de Epilepsia

As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:
A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como "ataque epiléptico". Nesse tipo de crise a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar.
A crise do tipo "ausência" é conhecida como "desligamentos". A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, muitas vezes não é percebida pelos familiares e/ou professores.
Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoas estivesse "alerta" mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida. Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é chamada de crise parcial complexa.
Existem outros tipos de crises que podem provocar quedas ao solo sem nenhum movimento ou contrações ou, então, ter percepções visuais ou auditivas estranhas ou, ainda, alterações transitórias da memória

Tratamento de Epilepsia

O tratamento das epilepsias é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas. Acredita-se que pelo menos 25% dos pacientes com epilepsia no Brasil são portadores em estágios mais graves, ou seja, com necessidade do uso de medicamentos por toda a vida, sendo as crises frequentemente incontroláveis e então candidatos a intervenção cirúrgica. No Brasil já existem centros de tratamento cirúrgico aprovados pelo Ministério da Saúde.

Como proceder durante as crises:

  • coloque a pessoa deitada de costas, em lugar confortável, retirando de perto objetos com que ela possa se machucar, como pulseiras, relógios, óculos
  • introduza um pedaço de pano ou um lenço entre os dentes para evitar mordidas na língua
  • levante o queixo para facilitar a passagem de ar
  • afrouxe as roupas
  • caso a pessoa esteja babando, mantenha-a deitada com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva
  • quando a crise passar, deixe a pessoa descansar
  • verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão
  • nunca segure a pessoa (deixe-a debater-se)
  • não dê tapas
  • não jogue água sobre ela.

Causas

A causa pode ser uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose ("ovos de solitária" no cérebro), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas etc. Às vezes, algo que ocorreu antes ou durante o parto. Muitas vezes não é possível conhecer as causas que deram origem à epilepsia.




15 dicas para lidar melhor com a epilepsia

Distúrbio neurológico afeta metade das crianças com menos de cinco anos



A 
epilepsia é um dos transtornos crônicos mais importantes da infância, bem como uma das causas mais comuns de distúrbio neurológico nesta faixa etária, onde cerca de 50% das crianças apresentam essa esse problema antes dos cinco anos e 75%, antes dos vinte. A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral que ocorre quando uma parte do cérebro passa a emitir sinais incorretos durante alguns segundos ou minutos, sem ter sido causado por febre, drogas ou outras doenças.

São muitos os tipos de crise, bem como os sintomas, que podem variar de acordo com o local atingido no sistema nervoso central. Se a alteração ficar restrita a um hemisfério, a crise será chamada de crise parcial e se a lesão afetar os dois hemisférios cerebrais teremos o que chamamos de crise generalizada. Geralmente a causa é desconhecida, mas pode ocorrer por ferimentos na cabeça, trauma de parto, uso abusivo de álcool e ou drogas e outras doenças. 
A epilepsia é uma doença neurológica crônica, comum, e tem tratamento bastante eficaz na grande maioria das vezes. A maior parte das pessoas que tem o problema leva a vida normalmente e com sucesso em todas as áreas. O diagnóstico correto deve ser implementado o quanto antes para que o tratamento adequado seja logo realizado. Recomendações importantes são as de não ingerir bebidas alcoólicas, não passar noites em claro, ter uma dieta balanceada e evitar o stress excessivo.

A divulgação da doença é muito importante, principalmente porque grande parte da população ignora o problema ou porque têm crenças distorcidas e não verdadeiras sobre a questão. Assim, não raro ouvimos pessoas dizerem que a epilepsia é uma doença contagiosa e que seus portadores, além de não são normais nunca serão bem sucedidos na vida, o que não é verdade.  
A epilepsia é a causa mais comum de distúrbio neurológico na infância.Cerca de 50% das crianças apresentam essa esse problema antes dos cinco anos
Infelizmente, o impacto social e psicológico da epilepsia ainda é grande, chegando ao ponto de ser, muitas vezes, mais limitante do que a própria doença. Isso porque a epilepsia rompe a sensação de controle e competência, essenciais para o desenvolvimento saudável da personalidade da pessoa, em decorrência da característica paroxística, imprevisível e de completa subjugação do indivíduo pelo evento epiléptico. Basta apenas um único episódio para que a família viva um estado angustiante, à espera de uma nova crise. 
Trabalhos assistenciais de atenção, apoio e acolhimento aos cuidadores principais de crianças e adolescentes com epilepsia é de toda importância, uma vez que existe uma relação "de mão-dupla", no dia-a-dia dos pais de uma criança com epilepsia. Vários estudos, inclusive no Brasil, mostram o aument o da incidência de problemas emocionais e psiquiátricos, especialmente nas mães de crianças com epilepsia. A reorganização de papéis dentro da dinâmica familiar é de toda importância para o manejo saudável do problema.

Portanto, conscientizar a população nesse sentido é essencial para a redução do impacto negativo de atitudes discriminatórias sobre a epilepsia e seus mitos. Promover maior participação social e laboral através da divulgação de informações corretas e cientificamente comprovadas junto às entidades competentes e para a população, são objetivos primordiais a serem alcançados, para que essa parte da sociedade tenha uma vida com mais qualildade. 

