segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
VÍDEO EXPLICATIVO SOBRE HIDROCEFALIA
ESTE VÍDEO EU ENCONTREI NA NET.
ELE EXPLICA MUITO CLARAMENTE O QUE É A HIDROCEFALIA.
VALE A PENA ASSISTIR, PARA SABERMOS COMO FUNCIONA A HIDOCEFALIA EM NOSSOS FILHOS.
FABIANA
sábado, 15 de janeiro de 2011
GUSTAVO ESCREVENDO SEU PRIMEIRO TEXTO, NO COMPUTADOR COMO SEMPRE.
PRIMEIRO TEXTO QUE O GUSTAVO ESCREVEU DE SUA LIVRE ESPONTANEA VONTADE, SAIU TUDO DE SUA MENTE CRIATIVA E DESSA IMAGEM
O que seria do mudo se o animais? Que se o gato se não o ratos?
O que se ria uso se o peixes?
O que se ria osa se a vacas?
O que se do tobarâo sei os peixes?
O que se dos peixe sei as micas?
O que se da fomiga sei osdose?
O que seia sapo sei as fomia?
O que seia dacobra sei avaca?
O que O seia do esselo se asnozes?
Mefie o que seria do modo se os animasi
GUSTAVOLOPESCARDOSO
PRIMEIRO TEXTO QUE O GUSTAVO ESCREVEU DE SUA LIVRE ESPONTANEA VONTADE, SAIU TUDO DE SUA MENTE. ESSE FOI CORRIGIDO POR MIM DE ACORDO COM O GUSTAVO.
O que seria do mundo sem os animais?
Que seria do gato se não sem os ratos?
O que seria do urso se não sem os peixes?
O que seria onça sem as vacas?
O que se do tubarão sem os peixes?
O que seria dos peixes seria sem as minhocas?
O que seria da formiga sem os doce?
O que seria do sapo sem as mosca?
O que seria da cobra sem o sapo?
O que seria do esquilo sem as nozes?
Enfim o que seria do mundo sem os animais?
GUSTAVO LOPES CARDOSO.
15/01/2011
O que seria do mudo se o animais? Que se o gato se não o ratos?
O que se ria uso se o peixes?
O que se ria osa se a vacas?
O que se do tobarâo sei os peixes?
O que se dos peixe sei as micas?
O que se da fomiga sei osdose?
O que seia sapo sei as fomia?
O que seia dacobra sei avaca?
O que O seia do esselo se asnozes?
Mefie o que seria do modo se os animasi
GUSTAVOLOPESCARDOSO
PRIMEIRO TEXTO QUE O GUSTAVO ESCREVEU DE SUA LIVRE ESPONTANEA VONTADE, SAIU TUDO DE SUA MENTE. ESSE FOI CORRIGIDO POR MIM DE ACORDO COM O GUSTAVO.
O que seria do mundo sem os animais?
Que seria do gato se não sem os ratos?
O que seria do urso se não sem os peixes?
O que seria onça sem as vacas?
O que se do tubarão sem os peixes?
O que seria dos peixes seria sem as minhocas?
O que seria da formiga sem os doce?
O que seria do sapo sem as mosca?
O que seria da cobra sem o sapo?
O que seria do esquilo sem as nozes?
Enfim o que seria do mundo sem os animais?
GUSTAVO LOPES CARDOSO.
15/01/2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Concessão de órteses e próteses
O QUE É:
SERVIÇO DE CONCESSÃO DE ÓRTESES (APARELHOS QUE COMPLEMENTAM A FUNÇÃO PERDIDA COM A DEFICIÊNCIA) E PRÓTESES (QUE SUBSTITUEM ARTIFICIALMENTE O MEMBRO PERDIDO) PARA PRESTAR TRATAMENTO DE REABILITAÇÃO.
COMO FUNCIONA:
O SERVIÇO É REALIZADO PELA UNIDADE PÚBLICA DE SAÚDE OU CONVENIADA. ASSIM, CABE AO GESTOR ESTADUAL E MUNICIPAL DEFINIR CRITÉRIOS E ESTABELECER FLUXOS PARA A CONCESSÃO OBJETIVANDO AS NECESSIDADES DO USUÁRIO.
DIREITO ASSEGURADO:
A SAÚDE, PROTEÇÃO E GARANTIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA ESTÁ PREVISTA PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, QUE, NO ARTIGO 23, GARANTE SER DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS, COMO ABAIXO TRANSCRITO:
“ART. 23. É COMPETÊNCIA COMUM DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS:
II - CUIDAR DA SAÚDE E ASSISTÊNCIA PÚBLICA, DA PROTEÇÃO E GARANTIA DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA”
SEGUNDO O CENSO 2000, REALIZADO PELO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICO (IBGE), HOJE O BRASIL TEM 24,5 MILHÕES DE PESSOAS PORTADORAS DE ALGUM TIPO DE DEFICIÊNCIA. DESSE TOTAL, 6,5 MILHÕES POSSUEM DEFICIÊNCIA FÍSICA OU MOTORA, COMO AMPUTAÇÕES, LESÕES MEDULARES E PARALISIA CEREBRAL INFANTIL, ENTRE OUTRAS.
ENTRE OS INÚMEROS FATORES CAUSADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA, DESTACAM-SE OS ACIDENTES DE TRÂNSITO E A VIOLÊNCIA URBANA, QUE ATINGEM, SOBRETUDO, JOVENS E ADULTOS EM IDADE PRODUTIVA. AS DOENÇAS METABÓLICAS, COMO O DIABETES, TAMBÉM PODEM LEVAR À INCAPACIDADES E, MUITAS VEZES, À INVALIDEZ. ENTRE AS DEFICIÊNCIAS MOTORAS ADQUIRIDAS, A DE MAIOR PREVALÊNCIA EM JOVENS E ADULTOS É A AMPUTAÇÃO.
PARA OBTER O BENEFÍCIO:
A COORDENAÇÃO, SUPERVISÃO, CONTROLE, AVALIAÇÃO E AQUISIÇÃO DO BENEFÍCIO SERÃO DE RESPONSABILIDADE DAS SECRETARIAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DE SAÚDE.
PARA OBTER O CONTATO DOS COORDENADORES OU RESPONSÁVEIS PELO PROGRAMA DE ATENÇÃO À SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, CLIQUE AQUI.
FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE -WWW.SAUDE.GOV.BR
TELEFONE PARA INFORMAÇÕES: (61) 315-2425
SERVIÇO DE CONCESSÃO DE ÓRTESES (APARELHOS QUE COMPLEMENTAM A FUNÇÃO PERDIDA COM A DEFICIÊNCIA) E PRÓTESES (QUE SUBSTITUEM ARTIFICIALMENTE O MEMBRO PERDIDO) PARA PRESTAR TRATAMENTO DE REABILITAÇÃO.
COMO FUNCIONA:
O SERVIÇO É REALIZADO PELA UNIDADE PÚBLICA DE SAÚDE OU CONVENIADA. ASSIM, CABE AO GESTOR ESTADUAL E MUNICIPAL DEFINIR CRITÉRIOS E ESTABELECER FLUXOS PARA A CONCESSÃO OBJETIVANDO AS NECESSIDADES DO USUÁRIO.
DIREITO ASSEGURADO:
A SAÚDE, PROTEÇÃO E GARANTIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA ESTÁ PREVISTA PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, QUE, NO ARTIGO 23, GARANTE SER DE COMPETÊNCIA DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS, COMO ABAIXO TRANSCRITO:
“ART. 23. É COMPETÊNCIA COMUM DA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS:
II - CUIDAR DA SAÚDE E ASSISTÊNCIA PÚBLICA, DA PROTEÇÃO E GARANTIA DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA”
SEGUNDO O CENSO 2000, REALIZADO PELO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICO (IBGE), HOJE O BRASIL TEM 24,5 MILHÕES DE PESSOAS PORTADORAS DE ALGUM TIPO DE DEFICIÊNCIA. DESSE TOTAL, 6,5 MILHÕES POSSUEM DEFICIÊNCIA FÍSICA OU MOTORA, COMO AMPUTAÇÕES, LESÕES MEDULARES E PARALISIA CEREBRAL INFANTIL, ENTRE OUTRAS.
ENTRE OS INÚMEROS FATORES CAUSADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA, DESTACAM-SE OS ACIDENTES DE TRÂNSITO E A VIOLÊNCIA URBANA, QUE ATINGEM, SOBRETUDO, JOVENS E ADULTOS EM IDADE PRODUTIVA. AS DOENÇAS METABÓLICAS, COMO O DIABETES, TAMBÉM PODEM LEVAR À INCAPACIDADES E, MUITAS VEZES, À INVALIDEZ. ENTRE AS DEFICIÊNCIAS MOTORAS ADQUIRIDAS, A DE MAIOR PREVALÊNCIA EM JOVENS E ADULTOS É A AMPUTAÇÃO.
PARA OBTER O BENEFÍCIO:
A COORDENAÇÃO, SUPERVISÃO, CONTROLE, AVALIAÇÃO E AQUISIÇÃO DO BENEFÍCIO SERÃO DE RESPONSABILIDADE DAS SECRETARIAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DE SAÚDE.
PARA OBTER O CONTATO DOS COORDENADORES OU RESPONSÁVEIS PELO PROGRAMA DE ATENÇÃO À SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, CLIQUE AQUI.
FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE -WWW.SAUDE.GOV.BR
TELEFONE PARA INFORMAÇÕES: (61) 315-2425
LEI ESTENDE BENEFÍCIO A FILHO DEFICIENTE
LEI Nº 10.050, DE 14 DE NOVEMBRO DE 2000
ALTERA O ART. 1.611 DA LEI Nº 3.071, DE 1º DE JANEIRO DE 1916 CÓDIGO CIVIL, ESTENDENDO O BENEFÍCIO DO § 2º AO FILHO NECESSITADO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FAÇO SABER QUE O CONGRESSO NACIONAL DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
ART. 1º O ART. 1.611 DA LEI Nº 3.071, DE 1º DE JANEIRO DE 1916 CÓDIGO CIVIL, PASSA A VIGORAR ACRESCIDO DO SEGUINTE § 3º :
"ART. 1.611. .............................................................................................
§ 3º NA FALTA DO PAI OU DA MÃE, ESTENDE-SE O BENEFÍCIO PREVISTO NO § 2º AO FILHO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA QUE O IMPOSSIBILITE PARA O TRABALHO."
ART. 2º ESTA LEI ENTRA EM VIGOR NA DATA DE SUA PUBLICAÇÃO. BRASÍLIA, 14 DE NOVEMBRO DE 2000; 179º DA INDEPENDÊNCIA E 112º DA REPÚBLICA.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
JOSÉ GREGORI
CAPÍTULO DO CÓDIGO CIVIL A QUE SE REFERE A LEI ACIMA
TÍTULO II
DA SUCESSÃO LEGÍTIMA
CAPÍTULO I
DA ORDEM DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA
ART. 1.603. A SUCESSÃO LEGÍTIMA DEFERE-SE NA ORDEM SEGUINTE:
I - AOS DESCENDENTES;
II - AOS ASCENDENTES;
III - AO CÔNJUGE SOBREVIVENTE;
IV - AOS COLATERAIS;
V - AOS MUNICÍPIOS, AO DISTRITO FEDERAL OU À UNIÃO. (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 8.049, DE 20.6.1990)
ART. 1.604. NA LINHA DESCENDENTE, OS FILHOS SUCEDEM POR CABEÇA, E OS OUTROS DESCENDENTES, POR CABEÇA OU POR ESTIRPE, CONFORME SE ACHEM, OU NÃO, NO MESMO GRAU.
ART. 1.605. PARA OS EFEITOS DA SUCESSÃO, AOS FILHOS LEGÍTIMOS SE EQUIPARAM OS LEGITIMADOS, OS NATURAIS RECONHECIDOS E OS ADOTIVOS.
§ 1º REVOGADO PELA LEI N° 6.515, DE 26.12.1977:
TEXTO ORIGINAL: HAVENDO FILHO LEGÍTIMO OU LEGITIMADO, SÓ A METADE DO QUE A ESTE COUBER EM HERANÇA TERÁ DIREITO O FILHO NATURAL RECONHECIDO NA CONSTÂNCIA DO CASAMENTO (ART. 358).
§ 2º AO FILHO ADOTIVO, SE CONCORRER COM LEGÍTIMOS, SUPERVENIENTES À ADOÇÃO (ART. 368), TOCARÁ SOMENTE METADE DA HERANÇA CABÍVEL A CADA UM DESTES.
ART. 1.606. NÃO HAVENDO HERDEIROS DA CLASSE DOS DESCENDENTES, SÃO CHAMADOS À SUCESSÃO OS ASCENDENTES.
ART. 1.607. NA CLASSE DOS ASCENDENTES, O GRAU MAIS PRÓXIMO EXCLUI O MAIS REMOTO, SEM DISTINÇÃO DE LINHAS.
ART. 1.608. HAVENDO IGUALDADE EM GRAU E DIVERSIDADE EM LINHA, A HERANÇA PARTIR-SE-Á ENTRE AS DUAS LINHAS MEIO PELO MEIO.
ART. 1.609. FALECENDO SEM DESCENDÊNCIA O FILHO ADOTIVO, SE LHE SOBREVIVEREM OS PAIS E O ADOTANTE, ÀQUELES TOCARÁ POR INTEIRO A HERANÇA.
PARÁGRAFO ÚNICO. EM FALTA DOS PAIS, EMBORA HAJA OUTROS ASCENDENTES, DEVOLVE-SE A HERANÇA AO ADOTANTE.
ART. 1.610. QUANDO O DESCENDENTE ILEGÍTIMO TIVER DIREITO À SUCESSÃO DO ASCENDENTE, HAVERÁ DIREITO O ASCENDENTE ILEGÍTIMO À SUCESSÃO DO DESCENDENTE.
ART. 1.611. Á FALTA DE DESCENDENTES OU ASCENDENTES SERÁ DEFERIDA A SUCESSÃO AO CÔNJUGE SOBREVIVENTE, SE, AO TEMPO DA MORTE DO OUTRO, NÃO ESTAVA DISSOLVIDA A SOCIEDADE CONJUGAL. (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 6.515, DE 26.12.1977)
§ 1º O CÔNJUGE VIÚVO, SE O REGIME DE BENS DO CASAMENTO NÃO ERA O DA COMUNHÃO UNIVERSAL, TERÁ DIREITO, ENQUANTO DURAR A VIUVEZ, AO USUFRUTO DA QUARTA PARTE DOS BENS DO CÔNJUGE FALECIDO, SE HOUVER FILHOS, DESTE OU DO CASAL, E À METADE, SE NÃO HOUVER FILHOS EMBORA SOBREVIVAM ASCENDENTES DO DE CUJUS. (PARÁGRAFO ACRESCENTADO PELA LEI Nº 4.121, DE 27.8.1962)
§ 2º AO CÔNJUGE SOBREVIVENTE, CASADO SOB REGIME DE COMUNHÃO UNIVERSAL, ENQUANTO VIVER E PERMANECER VIÚVO, SERÁ ASSEGURADO, SEM PREJUÍZO DA PARTICIPAÇÃO QUE LHE CAIBA NA HERANÇA, O DIREITO REAL DE HABITAÇÃO RELATIVAMENTE AO IMÓVEL DESTINADO À RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA, DESDE QUE SEJA O ÚNICO BEM DAQUELA NATUREZA A INVENTARIAR. (PARÁGRAFO ACRESCENTADO PELA LEI Nº 4.121, DE 27.8.1962)
§ 3º NA FALTA DO PAI OU DA MÃE, ESTENDE-SE O BENEFÍCIO PREVISTO NO § 2º AO FILHO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA QUE O IMPOSSIBILITE PARA O TRABALHO. (PARÁGRAFO ACRESCENTADO PELA LEI Nº 10.050, DE 14.11.2000)
ALTERA O ART. 1.611 DA LEI Nº 3.071, DE 1º DE JANEIRO DE 1916 CÓDIGO CIVIL, ESTENDENDO O BENEFÍCIO DO § 2º AO FILHO NECESSITADO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FAÇO SABER QUE O CONGRESSO NACIONAL DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
ART. 1º O ART. 1.611 DA LEI Nº 3.071, DE 1º DE JANEIRO DE 1916 CÓDIGO CIVIL, PASSA A VIGORAR ACRESCIDO DO SEGUINTE § 3º :
"ART. 1.611. .............................................................................................
§ 3º NA FALTA DO PAI OU DA MÃE, ESTENDE-SE O BENEFÍCIO PREVISTO NO § 2º AO FILHO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA QUE O IMPOSSIBILITE PARA O TRABALHO."
ART. 2º ESTA LEI ENTRA EM VIGOR NA DATA DE SUA PUBLICAÇÃO. BRASÍLIA, 14 DE NOVEMBRO DE 2000; 179º DA INDEPENDÊNCIA E 112º DA REPÚBLICA.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
JOSÉ GREGORI
CAPÍTULO DO CÓDIGO CIVIL A QUE SE REFERE A LEI ACIMA
TÍTULO II
DA SUCESSÃO LEGÍTIMA
CAPÍTULO I
DA ORDEM DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA
ART. 1.603. A SUCESSÃO LEGÍTIMA DEFERE-SE NA ORDEM SEGUINTE:
I - AOS DESCENDENTES;
II - AOS ASCENDENTES;
III - AO CÔNJUGE SOBREVIVENTE;
IV - AOS COLATERAIS;
V - AOS MUNICÍPIOS, AO DISTRITO FEDERAL OU À UNIÃO. (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 8.049, DE 20.6.1990)
ART. 1.604. NA LINHA DESCENDENTE, OS FILHOS SUCEDEM POR CABEÇA, E OS OUTROS DESCENDENTES, POR CABEÇA OU POR ESTIRPE, CONFORME SE ACHEM, OU NÃO, NO MESMO GRAU.
ART. 1.605. PARA OS EFEITOS DA SUCESSÃO, AOS FILHOS LEGÍTIMOS SE EQUIPARAM OS LEGITIMADOS, OS NATURAIS RECONHECIDOS E OS ADOTIVOS.
§ 1º REVOGADO PELA LEI N° 6.515, DE 26.12.1977:
TEXTO ORIGINAL: HAVENDO FILHO LEGÍTIMO OU LEGITIMADO, SÓ A METADE DO QUE A ESTE COUBER EM HERANÇA TERÁ DIREITO O FILHO NATURAL RECONHECIDO NA CONSTÂNCIA DO CASAMENTO (ART. 358).
§ 2º AO FILHO ADOTIVO, SE CONCORRER COM LEGÍTIMOS, SUPERVENIENTES À ADOÇÃO (ART. 368), TOCARÁ SOMENTE METADE DA HERANÇA CABÍVEL A CADA UM DESTES.
ART. 1.606. NÃO HAVENDO HERDEIROS DA CLASSE DOS DESCENDENTES, SÃO CHAMADOS À SUCESSÃO OS ASCENDENTES.
ART. 1.607. NA CLASSE DOS ASCENDENTES, O GRAU MAIS PRÓXIMO EXCLUI O MAIS REMOTO, SEM DISTINÇÃO DE LINHAS.
ART. 1.608. HAVENDO IGUALDADE EM GRAU E DIVERSIDADE EM LINHA, A HERANÇA PARTIR-SE-Á ENTRE AS DUAS LINHAS MEIO PELO MEIO.
ART. 1.609. FALECENDO SEM DESCENDÊNCIA O FILHO ADOTIVO, SE LHE SOBREVIVEREM OS PAIS E O ADOTANTE, ÀQUELES TOCARÁ POR INTEIRO A HERANÇA.
PARÁGRAFO ÚNICO. EM FALTA DOS PAIS, EMBORA HAJA OUTROS ASCENDENTES, DEVOLVE-SE A HERANÇA AO ADOTANTE.
ART. 1.610. QUANDO O DESCENDENTE ILEGÍTIMO TIVER DIREITO À SUCESSÃO DO ASCENDENTE, HAVERÁ DIREITO O ASCENDENTE ILEGÍTIMO À SUCESSÃO DO DESCENDENTE.
ART. 1.611. Á FALTA DE DESCENDENTES OU ASCENDENTES SERÁ DEFERIDA A SUCESSÃO AO CÔNJUGE SOBREVIVENTE, SE, AO TEMPO DA MORTE DO OUTRO, NÃO ESTAVA DISSOLVIDA A SOCIEDADE CONJUGAL. (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 6.515, DE 26.12.1977)
§ 1º O CÔNJUGE VIÚVO, SE O REGIME DE BENS DO CASAMENTO NÃO ERA O DA COMUNHÃO UNIVERSAL, TERÁ DIREITO, ENQUANTO DURAR A VIUVEZ, AO USUFRUTO DA QUARTA PARTE DOS BENS DO CÔNJUGE FALECIDO, SE HOUVER FILHOS, DESTE OU DO CASAL, E À METADE, SE NÃO HOUVER FILHOS EMBORA SOBREVIVAM ASCENDENTES DO DE CUJUS. (PARÁGRAFO ACRESCENTADO PELA LEI Nº 4.121, DE 27.8.1962)
§ 2º AO CÔNJUGE SOBREVIVENTE, CASADO SOB REGIME DE COMUNHÃO UNIVERSAL, ENQUANTO VIVER E PERMANECER VIÚVO, SERÁ ASSEGURADO, SEM PREJUÍZO DA PARTICIPAÇÃO QUE LHE CAIBA NA HERANÇA, O DIREITO REAL DE HABITAÇÃO RELATIVAMENTE AO IMÓVEL DESTINADO À RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA, DESDE QUE SEJA O ÚNICO BEM DAQUELA NATUREZA A INVENTARIAR. (PARÁGRAFO ACRESCENTADO PELA LEI Nº 4.121, DE 27.8.1962)
§ 3º NA FALTA DO PAI OU DA MÃE, ESTENDE-SE O BENEFÍCIO PREVISTO NO § 2º AO FILHO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA QUE O IMPOSSIBILITE PARA O TRABALHO. (PARÁGRAFO ACRESCENTADO PELA LEI Nº 10.050, DE 14.11.2000)
domingo, 19 de dezembro de 2010
CURIOSIDADES - CONHEÇA A VÁLVULA DE DRENAGEM DO LIQUOR
Em 2008 passei por várias cirurgias e meu organismo rejeitava a válvula. Por mais que o médico explicasse meu pai queria conhecer a válvula.
Pesquisou na internet, mas ele queria ver de perto, como todo mineiro por a mão.
O meu médico Dr. Pedro Couri em uma das trocas de válvula, retirou e deu para o meu pai.
Ficou satisfeito em conhecer, mas não mudou nada, pois, continuei tendo que usá-la e com a graça de Deus hoje ela está funcionado perfeitamente no meu corpo.
ESTA É A FOTO DA VÁLVULA OU DERIVAÇÃO DE SHUNT
É INCRIVEL COMO ESSA MANGUEIRINHA PODE SALVAR VIDAS. TEMOS MUITO QUE AGRADECER AO INVENTOR DELA.
Para a minha mãe o que conta é se a válvula está funcionado ou não. Como agradecimento ao bom funcionamento ela colocou a válvula nos pés de Nossa Senhora Aparecida, agradeceu e pediu o seu bom funcionamento, pois disso depende a minha vida e meu bem estar.
Postei a foto para matar a curiosidade de muita gente.
Espero nunca mais precisar trocar a minha. Peço a cada um que passar por essa página, que faça uma oração por mim.
Gustavo Lopes Cardoso
Pesquisou na internet, mas ele queria ver de perto, como todo mineiro por a mão.
O meu médico Dr. Pedro Couri em uma das trocas de válvula, retirou e deu para o meu pai.
Ficou satisfeito em conhecer, mas não mudou nada, pois, continuei tendo que usá-la e com a graça de Deus hoje ela está funcionado perfeitamente no meu corpo.
ESTA É A FOTO DA VÁLVULA OU DERIVAÇÃO DE SHUNT
ELA SAI DA CABEÇA E VAI ATÉ O PERITÔNIO.
É INCRIVEL COMO ESSA MANGUEIRINHA PODE SALVAR VIDAS. TEMOS MUITO QUE AGRADECER AO INVENTOR DELA.
Para a minha mãe o que conta é se a válvula está funcionado ou não. Como agradecimento ao bom funcionamento ela colocou a válvula nos pés de Nossa Senhora Aparecida, agradeceu e pediu o seu bom funcionamento, pois disso depende a minha vida e meu bem estar.
Postei a foto para matar a curiosidade de muita gente.
Espero nunca mais precisar trocar a minha. Peço a cada um que passar por essa página, que faça uma oração por mim.
Gustavo Lopes Cardoso
domingo, 17 de outubro de 2010
CONTROLANDO A INCONTINENCIA
Lidar com a incontinência
A maior parte das pessoas com Spina Bífida têm vários graus do que é conhecido como bexiga e intestinos neuropáticos- quando a lesão dos nervos interfere com o funcionamento normal da bexiga e intestinos. A prioridade ao cuidar a bexiga neuropática é preservar a função dos rins. Se não houver controlos regulares, danos renais irreversíveis são um possível resultado. A informação do cuidado da incontinência está disponível em diferentes períodos da vida.
As infecções do tracto urinário são muito comuns na população em geral. Elas podem ser moderado quando só afectam a bexiga (cistite) ou mais sérias se afectam os rins (pielonefrite).
Não ser capaz de controlar a sua urina ou fezes é provavelmente um dos problemas mais difíceis de enfrentar. O problema surge por não controlar o esvaziamento da bexiga ou intestinos- os lugares onde a urina e as fezes estão antes de sair do corpo. Muitas pessoas com spina bífida e hidrocefalia conseguem criar uma rotina que os ajuda a estarem limpos e secos.
Lidar com a incontinência
Infância
Bexiga: A referência médica precoce a um especialista médica para avaliação da função dos rins e bexiga é essencial. O especialista pode ser um pediatra ou urologista. Uma bexiga que não funciona normalmente pode: causar refluxo para os rins; não esvaziar completamente. Isto pode levar a infecções do tracto urinário. Muitos pais são agora ensinados a fazer algaliação intermitente como precaução quando o seu filho é muito novo. Isto assegura o esvaziamento regular da bexiga. A vesicotomia é muitas vezes preferida quando se pensa que a criança esteja em risco de desenvolver danos nos rins. Isto é normalmente uma medida temporária.
Intestinos: A maior parte dos bebés com Spina Bífida tem um nervo anormal fornecedor aos seus intestinos que irão alterar função intestinal normal. A prioridade é evitar a prisão de ventre. Nos primeiros dias de vida da criança, esteja atento ao padrão de intestinos da criança. Tente assegurar fezes moles e regulares que podem ser conseguidas através de fluídos extras, por exemplo, água. Quando começar a alimentação sortida, prefira alimentos com grande teor de fibra, como cereais, ameixas secas e outras frutas em puré. È importante continuar a encorajar o consumo extra de fluidos.
Crianças em idade pré- escolar
Estes são os anos importantes em que o objectivo é trabalhar a incontinência.
Bexiga: Devem ser feitos controles do tracto renal pelo menos uma vez ao ano. Lembre-se da importância dos líquidos. Pelo menos 6-8 bebidas por dia devem ser encorajadas para ajudar a reduzir as infecções do tracto urinário. Informe-se acerca das escolhas para um controlo efectivo da bexiga. O sumo de arando é reconhecido como sendo útil na prevenção e tratamento de infecções do tracto urinário, em alguns indivíduos. Para estas pessoas, um copo por dia é recomendado.
Intestinos: Encoraje uma dieta equilibrada. Uma dieta rica em fibras irá ajudar a manter os movimentos suaves e mais fáceis. Evite comer muitos alimentos que podem causar prisão de ventre, como ovos e leite gordo.
Leve o seu filho à casa de banho /penico. Assegure-se que o seu filho pode sentar-se confortavelmente e em segurança, apoiado ou não, com os seus pés assentes numa superfície firme. O esvaziamento dos intestinos deve ser encorajado. A melhor altura é depois do pequeno-almoço ou outras refeições quando o movimento natural do intestino é mais activo. Mantenha uma alta ingestão de líquidos.
Idade escolar
Pela primeira vez, trabalhar no controlo independente da incontinência torna-se um objectivo primário. È também um momento em que os pais podem ter de envolver outro no cuidado pessoal do seu filho.
Bexiga: Como os danos na bexiga podem mudar, é importante manter uma monitorização do tracto renal pelo seu pediatra/urologista. Isto deve ser feito pelo menos uma vez por ano. Para muitas crianças, a necessidade de algaliação durante o dia escolar é essencial. Qualquer requisitos especiais para permitir que isto seja efectuado deve ser discutido com profissionais adequados, e poderão ter de ser registados no processo escolar. Falar acerca deste assunto com profissionais como enfermeiros especialistas em urologia, enfermeiros escolares ou conselheiro de incontinência. Deve haver facilidade para as crianças controlarem a sua incontinência. Isto poderá incluir uma área de casa de banho maior, com um lavatório e uma porta com chave, para garantir a privacidade. As necessidades das crianças devem ser consideradas quando for organizada uma visita de estudo ou férias residenciais. A escola deve estar informada para a necessidade de tomar bebidas extras ao longo do dia.