15 dicas para você entender e lidar melhor com a epilepsia.

1. A epilepsia não é uma doença mágica e nem sagrada e muito menos demoníaca. Ela é uma doença neurológica comum.
2. A epilepsia não é uma doença contagiosa. Ela é apenas o produto de descargas anormais de células nervosas no nosso cérebro.
3. A epilepsia é universal. Ela acomete pessoas de qualquer faixa etária e de todos os países.
4. Sua prevalência pode variar conforme as regiões do mundo. Ocorre com maior freqüência nos países em desenvolvimento,como é o caso do nosso país (2%), devido à desnutrição, pouco conhecimento, enfermidades infecciosas e à insuficiente atenção médica. Nos países mais desenvolvidos a incidência é de aproximadamente 1%.
5. A epilepsia é vista como uma catástrofe. Vai morrer? É nossa culpa? vai ficar retardado? Nada disso! A epilepsia é uma condição que tem tratamento e que na maior parte das vezes é benigna.
6. Pessoas com epilepsia nunca vão vencer na vida: mentira! Muitos são bem sucedidos na vida.
7. Os pais costumam ver a epilepsia com vergonha, frustração, desesperança. Errado! Os pais precisam tratar a criança corretamente e incentivá-la a viver como uma criança normal, que se trata de uma enfermidade que possui, como qualquer um de nós.
8. Pessoas com epilepsia nunca vão vencer na vida. Mentira! Muitos são os portadores sucedidos na vida.
9. Os pais costumam ver a epilepsia com vergonha, frustração, desesperança. Errado! Os pais precisam tratar a criança corretamente e incentivá-la a viver como uma criança normal, que se trata de uma enfermidade que possui.
10. Muitas vezes a epilepsia começa a ser estigmatizada dentro de casa! Muitas vezes, a criança vê a sua condição como estigmatizante como resultado da influência dos pais.
11. A pessoa com epilepsia é uma pessoa normal. Ela precisa seguir as instruções do médico, como qualquer um de nós.
12. A epilepsia não gera desadaptação social por si só. a superproteção dos pais em relação à criança pode levar a alterações de comportamento e personalidade, tornando a criança, frequentemente, socialmente isolada, dependente e insegura. 
13. Na grande maioria dos casos bem conduzidos, a epilepsia não leva a problemas escolares. Com diagnóstico e tratamento adequados, aproximadamente 80-90% de crianças terão suas crises controladas com um mínimo de efeitos indesejados. Isso lhe permitirá acesso a uma vida normal.
14. Vários esportes são permitidos, como por ex.: jogar vôlei, futebol, fazer ginástica, corrida, tênis, etc. A natação, somente com supervisão cuidadosa.
15. Importante: seguir o tratamento regularmente, não deixar de tomar a medicação porque tem festa e quer beber álcool, não misturar medicação, evitar soluções mágicas como a substituição do tratamento por práticas religiosas



Estímulos cerebrais podem tratar epilepsia

Estimulação cerebral profunda é indicada para quem não responde bem à terapia


A estimulação cerebral profunda poderá ser uma alternativa de tratamento para adultos que sofrem crises constantes. Nos Estados Unidos, a FDA (Food And Drugs Administration), órgão de regulamentação, recomendou a aprovação do método, com base em resultados de estudos anteriores. 



O último desses estudos, feito na Universidade de Stanford teve duração de dois anos e mostrou que a estimulação cerebral profunda, por meio de impulsos elétricos realizados por eletrodos colocados no cérebro, reduz a frequência de crises de epilepsia e pode ser alternativa para quem não responde a terapias normais. 
O estudo, publicado na revista Epilepsia, avaliou a segurança e a eficácia da estimulação elétrica em 110 adultos que tinham crises epilépticas constantes e não respondiam ao tratamento com remédios.

 Na primeira fase, que durou três meses, os pesquisadores implantaram eletrodos em todos os participantes, mas apenas metade recebeu estimulação eletrônica. Os resultados mostraram que aqueles que receberam a estimulação cerebral profunda tiveram uma redução de 40% nas crises epiléticas.

O outro grupo foi tratado com remédios básicos e apresentou redução de apenas 15% nas crises. Passados os três meses, o grupo de pessoas que tinha se submetido ao tratamento simples com remédio, passou também a receber estímulos por eletrodos.

A avaliação foi refeita após dois anos e mostrou que 54% dos participantes, dos dois grupos, tiveram uma redução na frequência de seus ataques epilépticos. Além disso, as crises não se manifestaram mais em 13% dos pacientes, o que comprovou eficiência no tratamento. 

Entenda a epilepsia

A epilepsia é uma desordem neurológica que provoca crises recorrentes e pode causar perda temporária da consciência, convulsões e manifestações sensitivas e sensoriais.

 O tratamento padrão é feito a base de remédios anti-epilépticos, porém, não funcionam de forma eficaz em até um terço das pessoas que sofrem desse problema.

A estimulação elétrica profunda promete ser uma terapia promissora para a epilepsia. Entretanto, cientistas afirmam ser necessário ainda outros tipos de estudo para determinar ao certo em quais casos, a estimulação será recomendada. 



 
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