Intestinos: Sujar pode ser particularmente preocupante para as crianças na escola. É essencial estabelecer e manter um bom regime dos intestinos para evitar isto. Tenha cuidado com alguns alimentos. Por exemplo, se os feijões induzem um movimento dos intestinos, ingira-os apenas para este propósito. De outra forma, podem ocorrer «acidentes». Outros alimentos podem causar prisão de ventre – isto pode interferir com a função da bexiga e pode fazer com os problemas de incontinência urinária pareçam piores. Lembre-se dos fluídos extra!!
Declaração das necessidades especiais de educação
É importante assegurar que as necessidades de incontinência do seu filho sejam claramente definidas na declaração. A revisão anual permite-lhe realçar algumas mudanças nas necessidades de incontinência do seu filho. É importante haver comunicação frequente entre a escola e casa. Pode ser usado um caderno para informar cada uma das partes se alguns problemas ou mudanças ocorrerem.
Na idade Adulta
Durante a infância, devem haver exames anuais inevitavelmente. A puberdade pode trazer mudanças nas rotinas da bexiga e intestinos, a incontinência pode piorar e o controlo ser mais difícil. Questões relacionadas com a actividade sexual necessitarão de ser respondidas e os problemas devem ser discutidos com conselheiros, enfermeiro especialista ou consultor especialista da ASBAH, Revisões regulares e automáticas terminam muitas vezes quando os indivíduos mudam dos serviços da infância para os serviços de saúde para adultos. Eles podem apenas ser vistos se ocorrerem problemas.
É imperativo que continuem as investigações renais uma vez por ano. A função renal pode ainda deteriorar.
Opções Cirúrgicas
As operações cirúrgicas para o controlo a longo prazo da bexiga e/ou intestinos, para conseguir controlo, pode ser apropriada em qualquer idade. Contudo, devem apenas ser consideradas quando as outras hipóteses já foram exploradas. Se a função renal está a deteriorar apesar da melhor atenção médica, então a cirurgia é requerida para proteger os rins.
Se a cirurgia é indicada, os indivíduos e os seus profissionais de saúde devem estar o mais conscientes possível do procedimento e de qualquer implicação para um futuro controlo.
Avanços em técnicas cirúrgicas e em investigações correntes significam que as opções cirúrgicas mudam frequentemente. O seu médico pode mencionar procedimentos que você não compreenda. Peça uma explicação e procure mais informação através do enfermeiro especialista no seu hospital.
Explicação de termos
• Rins- órgãos nas costas que fazem a urina.
• Algaliação – uma técnica estabelecida usada para esvaziar a bexiga quando isso é impossível normalmente. Uma algália (pequeno tubo plástico) é posta na bexiga através da uretra e removida quando a bexiga está vazia. Isto demora apenas alguns minutos.
• Vesicotomia - uma abertura na pele para a bexiga, abaixo do umbigo, para permitir que a bexiga drene livremente para um penso ou fralda. Usado apenas temporariamente.
• Renal - relacionado com os rins.
Infecções do tracto urinário
As infecções do tracto urinário são muito comuns na população em geral. Elas podem ser brandas quando só afectam a bexiga (cistite) ou mais sérias se afectam os rins (pielonefrite).
Quando as pessoas saudáveis têm cistite, geralmente precisam de urinar mais vezes que o costume e podem ter pressa para a casa de banho (urgência). Urinar dói ou arde e deixa-as depois doridas e inconfortáveis. A urina tem um aspecto enevoado em vez de clara e pode ter um cheiro diferente do habitual. Por causa do desconforto e inconveniência, rapidamente vão ao doutor. São, então, aconselhados, a beber muitos líquidos e tomar antibióticos prescritos e melhoram num dia ou dois. A cistite é a infecção do tracto urinário e normalmente a pessoa não fica doente (de cama). Uma situação mais grave surge em pielonefrite em que a infecção afecta os rins, causando altas temperaturas, dor de barriga, dor de costas e enjoos. Felizmente a pielonefrite raramente ocorre em pessoas que conseguem esvaziar a sua bexiga normalmente e têm uma boa drenagem dos rins.
Mas, em pessoas com spina bífida que não podem esvaziar bem a sua bexiga, é uma história bem diferente.
Porque é que as infecções do tracto urinário são um problema nas pessoas com Spina Bífida
As pessoas com spina bífida muitas vezes têm falta de controlo na bexiga e intestino, tal como têm falta de sensibilidade nos seus pés e pernas. Isto acontece porque os nervos na espinha que ligam o cérebro à bexiga (ou intestinos ou pernas) foi interrompida, ou desligada, pela spina bifida. O resultado é normalmente não sentir quando a sua bexiga está cheia, nem conseguir esvazia-la correctamente. A bexiga ainda contém urina (urina residual) depois de tentar esvaziá-la. O líquido estagnado ou urina residual que fica na urina torna-se mal cheirosa e facilmente se torna infectada e muitas vezes desenvolve pedras (cálculos urinários) também. As infecções podem alastrar-se aos rins causando pielonefrite e danos nos rins adoecendo a pessoa. Isto acontece porque a bexiga não esvazia a urina infectada. Também pode acontecer nas crianças com refluxo em que a urina afectada chega até ao rim.
Muitas pessoas com spina bífida não sabem quando têm uma infecção urinária. Devido à sua falta de sensibilidade não sofrem das dores exacerbadas que as outras pessoas sentem quando têm cistite, nem sabem que a sua bexiga não esvazia correctamente. Tratar uma infecção urinária de alguém com spina bífida com antibióticos e líquidos extra é um processo mais lento se a bexiga não esvazia. O melhor meio de prevenir infecções urinárias que danificam os rins é assegurar que a bexiga esvazia regular e completamente. Um modo de fazer isto é através da algaliação.
Controlando a incontinência
Não gostaria de estar controlado?
Não ser capaz de controlar a sua urina ou fezes é provavelmente um dos problemas mais difíceis de enfrentar. O problema surge por não controlar o esvaziamento da bexiga ou intestinos – os lugares onde a urina e as fezes estão antes de sair do corpo. Muitas pessoas com spina bífida e hidrocefalia conseguem criar uma rotina que os ajuda a estarem limpos e secos.
Bexiga
Há muitas razões para a sua bexiga precisar de ser esvaziada regularmente. O mais importante é a necessidade de prevenir a infecção e manter os rins saudáveis. Uma rotina que funciona bem manterá a sua pele seca e isso ajuda a parar as dores de pressão. E, lembre-se, não é muito agradável o cheiro da urina- nem para si, nem para os outros ao seu lado.
Dicas úteis
• Beba bastante líquidos para manter a sua urina limpa e os seus rins saudáveis.
• Não beba muitas bebidas que contenham cafeína, como o café, chá ou cola. A cafeína perturba a bexiga o que pode levar a mais infecções. Beba sumo de frutas, principalmente sumo de arando. Eles são bons para si.
• Beba menos cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas. Se beber muito, elas podem provocar o caos no seu controlo da bexiga. Se beber muito álcool, pode esquecer-se de esvaziar o seu saco de incontinência e ele pode ter fugas- causando embaraço a si e aos seus amigos. Quando beber com os seus amigos, peça uma bebida sem álcool. Têm o mesmo sabor mas não têm álcool.
AJUDA!
Diferentes modos de esvaziar a sua bexiga correctamente podem incluir:
• Usar uma algália. Algumas pessoas usam uma algália (ou tubo) para esvaziar a sua bexiga cada três ou quatro horas. Pode chamar-se a isto algaliação intermitente. Em inglês: Clean Intermittent Catheterisation (CIC).
• Algália permanente. Fica na bexiga sempre e drena para um saco.
• Colector peniano (só para rapazes). Encaixa no pénis e também drena para um saco.
• Medicamentos receitados pelo seu médico.
• Operações. Há muitas operações diferentes disponíveis para ajudar o controlo da bexiga. Fale com um conselheiro de incontinência ou ao seu médico se quiser saber algo mais sobre este assunto.
Intestinos
Esvaziar o seu intestino ajuda-o a não ficar preso ou ter fugas na sua roupa interior.
Dicas úteis
• Beba muito! Isso ajuda a manter as fezes moles, facilitando a ida à casa de banho.
• Coma uma dieta rica em fibras- muita fruta fresca, vegetais e cereais.
• O exercício ajuda a manter os intestinos em forma!
• Para ajudar a ir à hora habitual, sente-se na sanita depois de uma refeição ou bebida quente, respire fundo e puxe muito. Um conselheiro de incontinência pode explicar-lhe melhor este processo.
AJUDA!
Várias maneiras de esvaziar corretamente os seus intestinos podem incluir:
• Clister ou supositórios. Têm de ser prescritos pelo médico ou conselheiro de incontinência. São postos dentro do ânus tão alto quanto possível e ajuda o fluxo.
• Medicamentos receitados pelo seu médico.
• Às vezes pequenos toques na entrada do ânus podem ajudar a acelerar a ida à casa de banho.
• Lavagem dos intestinos. O seu conselheiro de incontinência pode mostrar-lhe como por um tubo especial no seu ânus e depois pôr água no tubo para ajudar a sair as fezes.
• Operações. Há muitas operações que podem ajudar a controlar o seu intestino. Peça a um conselheiro de incontinência ou médico se quiser saber mais.
Lista diária para melhorar a sua bexiga e intestino
1. Beba sempre muitos líquidos. O sumo de arando é bom para si.
2. Tente não beber muito café, chá e cola.
3. Certifique-se que a sua bexiga esvazia propriamente.
4. Faça uma boa dieta. Se não sabe que tipo de alimentos deve comer, pergunte.
5. Faça algum exercício todos os dias.
© IFSBH 2009
A maior parte das pessoas com Spina Bífida têm vários graus do que é conhecido como bexiga e intestinos neuropáticos- quando a lesão dos nervos interfere com o funcionamento normal da bexiga e intestinos. A prioridade ao cuidar a bexiga neuropática é preservar a função dos rins. Se não houver controlos regulares, danos renais irreversíveis são um possível resultado. A informação do cuidado da incontinência está disponível em diferentes períodos da vida.
As infecções do tracto urinário são muito comuns na população em geral. Elas podem ser moderado quando só afectam a bexiga (cistite) ou mais sérias se afectam os rins (pielonefrite).
Não ser capaz de controlar a sua urina ou fezes é provavelmente um dos problemas mais difíceis de enfrentar. O problema surge por não controlar o esvaziamento da bexiga ou intestinos- os lugares onde a urina e as fezes estão antes de sair do corpo. Muitas pessoas com spina bífida e hidrocefalia conseguem criar uma rotina que os ajuda a estarem limpos e secos.
Lidar com a incontinência
Infância
Bexiga: A referência médica precoce a um especialista médica para avaliação da função dos rins e bexiga é essencial. O especialista pode ser um pediatra ou urologista. Uma bexiga que não funciona normalmente pode: causar refluxo para os rins; não esvaziar completamente. Isto pode levar a infecções do tracto urinário. Muitos pais são agora ensinados a fazer algaliação intermitente como precaução quando o seu filho é muito novo. Isto assegura o esvaziamento regular da bexiga. A vesicotomia é muitas vezes preferida quando se pensa que a criança esteja em risco de desenvolver danos nos rins. Isto é normalmente uma medida temporária.
Intestinos: A maior parte dos bebés com Spina Bífida tem um nervo anormal fornecedor aos seus intestinos que irão alterar função intestinal normal. A prioridade é evitar a prisão de ventre. Nos primeiros dias de vida da criança, esteja atento ao padrão de intestinos da criança. Tente assegurar fezes moles e regulares que podem ser conseguidas através de fluídos extras, por exemplo, água. Quando começar a alimentação sortida, prefira alimentos com grande teor de fibra, como cereais, ameixas secas e outras frutas em puré. È importante continuar a encorajar o consumo extra de fluidos.
Crianças em idade pré- escolar
Estes são os anos importantes em que o objectivo é trabalhar a incontinência.
Bexiga: Devem ser feitos controles do tracto renal pelo menos uma vez ao ano. Lembre-se da importância dos líquidos. Pelo menos 6-8 bebidas por dia devem ser encorajadas para ajudar a reduzir as infecções do tracto urinário. Informe-se acerca das escolhas para um controlo efectivo da bexiga. O sumo de arando é reconhecido como sendo útil na prevenção e tratamento de infecções do tracto urinário, em alguns indivíduos. Para estas pessoas, um copo por dia é recomendado.
Intestinos: Encoraje uma dieta equilibrada. Uma dieta rica em fibras irá ajudar a manter os movimentos suaves e mais fáceis. Evite comer muitos alimentos que podem causar prisão de ventre, como ovos e leite gordo.
Leve o seu filho à casa de banho /penico. Assegure-se que o seu filho pode sentar-se confortavelmente e em segurança, apoiado ou não, com os seus pés assentes numa superfície firme. O esvaziamento dos intestinos deve ser encorajado. A melhor altura é depois do pequeno-almoço ou outras refeições quando o movimento natural do intestino é mais activo. Mantenha uma alta ingestão de líquidos.
Idade escolar
Pela primeira vez, trabalhar no controlo independente da incontinência torna-se um objectivo primário. È também um momento em que os pais podem ter de envolver outro no cuidado pessoal do seu filho.
Bexiga: Como os danos na bexiga podem mudar, é importante manter uma monitorização do tracto renal pelo seu pediatra/urologista. Isto deve ser feito pelo menos uma vez por ano. Para muitas crianças, a necessidade de algaliação durante o dia escolar é essencial. Qualquer requisitos especiais para permitir que isto seja efectuado deve ser discutido com profissionais adequados, e poderão ter de ser registados no processo escolar. Falar acerca deste assunto com profissionais como enfermeiros especialistas em urologia, enfermeiros escolares ou conselheiro de incontinência. Deve haver facilidade para as crianças controlarem a sua incontinência. Isto poderá incluir uma área de casa de banho maior, com um lavatório e uma porta com chave, para garantir a privacidade. As necessidades das crianças devem ser consideradas quando for organizada uma visita de estudo ou férias residenciais. A escola deve estar informada para a necessidade de tomar bebidas extras ao longo do dia.
Intestinos: Sujar pode ser particularmente preocupante para as crianças na escola. É essencial estabelecer e manter um bom regime dos intestinos para evitar isto. Tenha cuidado com alguns alimentos. Por exemplo, se os feijões induzem um movimento dos intestinos, ingira-os apenas para este propósito. De outra forma, podem ocorrer «acidentes». Outros alimentos podem causar prisão de ventre – isto pode interferir com a função da bexiga e pode fazer com os problemas de incontinência urinária pareçam piores. Lembre-se dos fluídos extra!!
Declaração das necessidades especiais de educação
É importante assegurar que as necessidades de incontinência do seu filho sejam claramente definidas na declaração. A revisão anual permite-lhe realçar algumas mudanças nas necessidades de incontinência do seu filho. É importante haver comunicação frequente entre a escola e casa. Pode ser usado um caderno para informar cada uma das partes se alguns problemas ou mudanças ocorrerem.
Na idade Adulta
Durante a infância, devem haver exames anuais inevitavelmente. A puberdade pode trazer mudanças nas rotinas da bexiga e intestinos, a incontinência pode piorar e o controlo ser mais difícil. Questões relacionadas com a actividade sexual necessitarão de ser respondidas e os problemas devem ser discutidos com conselheiros, enfermeiro especialista ou consultor especialista da ASBAH, Revisões regulares e automáticas terminam muitas vezes quando os indivíduos mudam dos serviços da infância para os serviços de saúde para adultos. Eles podem apenas ser vistos se ocorrerem problemas.
É imperativo que continuem as investigações renais uma vez por ano. A função renal pode ainda deteriorar.
Opções Cirúrgicas
As operações cirúrgicas para o controlo a longo prazo da bexiga e/ou intestinos, para conseguir controlo, pode ser apropriada em qualquer idade. Contudo, devem apenas ser consideradas quando as outras hipóteses já foram exploradas. Se a função renal está a deteriorar apesar da melhor atenção médica, então a cirurgia é requerida para proteger os rins.
Se a cirurgia é indicada, os indivíduos e os seus profissionais de saúde devem estar o mais conscientes possível do procedimento e de qualquer implicação para um futuro controlo.
Avanços em técnicas cirúrgicas e em investigações correntes significam que as opções cirúrgicas mudam frequentemente. O seu médico pode mencionar procedimentos que você não compreenda. Peça uma explicação e procure mais informação através do enfermeiro especialista no seu hospital.
Explicação de termos
• Rins- órgãos nas costas que fazem a urina.
• Algaliação – uma técnica estabelecida usada para esvaziar a bexiga quando isso é impossível normalmente. Uma algália (pequeno tubo plástico) é posta na bexiga através da uretra e removida quando a bexiga está vazia. Isto demora apenas alguns minutos.
• Vesicotomia - uma abertura na pele para a bexiga, abaixo do umbigo, para permitir que a bexiga drene livremente para um penso ou fralda. Usado apenas temporariamente.
• Renal - relacionado com os rins.
Infecções do tracto urinário
As infecções do tracto urinário são muito comuns na população em geral. Elas podem ser brandas quando só afectam a bexiga (cistite) ou mais sérias se afectam os rins (pielonefrite).
Quando as pessoas saudáveis têm cistite, geralmente precisam de urinar mais vezes que o costume e podem ter pressa para a casa de banho (urgência). Urinar dói ou arde e deixa-as depois doridas e inconfortáveis. A urina tem um aspecto enevoado em vez de clara e pode ter um cheiro diferente do habitual. Por causa do desconforto e inconveniência, rapidamente vão ao doutor. São, então, aconselhados, a beber muitos líquidos e tomar antibióticos prescritos e melhoram num dia ou dois. A cistite é a infecção do tracto urinário e normalmente a pessoa não fica doente (de cama). Uma situação mais grave surge em pielonefrite em que a infecção afecta os rins, causando altas temperaturas, dor de barriga, dor de costas e enjoos. Felizmente a pielonefrite raramente ocorre em pessoas que conseguem esvaziar a sua bexiga normalmente e têm uma boa drenagem dos rins.
Mas, em pessoas com spina bífida que não podem esvaziar bem a sua bexiga, é uma história bem diferente.
Porque é que as infecções do tracto urinário são um problema nas pessoas com Spina Bífida
As pessoas com spina bífida muitas vezes têm falta de controlo na bexiga e intestino, tal como têm falta de sensibilidade nos seus pés e pernas. Isto acontece porque os nervos na espinha que ligam o cérebro à bexiga (ou intestinos ou pernas) foi interrompida, ou desligada, pela spina bifida. O resultado é normalmente não sentir quando a sua bexiga está cheia, nem conseguir esvazia-la correctamente. A bexiga ainda contém urina (urina residual) depois de tentar esvaziá-la. O líquido estagnado ou urina residual que fica na urina torna-se mal cheirosa e facilmente se torna infectada e muitas vezes desenvolve pedras (cálculos urinários) também. As infecções podem alastrar-se aos rins causando pielonefrite e danos nos rins adoecendo a pessoa. Isto acontece porque a bexiga não esvazia a urina infectada. Também pode acontecer nas crianças com refluxo em que a urina afectada chega até ao rim.
Muitas pessoas com spina bífida não sabem quando têm uma infecção urinária. Devido à sua falta de sensibilidade não sofrem das dores exacerbadas que as outras pessoas sentem quando têm cistite, nem sabem que a sua bexiga não esvazia correctamente. Tratar uma infecção urinária de alguém com spina bífida com antibióticos e líquidos extra é um processo mais lento se a bexiga não esvazia. O melhor meio de prevenir infecções urinárias que danificam os rins é assegurar que a bexiga esvazia regular e completamente. Um modo de fazer isto é através da algaliação.
Controlando a incontinência
Não gostaria de estar controlado?
Não ser capaz de controlar a sua urina ou fezes é provavelmente um dos problemas mais difíceis de enfrentar. O problema surge por não controlar o esvaziamento da bexiga ou intestinos – os lugares onde a urina e as fezes estão antes de sair do corpo. Muitas pessoas com spina bífida e hidrocefalia conseguem criar uma rotina que os ajuda a estarem limpos e secos.
Bexiga
Há muitas razões para a sua bexiga precisar de ser esvaziada regularmente. O mais importante é a necessidade de prevenir a infecção e manter os rins saudáveis. Uma rotina que funciona bem manterá a sua pele seca e isso ajuda a parar as dores de pressão. E, lembre-se, não é muito agradável o cheiro da urina- nem para si, nem para os outros ao seu lado.
Dicas úteis
• Beba bastante líquidos para manter a sua urina limpa e os seus rins saudáveis.
• Não beba muitas bebidas que contenham cafeína, como o café, chá ou cola. A cafeína perturba a bexiga o que pode levar a mais infecções. Beba sumo de frutas, principalmente sumo de arando. Eles são bons para si.
• Beba menos cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas. Se beber muito, elas podem provocar o caos no seu controlo da bexiga. Se beber muito álcool, pode esquecer-se de esvaziar o seu saco de incontinência e ele pode ter fugas- causando embaraço a si e aos seus amigos. Quando beber com os seus amigos, peça uma bebida sem álcool. Têm o mesmo sabor mas não têm álcool.
AJUDA!
Diferentes modos de esvaziar a sua bexiga correctamente podem incluir:
• Usar uma algália. Algumas pessoas usam uma algália (ou tubo) para esvaziar a sua bexiga cada três ou quatro horas. Pode chamar-se a isto algaliação intermitente. Em inglês: Clean Intermittent Catheterisation (CIC).
• Algália permanente. Fica na bexiga sempre e drena para um saco.
• Colector peniano (só para rapazes). Encaixa no pénis e também drena para um saco.
• Medicamentos receitados pelo seu médico.
• Operações. Há muitas operações diferentes disponíveis para ajudar o controlo da bexiga. Fale com um conselheiro de incontinência ou ao seu médico se quiser saber algo mais sobre este assunto.
Intestinos
Esvaziar o seu intestino ajuda-o a não ficar preso ou ter fugas na sua roupa interior.
Dicas úteis
• Beba muito! Isso ajuda a manter as fezes moles, facilitando a ida à casa de banho.
• Coma uma dieta rica em fibras- muita fruta fresca, vegetais e cereais.
• O exercício ajuda a manter os intestinos em forma!
• Para ajudar a ir à hora habitual, sente-se na sanita depois de uma refeição ou bebida quente, respire fundo e puxe muito. Um conselheiro de incontinência pode explicar-lhe melhor este processo.
AJUDA!
Várias maneiras de esvaziar corretamente os seus intestinos podem incluir:
• Clister ou supositórios. Têm de ser prescritos pelo médico ou conselheiro de incontinência. São postos dentro do ânus tão alto quanto possível e ajuda o fluxo.
• Medicamentos receitados pelo seu médico.
• Às vezes pequenos toques na entrada do ânus podem ajudar a acelerar a ida à casa de banho.
• Lavagem dos intestinos. O seu conselheiro de incontinência pode mostrar-lhe como por um tubo especial no seu ânus e depois pôr água no tubo para ajudar a sair as fezes.
• Operações. Há muitas operações que podem ajudar a controlar o seu intestino. Peça a um conselheiro de incontinência ou médico se quiser saber mais.
Lista diária para melhorar a sua bexiga e intestino
1. Beba sempre muitos líquidos. O sumo de arando é bom para si.
2. Tente não beber muito café, chá e cola.
3. Certifique-se que a sua bexiga esvazia propriamente.
4. Faça uma boa dieta. Se não sabe que tipo de alimentos deve comer, pergunte.
5. Faça algum exercício todos os dias.
© IFSBH 2009
domingo, 19 de setembro de 2010
NEUROENDOSCOPIA
TRATANDO A HIDROCEFALIA COM NEUROENDOSCOPIA
Hidrocefalia pode ser tratada através da neuroendoscopia
Christian Diniz, médico da Unimed JP
O médico explicou que, através da minúscula incisão, é feito um pequeno orifício no ventrículo que fica na parte mais baixa do cérebro e, por esta nova abertura, o excesso de líquido encontrará uma saída alternativa. Isto faz baixar a pressão intracraniana.
Leia abaixo a íntegra:
A hidrocefalia ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido cefalorraquidiano. A condição mais comum é uma obstrução (hidrocefalia obstrutiva) da passagem do liquor, seja por prematuridade, cistos, tumores, traumas, infecções ou uma má-formação do sistema nervoso como a mielomeningocele. Em casos raros, a hidrocefalia é causada pelo aumento da produção.
Nas crianças pequenas (abaixo de 2 anos), os ossos do crânio ainda não estão soldados. A cabeça cresce e a fontanela (moleira) pode estar tensa ou mesmo abaulada. O couro cabeludo parece esticado e fino e com as veias muito visíveis. Palpando-se a cabeça, é possível perceber um aumento do espaço entre os ossos do crânio. A criança pode parecer incapaz de olhar para cima, com os olhos sempre desviados para baixo, podendo ainda apresentar vômitos, irritabilidade, sonolência e convulsões.
Nas crianças maiores (acima de 2 anos), como os ossos já se soldaram, o excesso de liquor levará a um aumento da pressão intracraniana o que pode ocasionar cefaléia, náuseas, vômitos, distúrbios visuais, incoordenação motora, alterações na personalidade e dificuldade de concentração. Outro sinal comum é uma piora gradual no desempenho escolar. Tais sintomas exigem avaliação médica imediata. Se houver alargamento dos ventrículos cerebrais, ele poderá ser facilmente observado por ultra-sonografia.O tratamento é a instalação de um tubo flexível (válvula) que drenará o excesso de líquido do sistema ventricular. Este tubo possui duas extremidades: uma é colocada dentro do ventrículo cerebral; a outra pode ser inserida dentro do abdome ou do coração, reduzindo a pressão interna dos ventrículos cerebrais.
Atualmente, está disponível um procedimento chamado ventriculostomia, feito por neuroendoscopia, procedimento minimamente invasivo. Com uma incisão de apenas 1,5 centímetro na região frontal do crânio, é feito um pequeno orifício no ventrículo que fica na parte mais baixa do cérebro e, por esta nova abertura, o excesso de líquido encontrará uma saída alternativa, fazendo baixar a pressão intracraniana.
Hidrocefalia pode ser tratada através da neuroendoscopia
Christian Diniz, médico da Unimed JP
Com uma incisão de apenas 1,5 centímetro na região frontal do crânio, já é possível tratar a hidrocefalia, problema provocado pelo excesso de água no cérebro. A informação é do neurocirurgião Christian Diniz Ferreira, cooperado da Unimed JP.
O médico explicou que, através da minúscula incisão, é feito um pequeno orifício no ventrículo que fica na parte mais baixa do cérebro e, por esta nova abertura, o excesso de líquido encontrará uma saída alternativa. Isto faz baixar a pressão intracraniana.
De acordo com Christian Ferreira Diniz, o procedimento tem êxito superior a 90% e já se tornou o tratamento de eleição em centros com a tecnologia disponível. “A sua principal vantagem é a resolução da hidrocefalia obstrutiva sem colocação de válvulas, material estranho ao corpo que comumente complica com obstrução, infecção e mau-funcionamento”, explicou. Segundo ele, por causa destas complicações, freqüentemente o neurocirurgião precisa revisar as válvulas, submetendo os pacientes a novo procedimento cirúrgico-anestésico.
O tema foi abordado domingo (4) na seção Consultório Médico da Coluna Unimed Saúde, que é publicada nos jornais Correio da Paraíba, O Norte e Jornal da Paraíba. Por uma questão de espaço, o artigo teve que ser resumido.
Leia abaixo a íntegra:
No interior do cérebro, existem espaços chamados de ventrículos - cavidades naturais que se comunicam entre si e são preenchidas pelo líquido cefalorraquidiano ou simplesmente liquor, como também é conhecido. O termo hidrocefalia refere-se a uma condição na qual a quantidade de liquor aumenta dentro da cabeça. Este aumento anormal do volume dilata os ventrículos e comprime o cérebro contra os ossos do crânio, provocando uma série de sintomas que devem ser rapidamente tratados para prevenir danos mais sérios. Muitas vezes, a hidrocefalia pode ser detectada antes mesmo do nascimento, quando se emprega o exame de
ultra-som no acompanhamento da gravidez. A hidrocefalia ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido cefalorraquidiano. A condição mais comum é uma obstrução (hidrocefalia obstrutiva) da passagem do liquor, seja por prematuridade, cistos, tumores, traumas, infecções ou uma má-formação do sistema nervoso como a mielomeningocele. Em casos raros, a hidrocefalia é causada pelo aumento da produção.
Nas crianças pequenas (abaixo de 2 anos), os ossos do crânio ainda não estão soldados. A cabeça cresce e a fontanela (moleira) pode estar tensa ou mesmo abaulada. O couro cabeludo parece esticado e fino e com as veias muito visíveis. Palpando-se a cabeça, é possível perceber um aumento do espaço entre os ossos do crânio. A criança pode parecer incapaz de olhar para cima, com os olhos sempre desviados para baixo, podendo ainda apresentar vômitos, irritabilidade, sonolência e convulsões.
Nas crianças maiores (acima de 2 anos), como os ossos já se soldaram, o excesso de liquor levará a um aumento da pressão intracraniana o que pode ocasionar cefaléia, náuseas, vômitos, distúrbios visuais, incoordenação motora, alterações na personalidade e dificuldade de concentração. Outro sinal comum é uma piora gradual no desempenho escolar. Tais sintomas exigem avaliação médica imediata. Se houver alargamento dos ventrículos cerebrais, ele poderá ser facilmente observado por ultra-sonografia.O tratamento é a instalação de um tubo flexível (válvula) que drenará o excesso de líquido do sistema ventricular. Este tubo possui duas extremidades: uma é colocada dentro do ventrículo cerebral; a outra pode ser inserida dentro do abdome ou do coração, reduzindo a pressão interna dos ventrículos cerebrais.
Atualmente, está disponível um procedimento chamado ventriculostomia, feito por neuroendoscopia, procedimento minimamente invasivo. Com uma incisão de apenas 1,5 centímetro na região frontal do crânio, é feito um pequeno orifício no ventrículo que fica na parte mais baixa do cérebro e, por esta nova abertura, o excesso de líquido encontrará uma saída alternativa, fazendo baixar a pressão intracraniana.
Com o advento da neuroendoscopia, as hidrocefalias obstrutivas passaram a ser tratadas por via endoscópica, tornando-se este o tratamento de eleição em centros com a tecnologia disponível, com êxito superior a 90%. A sua principal vantagem é a resolução da hidrocefalia obstrutiva sem colocação de válvulas, material estranho ao corpo que comumente complica com obstrução, infecção e mau-funcionamento, levando, freqüentemente, o neurocirurgião a revisá-las, submetendo as crianças a novo procedimento cirúrgico-anestésico. A estatística francesa (Saint Rose et al-1998) mostra que em 10 anos, 95 % das crianças necessitam de pelo menos uma revisão da válvula.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Como é causada a hidrocefalia:
- secreção aumentada do líquido céfalo-raquidiano;
- obstrução das vias de circulação e obsorção;
- bloqueio do sistema venoso de drenagem encefálica, ocorrendo uma dilatação ventricular devido as pressões intraven-triculares (tanto a pressão média como as pressões pulsáteis, sincrônicas com a sístole cardíaca estão patologicamen-
te aumentadas: estas dão origem a um gradiente de pressão transmural através do manto cerebral suficiente para causar
uma compressão característica da substância branca adjacente e uma perda de proteína e lipídeo, mas um aumento do conteúdo de água e sódio, devido a essas compressões surgem os diversos sinais e sintomas.
Sinais e Sintomas.
Na congênita ocorre: (uma hipertensão)
a) hipertensão intracraniana, devido à dilatação dos ventrículos ou ao entumecimento a nível de espaço subaracnóideo, com presença de dor;
b) papiledema, que ocorre por uma compressão do nervo optico produzindo obliteração das veias da retina que passam em
seu interior;
c) aumento do perímetro cefálico;
d) separação das suturas cranianas
Os ítens C e D ocorrem pela pressão do líquor e por motivo dos ossos não estarem soldados.
e) fontanela anterior muito aumentada devido estarem separados os ossos;
f) cabeça apresenta-se translúcida, devido a adelgamento do tecido;
g) as veias do couro cabeludo dilatam-se tornando-se proeminente, devido a separação óssea que adelgaça os vasos tornando-os dilatados e proeminentes.
h) deficiência mental, devido a compressão do líquor sobre o córtex, levando-a a ficar como uma fina folha de papel.
i) Diplegia espástica de intensidade variada, devido a pressão exercida sobre os nervos cranianos espinhais.
j) sinal do sol poente, compressão sobre as paredes adelgaçadas das órbitas.
k) sinais cerebelares, como incapacidade incoordenação e equilíbrio precário;
l) perda sensorial e fraqueza nos membros superiores associada a siringomielia.
Na adquirida ocorre:
a) Retração da cabeça, que ocorre por causa do peso aumentado da mesma;
b) vômitos;
c) alteração da consciência (obnubilação)
d) cefaléia;
e) papiledema, devido a compressão do nervo óptico;
f) paralisia dos nervos cranianos, devido à pressão do líquor;
g) debilidade e incoordenação dos membros e reflexos plantares, devido a pressão e lesão nas áreas cerebrais específicas
h) reflexos tendinosos exarcebados ou diminuídos;
i) sinais de hipopituitarismo;
j) pode também ocorrer convulsões epilépticas e espasmos nas extremidades inferiores com “rigidez de descerebração.”
Esses sintomas variam com a idade, progressão da doença e diferenças individuais na tolerância ao FCE. Ex: o crânio da criança (normalmente antes de 3 anos de idade) pode se expandir para acomodar o crescimento do FCE porque as suturas ainda não fecharam. Com isso a criança tolera mais as diferente pressões de FCE do que o adulto.
O ponto mole do bebê (”fontanela”) no topo da cabeça pode estar completo ou tenso. O bebê pode estar irritadiço ou inquieto, apetite fraco e vômitos podem ocorrer.
Na infância, a mais óbvia indicação de hidrocefalia é frequentemente o rápido crescimento na circunferência da cabeça ou um incomum tamanho de cabeça. Outros sintomas podem incluir vômitos, sonolência, irritabilidade, desvio para baixo dos olhos – limitada habilidade de olhar para cima (olhar do sol poente)- os olhos podem estar cruzados, epilepsia e atrasos no desenvolvimento.
Crianças mais velhas e adultos podem experimentar diferentes sintomas, por que seus crânios não se expandem para acomodar o crescimento do FCE. Daí vem: dor de cabeça seguida por: vômito, náuseas, papiledema (inchaço do disco ótico
o qual é parte do nervo ótico), visão borrada, diplopia (dupla visão), olhar do sol poente, problemas de balanço, coordenação pobre, disturbio no caminhar, incontinência urinária, diminuição ou perda de desenvolvimento, letargia, entorpecimento (sonolência), irritabilidade, ou outras mudanças na personalidade ou cognição incluindo perda de memória.
Como é diagnosticada a hidrocefalia?
É diagnosticada através de uma avaliação clínica neurológica e pelo uso de técnicas de imagens craniais, tais como ultrasonografia, TC (tomografia computadorizada), IRM (imagem de ressonância magnética) ou técnicas de monitoramento da pressão. O médico seleciona a ferramente de diagnóstico apropriada baseado na idade do paciente, apresentação clínica, e presença de conhecida ou suspeitada anormalidade do cérebro ou medula espinhal.
Infelizmente, raios-X planos da cabeça não são suficiente para diagnosticar a hidrocefalia por que eles podem apenas ” ver” os ossos. Ao invés disso nós precisamos um teste que será capaz de ” ver” dentro da cabeça e visualizar o próprio cérebro. Há 3 possibilidades:
ULTRASOM DE CRÂNIO
Na criança antes da fontanela fechar (”soft spot”), um ultrasom da cabeça pode mostrar os ventrículos alargados. Uma vez fechada a fontanela, entretanto, o ultrasom não mais pode ver dentro da cabeça e nós devemos usar ou um CT ou um MRI para visualizar o cérebro e os ventrículos.
ULTRASOM DE CRÂNIO. Com o aparecimento de novos aparelhos, o US começa a ganhar grande destaque, pois o diag-nóstico é mais rápido, inócuo e de baixo custo, no que diz respeito a rapidez do diagnóstico é que o mesmo pode ser feito de forma precoce ainda no periodo pré-natal, através de medidas no tamanho dos ventrículos bem como a investigação de anomolias associadas, tais como: síndrome de Dandy-Walker, mal formações de Arnold-Chiari, encefaloceles, espinha bífida cística. Além do efeito diagnóstico o ultrasom é utilizado para acompanhamento de pacientes pré-dispostos ao desenvol-vimento de hidrocefalia, tais como crianças prematuras com hemorragia intraventriculares e pacientes portadores de mielo-meningocele ou encefaloceles.
Outra utilização da ultrasonografia está no acompanhamento das alterações ventriculares e possíveis complicações pós-operatórias de derivação. Ele apresenta as seguintes vantagens à tomografia computadorizada:
a) não exposição ao raio-X
b) dispensa sedação ou anestesia geral
c) baixo custo.
A utilização do ultrasom intra-operatório,tem sido de grande valia no posicionamento ideal do catéter intraventricular, no corno frontal do ventrículo lateral – anterior ao forame de Monroe, pois não apresenta plexo coróide.
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
O TC é um modo rápido, fácil e barato para diagnosticar a hidrocefalia. É suficiente em muitos casos de hidrocefalia. É um exame de alto poder de discriminação e boa inocuidade, substituindo a ven-triculografia e a angiografia cerebral. Ela demonstra claramente tamanho e posição de cada ventrículo bem como do espaço subaracnóideo da base do crânio (cisterna magna). Podemos também identificar edema periventricular, desproporção do crescimento dos ventrículos e presença de alterações atróficas do cérebro.
No acompanhamento pós-operatório de derivação ventricular a TC é de grande valia na visualização exata da posição do catéter vetricular, determina também o tamanho dos ventrículs, as causas de malfuncionamento. Ela não é bem utilizada nos estudos da fossa posterior dando lugar a ressonância magnética.
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Uma IRM toma muito tempo para preparar (e pode requerer sedação ou mesmo anestesia geral para crianças) ; pode ser difí-
cil para pessoas que são claustrofóbicas e mais complexo e caro para preparar.
Frequentemente não é necessário fazer o diagnóstico de hidrocefalia, mas pode ser muito útil em casos onde a causa de hidrocefalia está em dúvida ou se há outras anormalidades do cérebro.. Além do mais, o IRM pode dar informação sobre se o aqueduto cerebral (a passagem entre o terceiro e quarto ventrículo) está bloqueada e pode sugerir uma forma mais nova de tratamento para a hidrocefalia, chamada endoscopia.
ELETROENCEFALOGRAMA. Pode ser normal ou pode demonstrar uma lentidão bilateral de natureza não específica.
ANGIOGRAFIA CAROTIDEANA. Mostrará um deslocamento das artérias e veias que é característica de um aumento ventricular. Na maioria dos casos, os estudos com contraste aéreo são indispensáveis ao estabelecimento do diagnóstico.
VENTRICULOGRAFIA. Através de um buraco de trepanação parietal ou a pneumoencefalografia lombar ou ambas, revelarão
o grau de aumento ventricular, a existência de lesões obstrutivas nas veias do LCE e suficiência dos espaços subaracnóideos em volta do tronco cerebral, base e cérebro.
Tratamento Derivação (”Shunt”).
É a total inserção de um tubo plástico dentro da pele criando uma via alternativa para o líquor, que vai do cérebro até a outra parte do corpo onde deva cair na circulação sanguínea: é o tratamento cirúrgico mais comum para a hidrocefalia. Á medida que drena o excesso de líquor a derivação controla a pressão, minimizando o quadro clínico da hidrocefalia. Essa técnica cirúrgica possui riscos e complicações: pode ser mal-funcionante, está sujeita a infecções, danos mecânicos ao dispositivo, ou mesmo coagulações.
A derivação apenas controla a hidrocefalia não a curando, e se houver dano ao tecido cerebral, esse permanecerá.
Ventriculostomia – Os Ventriculoscópios são aparelhos que permitem criar novos caminhos de acesso para o liquor dentro do cérebro, ou até mesmo reabrir antigos caminhos.
Tratamento
Obs: O tratamento explicitado aqui é meramente informativo (como todo o texto) e qualquer prescrição de medicamentos e diagnósticos deverá ser feito por um médico especialista.
Tratamento Conservador:
Métodos mais utilizados:
a) uso de agentes osmóticos;
b) uso de inibidores de Anidrase Carbônica
A Acetazolamida, inibidora da Anidrase Carbônica, utilizadas em altas doses (50 a 100mg/kg) no tratamento das hidro-cefalias lentamente progressivas, embora estudos de Meeley e Col, mostraram falhas desta droga quando a hidrocefalia es-
tá associada com a mielomeningocele, seus efeitos colaterais são:
- acidose metabólica
- vômitos
- diarréia
A Furizamida age diminuindo a produção do líquor em cerca de 50% e quando associado a Acetazolamida diminui em 75%.
O Isosorbide que é uma droga que altera a osmolaridade plasmática que quando aumentada provoca um redução na formação do líquor. É utilizado nas hidrocefalias leves e moderadas e para controle temporário de hidrocefalias secundárias.
Tratamento Cirúrgico: Derivação (ou “shunt”)
Na maior parte das vezes a hidrocefalia é frequentemente tratada com a colocação cirúrgica de um sistema de desvio (Derivação). Esse sistema desvia o fluxo de FCE de uma região dentro do SNC para outra área do corpo onde ele pode ser absorvido como parte do processo circulatório.
O shunt é um tubo flexível e vigoroso. O sistema consiste do shunt, um cateter e uma válvula. Uma ponta do cateter é colocada no sistema nervoso central, mais usualmente para dentro de um ventrículo dentro do cérebro, mas também potencialmente para dentro de um cisto ou uma região próximo á medula espinhal. A outra ponta do cateter é passado sob a pele para outra parte do corpo.
Obs:
a- a região mais comum para desviar o fluido é a cavidade peritonial (derivação ventrículo-peritonial).
b- se a cavidade peritonial não é apropriada o cirurgião pode escolher colocar o desvio dentro do espaço pleu-ral (derivação ventrículo-pleural)
c- uma terceira região comum para inserir o desvio é dentro da veia jugular no pescoço (derivação ventrículo-jugular,
ou derivação ventrículo-cardiaca ou derivação ventrículo-atrial). O cateter é passado pelo interior da veia jugular e baixado até o coração.
a) derivação Ventrículo-peritoneal (DVP)
Este é o procedimento mais comum para o tratamento da hidrocefalia. O FCE é canalizado através de um implante chamado derivação o qual direciona o fluxo de FCE do ventrículo lateral para o terceiro ventrículo para dentro da cavidade abdominal onde ele é absorvido para dentro da corrente sanguínea.
A Derivação Básica (SVP) consiste de 3 componentes:
1-Cateter ventricular: um pequeno tubo feito de borracha siliconada, um material bem tolerado pelo corpo , com muitos pequenos buracos em seu bico. Ele é colocado por dentro do cérebro para dentro do ventrículos.
Válvula: um mecanismo especial para regular o fluxo de FCE através da derivação que é direcionado para simular o dreno normal do FCE. A válvula é feita de borracha siliconada ou coberta de borracha siliconada. Ela se situa entre o crânio e o couro cabeludo.
2-Cateter Peritoneal (abdominal): este cateter é também composto de borracha siliconada. Ele é guiado da válvula á cavidade abdominal
Em circunstâncias especiais seu médico pode adicionar um telesensor à derivação.
Às vezes a derivação pode sobrecarregar . Um sifão limitando o dispositivo ou válvulas especialmente preparadas podem ser direcionados para minimizar o excesso de drenagem.
3-Procedimento cirúrgico:
Uma incisão é feita no couro cabeludo. Então um pequeno buraco é feito no crânio. A posição do buraco no crânio pode variar dependendo da escolha do cirurgião. O cateter é então inserido através do tecido cerebral para dentro do ventrículo lateral alargado. Uma válvula é adicionada ao cateter ventricular. A valvula situa-se entre o crânio e o couro cabeludo. O cateter peritonial (abdominal) é então inserido debaixo da pele do pescoço, peito e abdomen e ligado á válvula. Finalmen-
te o cateter peritoneal é inserido dentro da cavidade abdominal que circunda o estômago e intestino. Quando o FCE entra na derivação do ventrículo ele é conduzido através da válvula reguladora e passa para dentro da cavidade abdominal onde o líquido é absorvido de volta para a corrente sanguinea.
b) Derivação Ventrículo-atrial (DVA)
Esta Derivação conduz o FCE do ventrículo do cérebro para o átrio direito do coração (a câmera do coração que coleta o sangue do corpo)
Procedimento cirúrgico:
O cateter ventricular e a válvula são colocados como em um desvio DVA. O cateter da válvula é inserido dentro da veia jugular no pescoço e guiada para dentro do átrio direito do coração (a câmera que coleta o sangue do corpo)
c) Derivação Lombo-peritoneal (DLP)
O shunt é colocado entre o espaço subaracnóideo lombar (espinhal) o qual contém a raiz do nervo que vai para as pernas, e o peritônio.
Procedimento cirúrgico:
A Derivação é composta de um pequeno cateter de borracha siliconada. Normalmente a ponta proximal do cateter é inserida dentro da medula através de uma agulha. O cateter vai constituindo um tunel debaixo abaixo da pele para o abdomen e então inserido dentro da cavidade peritonial. Uma válvula pode ou não ser usada.
d) Terceiro-ventriculostomia (3V)
Este procedimento não insere uma derivação. Pode apenas ser usado quando há um bloqueio dentro dos ventrículos e o espaço subaracnóideo envolta do cérebro. Aqui um novo canal é criado entre os ventrículos e o espaço subaracnóideo restabelecendo o fluxo de FCE. (É um procedimento alternativo que serve apenas para um pequeno número de pacientes.
Procedimento cirúrgico:
Um endoscópio (neuroendoscópio), ou tubo guiado opticamente através do qual o cirurgião pode operar, é inserido dentro de um ventrículo lateral dilatado e guiado para o assoalho do terceiro ventrículo dilatado (o médico pode ver a superfície ventricular usando a fibra optica). O afinado assoalho é perfurado produzindo uma comunicação entre o terceiro ventrículo e o espaço subaracnóideo, permitindo ao FCE contornar (ultrapassar) a obstrução e fluir em direção à região de reabsorção em volta da superfície do cérebro.
Este procedimento, quando vitorioso, evita a necessidade de uma derivação e, desta forma, os problemas que poderiam ocorrer com a falha da derivação.
OBS: Componentes básicos dos shunts:
Variedades de derivações estão disponíveis e todos funcionam de forma igual. O exato tipo de derivação escolhida pelo neurocirurgião é um assunto de escolha pessoal e das circunstâncias do paciente.
Um cateter (ou tubo) o qual é inserido dentro dos ventrículos cerebrais, uma válvula o qual regula o fluxo do fluido espinhal e um longo cateter o qual carrega o FCE da cabeça para onde quer que o FCE esteja sendo desviado. Normalmente há também um reservatório de algum tipo, através do qual a derivação pode ser acessada através da pele se necessário.
A válvula executa 2 funções: primeiro ela deixa o líquido fluir em uma direção apenas, do cérebro para o receptáculo no outro fim da derivação. Segundo: a válvula permite ao liquido fluir apenas quando a pressão na cabeça exceda algum valor (usualmente chamado de ” pressão de abertura” da derivação) isso previne que todo o líquido seja drenado da cabeça.
Quais são as possíveis complicações de um sistema de derivação?
As derivações não são dispositivos perfeitos.
Complicações: falha mecânica, infecções, obstruções, ou necessidade de alongar ou substituir o cateter.
Geralmente o sistema de derivação requer uma monitorização e um acompanhamento médico regular. Quando ocorrerem complicações a derivação necessitará de algum tipo de revisão.
Algumas complicações:
- saída do catéter pela pele ou fístula
- desconexão ou rupturado sistema de derivação
- perfuração das vísceras
- ascite
- cistos abdominais
- cranioestenose (desaparecimento das suturas)
Algumas complicações podem conduzir a outros problemas tais como sobre ou subdrenagem. Sobredrenagem ocorre quando a derivação permite ao FCE drenar do ventrículo mais rapidamente do que ele é produzido. Essa overdrenagem pode fazer o ventriculo colapsar rachando os vasos sanguineos e causando dor de cabeça, hemorragia (hematoma subdural), ou ventrículos parecidos-com-fenda (síndrome do ventrículo em fenda).
Subdrenagem ocorre quando o FCE não é removido rapidamente suficiente e os sintomas de hidrocefalia ocorrem. Em adição aos sintomas comuns de hidrocefalia, infecção de uma derivação pode também produzir sintomas tais como febre de baixa graduação, dor (machucado) dos músculos do pescoço ou ombro e vermelhidão ou amolecimento ao longo do trajeto do shunt. Quando há razão para suspeitar que o sistema de derivação não está funcionando apropriadamente (por exemplo, se os sintomas de hidrocefalia retornam) atenção médica deve ser procurada imediatamente.
Raramente a válvula da derivação fica bloqueada ou pára de funcionar. Defeitos na derivação ocorrem em aproximadamente 30-40% das crianças no ano decorrente a inserção da derivação. Nos próximos 5 anos aproximadamente 60% das crianças terão suas derivações trocados e pelos 10 anos quase 85% terão tido ao menos uma revisão da derivação (estatistica válida para os EU, apenas)
Os sinais de defeito na derivaççao podem incluir febre, enrigecimento da nuca, fotosensibilidade (também chamada fotofobia), dor de cabeça. A derivação pode estar avermelhada ao longo de seu curso sobre a pele, ou os ferimentos podem estar avermelhados e/ou saindo pus.
Qual é o prognóstico?
É difícil de dizer embora haja alguma correlação entre a causa específica da hidrocefalia e o resultado no paciente. O prognóstico é alem disso complicado pela presença de desordens associadas, a ocasião do prognóstico e o sucesso do tratamento. O grau para o qual a descompressão (liberação da pressão do FCE ou crescimento) seguinte a cirurgia de deri- vação pode minimizar ou reverter o dano ao cérebro não é bem entendida.
Indivíduos afetados e sua família devem estar atentos que a hidrocefalia coloca em posição de riscos para ambos os desenvolvimento físicos e cognitivos, entretanto muitas crianças diagnosticadas com a desordem se beneficiam da terapia de reabilitação e intervenção educacional e continuam a conduzir vidas normais com poucas limitações. O tratamento por uma equipe multidisciplinar de profissionais da área da saúde, com especialistas em reabilitação e peritos educacionais é crítico para um resultado positivo. Sem tratamento, a hidrocefalia é , com raras exceções, fatal.
Qual pesquisa está sendo feita?
Dentro do governo federal americano a condução de pesquisas em hidrocefalia é feita pelo NINDS (National Institute of Neurological Disorders and Stroke), que é parte do NIH (National Institute of Health)
Um dos estudos amparados pelo NINDS está examinando o desenvolvimento cognitivo, realização acadêmica e ajustamento comportamental em crianças com hidrocefalia. Procuram desenvolver também um sistema de válvula que possa ajudar a reduzir o número de revisões das derivações entre indivíduos com hidrocefalia.
Obs: a pesquisa desta página foi baseada em estudos americanos, por isso, tanto as entidades, quanto as estatísticas
são norte-americanas.
Por que a hidrocefalia é um problema?
Uma vez que o FCE começe a se acumular dentro da cabeça, uma de duas coisas acontece: se a cabeça é capaz de ex-pandir (o que ocorre em crianças antes dos ossos do crânio se fecharem) a cabeça cresce muito rapidamente (essa é uma das razões por que seu pediatra deve medir o tamanho da cabeça da criança em cada visita até cerca de 3 anos de idade).
Se a cabeça é incapaz de expandir, então o acúmulo de FCE causa o aumento de pressão dentro da cabeça (pressão intracranial). O aumento na pressão pode traumatizar o cérebro e causar uma série de problemas.
Como um defeito na derivação é diagnosticado?
Normalmente com um ultrasom (crianças) ou CT (crianças mais velhas e adultos). O tamanho dos ventrículos são normal-mente comparados com o tamanho da linha de referência ventricular como vista no scan feito previamente (normalmente enquanto o paciente não estava tendo problemas); os ventriculos são normalmente mais largos durante um malfuncionamen-
to da derivação. Entretanto, sem um prévio scan não está disponível para comparar o tamanho ventricular, pode ser muito difícil se certificar que a derivação está trabalhando corretamente. Além disso, os ventrículos podem, em raras circunstân-cias, mudar pouco ou nem um pouco, até mesmo quando a derivação está com defeito. Então, se os sinais de mal-funcionamento da derivação são evidentes ainda que o CT ou ultrasom mostre nenhuma mudança no tamanho dos vetrículos, passos adicionais no diagnóstico devem ser tomados.
Alguns médicos sugerem bombear a derivação (pressionando na pele acima da válvula) para ver se a derivação está funcionando corretamente, entretanto outros acham que há pouca informação nessa técnica e não recomendam isso.
O funcionamento da derivação também pode ser acessado fazendo o TAP. É executado lavando a pele sobre a derivação
com uma solução antibacteriana estéril e colocando uma pequena agulha (igual a de extrair sangue) através da pele dentro da derivação (esse procedimento é tão inconfortável quanto a extração de sangue). A pressão do fluido espinhal pode ser medida da derivação e o fluido extraído para teste de infecção. O fluido também pode ser extraído para ver se os sintomas melhoram temporariamente.
Há outro tratamento para hidrocefalia?
Embora as derivações tenham sido uma maravilha para o tratamento da hidrocefalia, como você pode ver, elas têm seus problemas – cerca de um período de 10 anos, 85% das derivações terão de ter sidos substituídas ao menos uma vez, e 20% desses pacientes terão tido múltiplas operações para revisar ou substituir derivações com defeitos, elas usualmente estão lá com o paciente durante a vida – elas controlam mas não curam a hidrocefalia.
Uma operação nova e muito excitante para hidrocefalia tem tornado-se popular nos últimos 10 anos. Chamada endoscopia, esta operação envolve a inserção de um pequeno endoscopio (similar mas muito menor que o scope usado para cirurgia de bexiga ou a artroscopia) dentro do ventriculo através de uma cuidadosa incisão e um simples pequeno buraco no crânio. O endoscópio é conectado, via uma microcâmera a um monitor de televisão, no qual o cirurgião pode ver dentro dos ventrículos. Usando esses endoscópios, neurocirurgiões podem agora criar um atalho, permitindo ao CFS fluir em torno de certos blo-queios e restaurando o fluxo normal de CFS.
Apenas certos pacientes são elegíveis para a cirurgia de endoscopia e os pacientes devem ser selecionados cuidadosamente. Em particular, pacientes com bloqueios dentro dos próprios ventrículos (aqueles com hidrocefalia obstrutivas) são potencialmente candidatos para cirurgia de endoscopia.
O que é terceiro-ventriculostomia endoscópica?
Dirigindo oo endoscópio abaixo através dos ventrículos, o cirurgião pode fazer um buraco numa membrana muito fina no fundo do terceiro ventrículo para contornar a obstrução e comunicar diretamente o líquido ventricular com o líquido envolta do outro lado do cérebro (isto é chamado terceiro-ventriculostomia endoscópica)
Pode o endoscópio ser usando em outro procedimento?
Em alguns casos: por exemplo:
Um forâme pode ser feito, chamado “fenestração” na lâmina de tecido que separa os 2 ventrículos laterais para comunicá-los em solicitações onde as derivações foram (ou de outra forma teriam de ser) colocados, eliminando a necessidade para uma das duas derivações e reduzindo as complicações (especialmente do mal-funcionamento da derivação).
Certos cistos dentro do cérebro e/ou ventrículos podem causar problemas e poderem requerer a inserção de umaderivação para controlar o crescimento do fluído dentro do cisto. Alguns destes cistos podem similarmente ser perfurado fazendo buraco em suas paredes usando o endoscopio e comunicando-os com o resto dos ventrículos. Isto pode eliminar a necessidade para uma derivação dentro do cisto.
Finalmente, embora não diretamente relacionado à hidrocefalia, o endoscopio pode ser usado para fazer biopsia ou remover pequenso tumores dentro dos ventrículos do cérebro. A vantagem do endoscópio é que como outros ramos da medicina os endoscópios são extremamente pequenos e operações podem ser executadas através de pequenas incisões e aberturas muito pequenas no crânio, fazendo a operação menos dolorosa para o paciente e reduzindo a necessidade de longas estadias no hospital.
Recuperação pós-cirurgia
Após a cirurgia o paciente será cuidadosamente observado em uma unidade de cuidados neurológicos ou em outro lugar por enfermeiras especialmente treinadas. Alguns sintomas tais como dor de cabeça podem desaparecer imediatamente devido ao alivio do crescimento do excesso de pressão. Geralmente o paciente tem permissão para levantar-se e andar a volta e um retorno gradual à atividade normal será encorajado.
O tempo de estadia do paciente no hospital será determinado pela sua taxa de recuperação e avaliabilidade de apoio em casa.
Quando da sua visita pós-operatória ao cirurgião você pode ter notado algum melhoramento adicional e as incisões podem estar menos doloridas (inflamadas). Seu cirurgião removerá as suturas da pele (pontos) que não são absorvidos e examinará a incisão. Poderá também ser avaliada a função neurológica.
Se um problema neurológico permanecer, a reabilitação pode ser necessária para maximizar os melhoramentos do paciente. De qualquer forma, a recuperação pode ser limitada pela extensão do dano já causada pela hidrocefalia ou condição associada e pela habilidade limitada do cérebro para curar-se. Se uma cirurgia adicional for necessária para remover um tumor do cérebro ou corrigir um defeito de nascimento, isto pode ser agendado para uma operação subsequente.
Testes de acompanhamento podem ser requeridos, incluindo ultrasom, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou raios-X planos para certificar-se que a derivação está trabalhando direito. Você e sua família serão instruidos para notificar o neurocirurgião se problemas ocorrerem. Não exite em contatar seu médico se algum dos seguintes sintomas ocorrerem:
- vermelhidão, amaciamento, dor ou inchaço da pele ao longo do tubo ou incisão;
- irritabilidade ou sonolência
- náuseas, vômitos, dor de cabeça ou diplopia
- febre
- dor abdominal
Se você é o paciente, seu cirurgião ajudará a determinar quando você poderá retornar ao trabalho e com que limitações. Se
um relaxamento no trabalho for necessário, será providenciado durante a visita pós-operatória..
Dirigir um veículo motorizado será possível uma vez que seu cirurgião determine que você está completamente recuperado. Não dirija após tomar medicação narcótica para dor.
- secreção aumentada do líquido céfalo-raquidiano;
- obstrução das vias de circulação e obsorção;
- bloqueio do sistema venoso de drenagem encefálica, ocorrendo uma dilatação ventricular devido as pressões intraven-triculares (tanto a pressão média como as pressões pulsáteis, sincrônicas com a sístole cardíaca estão patologicamen-
te aumentadas: estas dão origem a um gradiente de pressão transmural através do manto cerebral suficiente para causar
uma compressão característica da substância branca adjacente e uma perda de proteína e lipídeo, mas um aumento do conteúdo de água e sódio, devido a essas compressões surgem os diversos sinais e sintomas.
Sinais e Sintomas.
Na congênita ocorre: (uma hipertensão)
a) hipertensão intracraniana, devido à dilatação dos ventrículos ou ao entumecimento a nível de espaço subaracnóideo, com presença de dor;
b) papiledema, que ocorre por uma compressão do nervo optico produzindo obliteração das veias da retina que passam em
seu interior;
c) aumento do perímetro cefálico;
d) separação das suturas cranianas
Os ítens C e D ocorrem pela pressão do líquor e por motivo dos ossos não estarem soldados.
e) fontanela anterior muito aumentada devido estarem separados os ossos;
f) cabeça apresenta-se translúcida, devido a adelgamento do tecido;
g) as veias do couro cabeludo dilatam-se tornando-se proeminente, devido a separação óssea que adelgaça os vasos tornando-os dilatados e proeminentes.
h) deficiência mental, devido a compressão do líquor sobre o córtex, levando-a a ficar como uma fina folha de papel.
i) Diplegia espástica de intensidade variada, devido a pressão exercida sobre os nervos cranianos espinhais.
j) sinal do sol poente, compressão sobre as paredes adelgaçadas das órbitas.
k) sinais cerebelares, como incapacidade incoordenação e equilíbrio precário;
l) perda sensorial e fraqueza nos membros superiores associada a siringomielia.
Na adquirida ocorre:
a) Retração da cabeça, que ocorre por causa do peso aumentado da mesma;
b) vômitos;
c) alteração da consciência (obnubilação)
d) cefaléia;
e) papiledema, devido a compressão do nervo óptico;
f) paralisia dos nervos cranianos, devido à pressão do líquor;
g) debilidade e incoordenação dos membros e reflexos plantares, devido a pressão e lesão nas áreas cerebrais específicas
h) reflexos tendinosos exarcebados ou diminuídos;
i) sinais de hipopituitarismo;
j) pode também ocorrer convulsões epilépticas e espasmos nas extremidades inferiores com “rigidez de descerebração.”
Esses sintomas variam com a idade, progressão da doença e diferenças individuais na tolerância ao FCE. Ex: o crânio da criança (normalmente antes de 3 anos de idade) pode se expandir para acomodar o crescimento do FCE porque as suturas ainda não fecharam. Com isso a criança tolera mais as diferente pressões de FCE do que o adulto.
O ponto mole do bebê (”fontanela”) no topo da cabeça pode estar completo ou tenso. O bebê pode estar irritadiço ou inquieto, apetite fraco e vômitos podem ocorrer.
Na infância, a mais óbvia indicação de hidrocefalia é frequentemente o rápido crescimento na circunferência da cabeça ou um incomum tamanho de cabeça. Outros sintomas podem incluir vômitos, sonolência, irritabilidade, desvio para baixo dos olhos – limitada habilidade de olhar para cima (olhar do sol poente)- os olhos podem estar cruzados, epilepsia e atrasos no desenvolvimento.
Crianças mais velhas e adultos podem experimentar diferentes sintomas, por que seus crânios não se expandem para acomodar o crescimento do FCE. Daí vem: dor de cabeça seguida por: vômito, náuseas, papiledema (inchaço do disco ótico
o qual é parte do nervo ótico), visão borrada, diplopia (dupla visão), olhar do sol poente, problemas de balanço, coordenação pobre, disturbio no caminhar, incontinência urinária, diminuição ou perda de desenvolvimento, letargia, entorpecimento (sonolência), irritabilidade, ou outras mudanças na personalidade ou cognição incluindo perda de memória.
Como é diagnosticada a hidrocefalia?
É diagnosticada através de uma avaliação clínica neurológica e pelo uso de técnicas de imagens craniais, tais como ultrasonografia, TC (tomografia computadorizada), IRM (imagem de ressonância magnética) ou técnicas de monitoramento da pressão. O médico seleciona a ferramente de diagnóstico apropriada baseado na idade do paciente, apresentação clínica, e presença de conhecida ou suspeitada anormalidade do cérebro ou medula espinhal.
Infelizmente, raios-X planos da cabeça não são suficiente para diagnosticar a hidrocefalia por que eles podem apenas ” ver” os ossos. Ao invés disso nós precisamos um teste que será capaz de ” ver” dentro da cabeça e visualizar o próprio cérebro. Há 3 possibilidades:
ULTRASOM DE CRÂNIO
Na criança antes da fontanela fechar (”soft spot”), um ultrasom da cabeça pode mostrar os ventrículos alargados. Uma vez fechada a fontanela, entretanto, o ultrasom não mais pode ver dentro da cabeça e nós devemos usar ou um CT ou um MRI para visualizar o cérebro e os ventrículos.
ULTRASOM DE CRÂNIO. Com o aparecimento de novos aparelhos, o US começa a ganhar grande destaque, pois o diag-nóstico é mais rápido, inócuo e de baixo custo, no que diz respeito a rapidez do diagnóstico é que o mesmo pode ser feito de forma precoce ainda no periodo pré-natal, através de medidas no tamanho dos ventrículos bem como a investigação de anomolias associadas, tais como: síndrome de Dandy-Walker, mal formações de Arnold-Chiari, encefaloceles, espinha bífida cística. Além do efeito diagnóstico o ultrasom é utilizado para acompanhamento de pacientes pré-dispostos ao desenvol-vimento de hidrocefalia, tais como crianças prematuras com hemorragia intraventriculares e pacientes portadores de mielo-meningocele ou encefaloceles.
Outra utilização da ultrasonografia está no acompanhamento das alterações ventriculares e possíveis complicações pós-operatórias de derivação. Ele apresenta as seguintes vantagens à tomografia computadorizada:
a) não exposição ao raio-X
b) dispensa sedação ou anestesia geral
c) baixo custo.
A utilização do ultrasom intra-operatório,tem sido de grande valia no posicionamento ideal do catéter intraventricular, no corno frontal do ventrículo lateral – anterior ao forame de Monroe, pois não apresenta plexo coróide.
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
O TC é um modo rápido, fácil e barato para diagnosticar a hidrocefalia. É suficiente em muitos casos de hidrocefalia. É um exame de alto poder de discriminação e boa inocuidade, substituindo a ven-triculografia e a angiografia cerebral. Ela demonstra claramente tamanho e posição de cada ventrículo bem como do espaço subaracnóideo da base do crânio (cisterna magna). Podemos também identificar edema periventricular, desproporção do crescimento dos ventrículos e presença de alterações atróficas do cérebro.
No acompanhamento pós-operatório de derivação ventricular a TC é de grande valia na visualização exata da posição do catéter vetricular, determina também o tamanho dos ventrículs, as causas de malfuncionamento. Ela não é bem utilizada nos estudos da fossa posterior dando lugar a ressonância magnética.
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
Uma IRM toma muito tempo para preparar (e pode requerer sedação ou mesmo anestesia geral para crianças) ; pode ser difí-
cil para pessoas que são claustrofóbicas e mais complexo e caro para preparar.
Frequentemente não é necessário fazer o diagnóstico de hidrocefalia, mas pode ser muito útil em casos onde a causa de hidrocefalia está em dúvida ou se há outras anormalidades do cérebro.. Além do mais, o IRM pode dar informação sobre se o aqueduto cerebral (a passagem entre o terceiro e quarto ventrículo) está bloqueada e pode sugerir uma forma mais nova de tratamento para a hidrocefalia, chamada endoscopia.
ELETROENCEFALOGRAMA. Pode ser normal ou pode demonstrar uma lentidão bilateral de natureza não específica.
ANGIOGRAFIA CAROTIDEANA. Mostrará um deslocamento das artérias e veias que é característica de um aumento ventricular. Na maioria dos casos, os estudos com contraste aéreo são indispensáveis ao estabelecimento do diagnóstico.
VENTRICULOGRAFIA. Através de um buraco de trepanação parietal ou a pneumoencefalografia lombar ou ambas, revelarão
o grau de aumento ventricular, a existência de lesões obstrutivas nas veias do LCE e suficiência dos espaços subaracnóideos em volta do tronco cerebral, base e cérebro.
Tratamento Derivação (”Shunt”).
É a total inserção de um tubo plástico dentro da pele criando uma via alternativa para o líquor, que vai do cérebro até a outra parte do corpo onde deva cair na circulação sanguínea: é o tratamento cirúrgico mais comum para a hidrocefalia. Á medida que drena o excesso de líquor a derivação controla a pressão, minimizando o quadro clínico da hidrocefalia. Essa técnica cirúrgica possui riscos e complicações: pode ser mal-funcionante, está sujeita a infecções, danos mecânicos ao dispositivo, ou mesmo coagulações.
A derivação apenas controla a hidrocefalia não a curando, e se houver dano ao tecido cerebral, esse permanecerá.
Ventriculostomia – Os Ventriculoscópios são aparelhos que permitem criar novos caminhos de acesso para o liquor dentro do cérebro, ou até mesmo reabrir antigos caminhos.
Tratamento
Obs: O tratamento explicitado aqui é meramente informativo (como todo o texto) e qualquer prescrição de medicamentos e diagnósticos deverá ser feito por um médico especialista.
Tratamento Conservador:
Métodos mais utilizados:
a) uso de agentes osmóticos;
b) uso de inibidores de Anidrase Carbônica
A Acetazolamida, inibidora da Anidrase Carbônica, utilizadas em altas doses (50 a 100mg/kg) no tratamento das hidro-cefalias lentamente progressivas, embora estudos de Meeley e Col, mostraram falhas desta droga quando a hidrocefalia es-
tá associada com a mielomeningocele, seus efeitos colaterais são:
- acidose metabólica
- vômitos
- diarréia
A Furizamida age diminuindo a produção do líquor em cerca de 50% e quando associado a Acetazolamida diminui em 75%.
O Isosorbide que é uma droga que altera a osmolaridade plasmática que quando aumentada provoca um redução na formação do líquor. É utilizado nas hidrocefalias leves e moderadas e para controle temporário de hidrocefalias secundárias.
Tratamento Cirúrgico: Derivação (ou “shunt”)
Na maior parte das vezes a hidrocefalia é frequentemente tratada com a colocação cirúrgica de um sistema de desvio (Derivação). Esse sistema desvia o fluxo de FCE de uma região dentro do SNC para outra área do corpo onde ele pode ser absorvido como parte do processo circulatório.
O shunt é um tubo flexível e vigoroso. O sistema consiste do shunt, um cateter e uma válvula. Uma ponta do cateter é colocada no sistema nervoso central, mais usualmente para dentro de um ventrículo dentro do cérebro, mas também potencialmente para dentro de um cisto ou uma região próximo á medula espinhal. A outra ponta do cateter é passado sob a pele para outra parte do corpo.
Obs:
a- a região mais comum para desviar o fluido é a cavidade peritonial (derivação ventrículo-peritonial).
b- se a cavidade peritonial não é apropriada o cirurgião pode escolher colocar o desvio dentro do espaço pleu-ral (derivação ventrículo-pleural)
c- uma terceira região comum para inserir o desvio é dentro da veia jugular no pescoço (derivação ventrículo-jugular,
ou derivação ventrículo-cardiaca ou derivação ventrículo-atrial). O cateter é passado pelo interior da veia jugular e baixado até o coração.
a) derivação Ventrículo-peritoneal (DVP)
Este é o procedimento mais comum para o tratamento da hidrocefalia. O FCE é canalizado através de um implante chamado derivação o qual direciona o fluxo de FCE do ventrículo lateral para o terceiro ventrículo para dentro da cavidade abdominal onde ele é absorvido para dentro da corrente sanguínea.
A Derivação Básica (SVP) consiste de 3 componentes:
1-Cateter ventricular: um pequeno tubo feito de borracha siliconada, um material bem tolerado pelo corpo , com muitos pequenos buracos em seu bico. Ele é colocado por dentro do cérebro para dentro do ventrículos.
Válvula: um mecanismo especial para regular o fluxo de FCE através da derivação que é direcionado para simular o dreno normal do FCE. A válvula é feita de borracha siliconada ou coberta de borracha siliconada. Ela se situa entre o crânio e o couro cabeludo.
2-Cateter Peritoneal (abdominal): este cateter é também composto de borracha siliconada. Ele é guiado da válvula á cavidade abdominal
Em circunstâncias especiais seu médico pode adicionar um telesensor à derivação.
Às vezes a derivação pode sobrecarregar . Um sifão limitando o dispositivo ou válvulas especialmente preparadas podem ser direcionados para minimizar o excesso de drenagem.
3-Procedimento cirúrgico:
Uma incisão é feita no couro cabeludo. Então um pequeno buraco é feito no crânio. A posição do buraco no crânio pode variar dependendo da escolha do cirurgião. O cateter é então inserido através do tecido cerebral para dentro do ventrículo lateral alargado. Uma válvula é adicionada ao cateter ventricular. A valvula situa-se entre o crânio e o couro cabeludo. O cateter peritonial (abdominal) é então inserido debaixo da pele do pescoço, peito e abdomen e ligado á válvula. Finalmen-
te o cateter peritoneal é inserido dentro da cavidade abdominal que circunda o estômago e intestino. Quando o FCE entra na derivação do ventrículo ele é conduzido através da válvula reguladora e passa para dentro da cavidade abdominal onde o líquido é absorvido de volta para a corrente sanguinea.
b) Derivação Ventrículo-atrial (DVA)
Esta Derivação conduz o FCE do ventrículo do cérebro para o átrio direito do coração (a câmera do coração que coleta o sangue do corpo)
Procedimento cirúrgico:
O cateter ventricular e a válvula são colocados como em um desvio DVA. O cateter da válvula é inserido dentro da veia jugular no pescoço e guiada para dentro do átrio direito do coração (a câmera que coleta o sangue do corpo)
c) Derivação Lombo-peritoneal (DLP)
O shunt é colocado entre o espaço subaracnóideo lombar (espinhal) o qual contém a raiz do nervo que vai para as pernas, e o peritônio.
Procedimento cirúrgico:
A Derivação é composta de um pequeno cateter de borracha siliconada. Normalmente a ponta proximal do cateter é inserida dentro da medula através de uma agulha. O cateter vai constituindo um tunel debaixo abaixo da pele para o abdomen e então inserido dentro da cavidade peritonial. Uma válvula pode ou não ser usada.
d) Terceiro-ventriculostomia (3V)
Este procedimento não insere uma derivação. Pode apenas ser usado quando há um bloqueio dentro dos ventrículos e o espaço subaracnóideo envolta do cérebro. Aqui um novo canal é criado entre os ventrículos e o espaço subaracnóideo restabelecendo o fluxo de FCE. (É um procedimento alternativo que serve apenas para um pequeno número de pacientes.
Procedimento cirúrgico:
Um endoscópio (neuroendoscópio), ou tubo guiado opticamente através do qual o cirurgião pode operar, é inserido dentro de um ventrículo lateral dilatado e guiado para o assoalho do terceiro ventrículo dilatado (o médico pode ver a superfície ventricular usando a fibra optica). O afinado assoalho é perfurado produzindo uma comunicação entre o terceiro ventrículo e o espaço subaracnóideo, permitindo ao FCE contornar (ultrapassar) a obstrução e fluir em direção à região de reabsorção em volta da superfície do cérebro.
Este procedimento, quando vitorioso, evita a necessidade de uma derivação e, desta forma, os problemas que poderiam ocorrer com a falha da derivação.
OBS: Componentes básicos dos shunts:
Variedades de derivações estão disponíveis e todos funcionam de forma igual. O exato tipo de derivação escolhida pelo neurocirurgião é um assunto de escolha pessoal e das circunstâncias do paciente.
Um cateter (ou tubo) o qual é inserido dentro dos ventrículos cerebrais, uma válvula o qual regula o fluxo do fluido espinhal e um longo cateter o qual carrega o FCE da cabeça para onde quer que o FCE esteja sendo desviado. Normalmente há também um reservatório de algum tipo, através do qual a derivação pode ser acessada através da pele se necessário.
A válvula executa 2 funções: primeiro ela deixa o líquido fluir em uma direção apenas, do cérebro para o receptáculo no outro fim da derivação. Segundo: a válvula permite ao liquido fluir apenas quando a pressão na cabeça exceda algum valor (usualmente chamado de ” pressão de abertura” da derivação) isso previne que todo o líquido seja drenado da cabeça.
Quais são as possíveis complicações de um sistema de derivação?
As derivações não são dispositivos perfeitos.
Complicações: falha mecânica, infecções, obstruções, ou necessidade de alongar ou substituir o cateter.
Geralmente o sistema de derivação requer uma monitorização e um acompanhamento médico regular. Quando ocorrerem complicações a derivação necessitará de algum tipo de revisão.
Algumas complicações:
- saída do catéter pela pele ou fístula
- desconexão ou rupturado sistema de derivação
- perfuração das vísceras
- ascite
- cistos abdominais
- cranioestenose (desaparecimento das suturas)
Algumas complicações podem conduzir a outros problemas tais como sobre ou subdrenagem. Sobredrenagem ocorre quando a derivação permite ao FCE drenar do ventrículo mais rapidamente do que ele é produzido. Essa overdrenagem pode fazer o ventriculo colapsar rachando os vasos sanguineos e causando dor de cabeça, hemorragia (hematoma subdural), ou ventrículos parecidos-com-fenda (síndrome do ventrículo em fenda).
Subdrenagem ocorre quando o FCE não é removido rapidamente suficiente e os sintomas de hidrocefalia ocorrem. Em adição aos sintomas comuns de hidrocefalia, infecção de uma derivação pode também produzir sintomas tais como febre de baixa graduação, dor (machucado) dos músculos do pescoço ou ombro e vermelhidão ou amolecimento ao longo do trajeto do shunt. Quando há razão para suspeitar que o sistema de derivação não está funcionando apropriadamente (por exemplo, se os sintomas de hidrocefalia retornam) atenção médica deve ser procurada imediatamente.
Raramente a válvula da derivação fica bloqueada ou pára de funcionar. Defeitos na derivação ocorrem em aproximadamente 30-40% das crianças no ano decorrente a inserção da derivação. Nos próximos 5 anos aproximadamente 60% das crianças terão suas derivações trocados e pelos 10 anos quase 85% terão tido ao menos uma revisão da derivação (estatistica válida para os EU, apenas)
Os sinais de defeito na derivaççao podem incluir febre, enrigecimento da nuca, fotosensibilidade (também chamada fotofobia), dor de cabeça. A derivação pode estar avermelhada ao longo de seu curso sobre a pele, ou os ferimentos podem estar avermelhados e/ou saindo pus.
Qual é o prognóstico?
É difícil de dizer embora haja alguma correlação entre a causa específica da hidrocefalia e o resultado no paciente. O prognóstico é alem disso complicado pela presença de desordens associadas, a ocasião do prognóstico e o sucesso do tratamento. O grau para o qual a descompressão (liberação da pressão do FCE ou crescimento) seguinte a cirurgia de deri- vação pode minimizar ou reverter o dano ao cérebro não é bem entendida.
Indivíduos afetados e sua família devem estar atentos que a hidrocefalia coloca em posição de riscos para ambos os desenvolvimento físicos e cognitivos, entretanto muitas crianças diagnosticadas com a desordem se beneficiam da terapia de reabilitação e intervenção educacional e continuam a conduzir vidas normais com poucas limitações. O tratamento por uma equipe multidisciplinar de profissionais da área da saúde, com especialistas em reabilitação e peritos educacionais é crítico para um resultado positivo. Sem tratamento, a hidrocefalia é , com raras exceções, fatal.
Qual pesquisa está sendo feita?
Dentro do governo federal americano a condução de pesquisas em hidrocefalia é feita pelo NINDS (National Institute of Neurological Disorders and Stroke), que é parte do NIH (National Institute of Health)
Um dos estudos amparados pelo NINDS está examinando o desenvolvimento cognitivo, realização acadêmica e ajustamento comportamental em crianças com hidrocefalia. Procuram desenvolver também um sistema de válvula que possa ajudar a reduzir o número de revisões das derivações entre indivíduos com hidrocefalia.
Obs: a pesquisa desta página foi baseada em estudos americanos, por isso, tanto as entidades, quanto as estatísticas
são norte-americanas.
Por que a hidrocefalia é um problema?
Uma vez que o FCE começe a se acumular dentro da cabeça, uma de duas coisas acontece: se a cabeça é capaz de ex-pandir (o que ocorre em crianças antes dos ossos do crânio se fecharem) a cabeça cresce muito rapidamente (essa é uma das razões por que seu pediatra deve medir o tamanho da cabeça da criança em cada visita até cerca de 3 anos de idade).
Se a cabeça é incapaz de expandir, então o acúmulo de FCE causa o aumento de pressão dentro da cabeça (pressão intracranial). O aumento na pressão pode traumatizar o cérebro e causar uma série de problemas.
Como um defeito na derivação é diagnosticado?
Normalmente com um ultrasom (crianças) ou CT (crianças mais velhas e adultos). O tamanho dos ventrículos são normal-mente comparados com o tamanho da linha de referência ventricular como vista no scan feito previamente (normalmente enquanto o paciente não estava tendo problemas); os ventriculos são normalmente mais largos durante um malfuncionamen-
to da derivação. Entretanto, sem um prévio scan não está disponível para comparar o tamanho ventricular, pode ser muito difícil se certificar que a derivação está trabalhando corretamente. Além disso, os ventrículos podem, em raras circunstân-cias, mudar pouco ou nem um pouco, até mesmo quando a derivação está com defeito. Então, se os sinais de mal-funcionamento da derivação são evidentes ainda que o CT ou ultrasom mostre nenhuma mudança no tamanho dos vetrículos, passos adicionais no diagnóstico devem ser tomados.
Alguns médicos sugerem bombear a derivação (pressionando na pele acima da válvula) para ver se a derivação está funcionando corretamente, entretanto outros acham que há pouca informação nessa técnica e não recomendam isso.
O funcionamento da derivação também pode ser acessado fazendo o TAP. É executado lavando a pele sobre a derivação
com uma solução antibacteriana estéril e colocando uma pequena agulha (igual a de extrair sangue) através da pele dentro da derivação (esse procedimento é tão inconfortável quanto a extração de sangue). A pressão do fluido espinhal pode ser medida da derivação e o fluido extraído para teste de infecção. O fluido também pode ser extraído para ver se os sintomas melhoram temporariamente.
Há outro tratamento para hidrocefalia?
Embora as derivações tenham sido uma maravilha para o tratamento da hidrocefalia, como você pode ver, elas têm seus problemas – cerca de um período de 10 anos, 85% das derivações terão de ter sidos substituídas ao menos uma vez, e 20% desses pacientes terão tido múltiplas operações para revisar ou substituir derivações com defeitos, elas usualmente estão lá com o paciente durante a vida – elas controlam mas não curam a hidrocefalia.
Uma operação nova e muito excitante para hidrocefalia tem tornado-se popular nos últimos 10 anos. Chamada endoscopia, esta operação envolve a inserção de um pequeno endoscopio (similar mas muito menor que o scope usado para cirurgia de bexiga ou a artroscopia) dentro do ventriculo através de uma cuidadosa incisão e um simples pequeno buraco no crânio. O endoscópio é conectado, via uma microcâmera a um monitor de televisão, no qual o cirurgião pode ver dentro dos ventrículos. Usando esses endoscópios, neurocirurgiões podem agora criar um atalho, permitindo ao CFS fluir em torno de certos blo-queios e restaurando o fluxo normal de CFS.
Apenas certos pacientes são elegíveis para a cirurgia de endoscopia e os pacientes devem ser selecionados cuidadosamente. Em particular, pacientes com bloqueios dentro dos próprios ventrículos (aqueles com hidrocefalia obstrutivas) são potencialmente candidatos para cirurgia de endoscopia.
O que é terceiro-ventriculostomia endoscópica?
Dirigindo oo endoscópio abaixo através dos ventrículos, o cirurgião pode fazer um buraco numa membrana muito fina no fundo do terceiro ventrículo para contornar a obstrução e comunicar diretamente o líquido ventricular com o líquido envolta do outro lado do cérebro (isto é chamado terceiro-ventriculostomia endoscópica)
Pode o endoscópio ser usando em outro procedimento?
Em alguns casos: por exemplo:
Um forâme pode ser feito, chamado “fenestração” na lâmina de tecido que separa os 2 ventrículos laterais para comunicá-los em solicitações onde as derivações foram (ou de outra forma teriam de ser) colocados, eliminando a necessidade para uma das duas derivações e reduzindo as complicações (especialmente do mal-funcionamento da derivação).
Certos cistos dentro do cérebro e/ou ventrículos podem causar problemas e poderem requerer a inserção de umaderivação para controlar o crescimento do fluído dentro do cisto. Alguns destes cistos podem similarmente ser perfurado fazendo buraco em suas paredes usando o endoscopio e comunicando-os com o resto dos ventrículos. Isto pode eliminar a necessidade para uma derivação dentro do cisto.
Finalmente, embora não diretamente relacionado à hidrocefalia, o endoscopio pode ser usado para fazer biopsia ou remover pequenso tumores dentro dos ventrículos do cérebro. A vantagem do endoscópio é que como outros ramos da medicina os endoscópios são extremamente pequenos e operações podem ser executadas através de pequenas incisões e aberturas muito pequenas no crânio, fazendo a operação menos dolorosa para o paciente e reduzindo a necessidade de longas estadias no hospital.
Recuperação pós-cirurgia
Após a cirurgia o paciente será cuidadosamente observado em uma unidade de cuidados neurológicos ou em outro lugar por enfermeiras especialmente treinadas. Alguns sintomas tais como dor de cabeça podem desaparecer imediatamente devido ao alivio do crescimento do excesso de pressão. Geralmente o paciente tem permissão para levantar-se e andar a volta e um retorno gradual à atividade normal será encorajado.
O tempo de estadia do paciente no hospital será determinado pela sua taxa de recuperação e avaliabilidade de apoio em casa.
Quando da sua visita pós-operatória ao cirurgião você pode ter notado algum melhoramento adicional e as incisões podem estar menos doloridas (inflamadas). Seu cirurgião removerá as suturas da pele (pontos) que não são absorvidos e examinará a incisão. Poderá também ser avaliada a função neurológica.
Se um problema neurológico permanecer, a reabilitação pode ser necessária para maximizar os melhoramentos do paciente. De qualquer forma, a recuperação pode ser limitada pela extensão do dano já causada pela hidrocefalia ou condição associada e pela habilidade limitada do cérebro para curar-se. Se uma cirurgia adicional for necessária para remover um tumor do cérebro ou corrigir um defeito de nascimento, isto pode ser agendado para uma operação subsequente.
Testes de acompanhamento podem ser requeridos, incluindo ultrasom, tomografia computadorizada, ressonância magnética ou raios-X planos para certificar-se que a derivação está trabalhando direito. Você e sua família serão instruidos para notificar o neurocirurgião se problemas ocorrerem. Não exite em contatar seu médico se algum dos seguintes sintomas ocorrerem:
- vermelhidão, amaciamento, dor ou inchaço da pele ao longo do tubo ou incisão;
- irritabilidade ou sonolência
- náuseas, vômitos, dor de cabeça ou diplopia
- febre
- dor abdominal
Se você é o paciente, seu cirurgião ajudará a determinar quando você poderá retornar ao trabalho e com que limitações. Se
um relaxamento no trabalho for necessário, será providenciado durante a visita pós-operatória..
Dirigir um veículo motorizado será possível uma vez que seu cirurgião determine que você está completamente recuperado. Não dirija após tomar medicação narcótica para dor.
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